Coelho Radioactivo

Coelho Radioactivo

Alter-ego de João Sousa. “Estendal”, editado no ano passado, foi o disco de estreia

A participação em “20 anos de Ruptura Explosiva” – edição conjunta Flor Caveira/Amor Fúria que incluiu nomes como Manuel Fúria (ex-Golpes), Diego Armés (Feromona), Samuel Úria e Alex D’Alva Teixeira – assinala uma das mais relevantes etapas no trajecto do músico, a par da actuação no Festival de Música Independente, no âmbito da iniciativa “Capital Europeia da Juventude Braga 2012”.

O primeiro longa-duração de Coelho Radioactivo – intitulado “Estendal” – começou a ser gravado em 2008, em cidades como Lisboa, Porto ou Aveiro. Espaços como a Bau Uau (Aveiro) e o domicílio de João Coração acolheram a concepção do álbum, que viu a luz do dia no ano passado.

“Estendal” é feito de 11 faixas. Embora não comece fulgurante, tem, logo ao segundo tema, um dos mais brilhantes momentos em «Mensagem para Ursos», instrumental que deslumbra. Neste diapasão alinha a faixa seguinte, «Nevoeiro», que não sai a perder face à antecessora. Outras canções que sobressaem são «Perséfone» (nome atribuído a uma deusa da mitologia grega) e «O Velho» (com palavras menos cordiais na direcção da juventude).

Em dueto com O Cão da Morte – projecto de Luís Gravito – João Sousa participou, com o tema «Surf» (2011), na compilação “20 anos de Ruptura Explosiva”, um tributo a um filme com o mesmo título, de 1991, dirigido por Kathryn Bigelow. O autor de “Estendal” tem sido, aliás, presença assídua na discografia de O Cão da Morte: foi co-produtor de “Odissipo”, além de ter sido intérprete regular na citada obra e em “Ainda sem nome”.

Ao vivo, Coelho Radioactivo toca, habitualmente, com Os Plutónios, colectivo constituído por Carlos Rosário (teclas), Pedro Teixeira (bateria) e Ricardo Barros (baixo). Este trio pega nas canções folk do músico e encaminha-as para uma sonoridade mais aparatosa, integrando estilos como rock, metal, psicadélico ou o progressivo.



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