Codex

O Festival de (outras) Músicas do Teatro Nacional São João do Porto está de regresso com uma programação eclética e bastante interessante.

O Teatro Nacional São João (TNSJ) recebe entre 6 e 14 de Maio, o Codex – Festival de Músicas, por onde vão passar quatro “contadores de histórias” do nosso tempo: Laurie Anderson, Bill Lasswell, David Thomas e Bugge Wesseltoft.

Os concertos da cantora e compositora norte-americana Laurie Anderson estão agendados para os dias 6 e 7 de Maio no TNSJ. Nestes dois espectáculos, Laurie, a tocadora de violinos e voz das emoções, estreia-se no nosso país com o seu último registo discográfico.

Aquela que foi habilmente caracterizada na Wired como «a artista da moderna Renascença e a agente provocadora», deverá interpretar os temas que figuram no disco duplo, “Live at Town Hall, New York City, September 19-20, 2001”, trabalho que reúne velhas e novas interpretações de alguns clássicos.

Embora a presença de Laurie Anderson em Portugal seja o ponto alto deste festival, os outros três nomes que compõem o cardápio deste ano não são para menosprezar.

Baixista por profissão e produtor visionário por vocação, Bill Lasswell liderará o projecto Abyssinia Infinite, laboratório de ritmos africanos servidos pela prodigiosa voz da etíope Ejigayehu “Gigi” Shibabaw. Esta é uma oportunidade para ficar a conhecer um novo estilo recentemente etiquetado de Ethiopian soul. O concerto tem lugar no TNSJ a 12 de Maio.

Fundador do lendário grupo avant-rock Pere Ubu, David Thomas, um músico que tem reescrito as regras da música popular ao longo dos últimos 30 anos, actua com a “The Pale Orchestra” no dia 13 de Maio. Muito mais que um concerto, o espectáculo que o músico traz ao Porto é uma imponente produção situada algures entre a peça de teatro, o concerto rock e o recital de spoken Word. A não perder.

A fechar, no dia 14 de Maio, é a vez do pianista, compositor e produtor norueguês, Bugge Wesseltoft, subir ao palco do TNSJ. Wesseltoft é uma das mais recentes revelações de uma geração de músicos que a partir da Escandinávia tem vindo a redefinir o conceito e a forma daquilo que se convencionou chamar future jazz – jazz experimental e tradicional com atitude house, techno e ambient. E assim o festival acaba… a dançar!



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