Cláudia Efe

Cláudia Efe

No próximo dia 24 de Novembro, uma das bandas portuguesas mais completas invade o túnel. A entrada é gratuita e marca os nove anos da Rua de Baixo. O aniversário fica completo com o levantar do véu sobre o novo disco dos Micro Audio Waves, a revelar no palco subterrâneo do Chiado mas antecipado aqui em entrevista concedida pela vocalista Cláudia Efe

São uma das bandas portuguesas mais completas. Aliam um evidente sentido pop a um bom gosto musical de prazer menos imediato, de nova descoberta a cada audição. Em vésperas de editarem o quinto álbum de originais, os Micro Audio Waves aterram na estação Rua de Baixo, na Baixa-Chiado PT Bluestation, para provarem uma vez mais o porquê de serem um dos colectivos portugueses mais reconhecidos lá fora. Os nove anos da Rua juntam-se aos 12 dos Micro Audio Waves. Dia 24 de Novembro, pelas 21h00. A festa está garantida, é grátis e bem jeitosinha. Vamos? Aceitem o nosso convite e o repto de Cláudia Efe.

Como estão os Micro Audio Waves no final de 2012? Como vos correu este ano?

Estão bem, dentro do seu ritmo exclusivo de quem faz o que gosta. Este ano tem sido bom. Temos feitos alguns concertos apesar do [novo] disco ainda estar a ser terminado, o que é bom porque nos concertos descobrem-se soluções para partes que ainda não estariam resolvidas como desejávamos. Tem sido algo desafiante. Fazer um disco é uma aventura.

Está aí um novo disco vosso a caminho. O que podes dizer nesta fase sobre o álbum?

É um álbum que tem mais canções assumidas. Foi uma opção de todos porque quase nunca nos apetece voltar ao que já fizemos. Ou melhor, apetecia-nos algo diferente… Para nós é diferente… E fomos buscar um ou outro objecto perdido por lhe termos muito amor e veneração pelo belo. (risos)

E a experiência de tocar no metro, o que esperas?

Espero que seja boa! Tenho um bocado de medo do som naquele espaço, para ser sincera. Vai ser uma descoberta. Já tocámos num parque de estacionamento interior… Se gostarmos até lançamos lá o album para animar a troika!

Falando de outras músicas: o que andas a ouvir actualmente, que discos te têm prendido a atenção?

Eu ouvia muita música antes, agora eu tenho é de ouvir música que é a minha e mil vezes; às vezes só loops durante triliões de segundos. A minha relação com a música agora é bastante racionada. Primeira regra: não pode ser cantada. Segunda regra: não pode ser de dança. Terceira regra: tudo muito suave, por favor. Tenho ouvido non stop Henry Mancini, “Music from Hawai”, para veres o meu estado!



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This