Cinema Luso-Brasileiro em festa

De 7 a 14 de Dezembro realiza-se em Santa Maria da Feira o 7º Festival de Cinema Luso-Brasileiro.

Este ano e pela sétima vez, Santa Maria da Feira será o palco de mais uma edição de um festival que pretende criar um espaço de visibilidade e discussão de obras originárias de Portugal e Brasil, com a finalidade de incentivar o aparecimento de novos canais de difusão para ambas as cinematografias.

O festival tem como principal objectivo tornar-se num local privilegiado de lançamento de filmes portugueses e contribuir para a entrada do cinema no nosso País, afirmando, assim, o cinema que fala a nossa língua.

Durante a semana em que decorre o festival, serão apresentados cerca de 60 filmes integrados nos diversos programas, sendo a quase totalidade exibidos com a presença dos realizadores e actores.

Existirão duas competições durante o decorrer do festival. A das longas metragens contará com a presença de 6 filmes, sendo quatro brasileiros e inéditos em Portugal. A competição de curtas metragens será composta por 21 filmes, tendo como destaque a estreia do novo filme de João Figueiras “ A Olhar Para Cima”.

Para além da competição oficial, podemos contar neste festival com uma homenagem a um dos mais importantes e influentes documentaristas brasileiros da actualidade, Eduardo Coutinho. Serão exibidos os seus dois filmes mais marcantes: “Edifício Master” (2002) e “Cabra Marcado Para Morrer” (1964/84) bem como três documentários seus.

Mas nem só de homenagens e de competições é feito o festival. Durante toda a semana irá ser possível descobrir a obra de José Eduardo Belmonte, numa secção dedicada aos novos talentos. Existirá também uma área dedicada à descoberta daqueles filmes que não têm lugar na secção de competição do festival, mas que merecem ser vistos e divulgados, para além de conferências, workshops e exposições que irão decorrer durante a semana do festival.

Uma semana inteira dedicada ao melhor cinema que se faz dos dois lados do Atlântico e que encerra com a estreia mundial do filme “Agostinho da Silva – Um Pensamento Vivo” de João Rodrigo Matos, talvez o ponto alto de todo o festival.

Uma boa oportunidade para descobrir um pouco mais do cinema Brasileiro e Português, que cada vez mais tem dado provas da sua qualidade e ambição.



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