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Colette

A loja que reinventou o conceito de shopping.

A Colette fica no coração do luxo e da moda em Paris, ao n.º 213 da rua Saint-Honoré. A mais cool de todas as lojas faz as delícias dos amantes do shopping e daqueles que adoram as novas tendências. Se é hype, vende-se na Colette. Sob o olhar atento de uma crítica entusiamada, o espaço foi inaugurado em Março de 1997 por Colette Roussaux e sua filha Sarah Lerfel e cedo se tornou na mais conhecida concept-store do mundo. Entenda-se por concept-store uma loja que mistura marcas e uma diversidade de produtos direccionados para um consumidor específico.

Cosméticos, comida, designers de renome, brinquedos, newcomers, pret-à-porter de luxo, gadgets, livros, streetwear, CDs, arte, revistas – praticamente tudo pode ser encontrado na colette. Mas há um denominador comum: a intuição e o bom senso das selecção de Sarah, que estabeleceu a reputação da loja. “Nunca escolheria uma marca em que eu não acredito, por mais potencial de sucesso que ela pareça ter”, afirmou numa conferência sobre marketing de moda no Brasil.

São 740 m2 divididos por três pisos, remodelados pela primeira vez durante o Verão de 2008 pelo japonês Wonderwall / Masamichi Katayama. O objectivo era recuperar o rés-do-chão e incluir a secção de streetwear neste piso, mas o espaço acabou por ser redesenhado na totalidade. A loja cresceu em tamanho e o novo design permite expor em maior quantidade e com mais eficácia todas as categorias de produto que a colette representa e vende.

No rés-do-chão encontramos os ténis expostos numa parede maciça de vidro, uma Tee Box em aço e vidro para t-shirts multi-marcas e as secções de música, cinema, tecnologia e informação. As vitrines mudam todas as semanas. No primeiro andar circulamos por entre manequins vestidos com uma mistura de peças de marcas estabelecidas e newcomers. Os acessórios, a joalharia, os produtos de beleza e os “must have” completam a oferta. Há ainda espaço para a galeria de arte, com exposições regulares. O Water Bar fica na cave e vende mais de 100 tipos diferentes de água provenientes de todo o mundo.

Através do site da colette podemos fazer e-shopping ao som de playlists criteriosamente escolhidas. Colette nº9 (2008) é a mais recente compilação da loja e inclui, entre nomes mais e menos conhecidos, Glass Candy, Chromatics, Goldfrapp ou remisturas de Rufus Wainwright por Supermayer. Também no site vale a pena espreitar os vídeos colette Shopping TV, um programa mensal que mistura o clássico TVshop e uma aula de tendências para apresentar uma selecção de produtos disponíveis na eshop ou directamente na loja.

A Colette também promove workshops e neste momento a iniciativa dirige-se ao público infantil. Loradisa tem por objectivo sensibilizar as crianças para os sabores e gostos e decorre no Water Bar, uma quarta-feira por mês. Para os clientes mais adultos a iniciativa é outra: as Colette dance class. Uma vez por mês, o clube Paris Paris recebe o entretenimento da loja fora de portas, uma nova forma de clubbing criada com o propósito de expressão e apreciação da dança. Os primeiros 60 minutos são dedicados à aprendizagem e depois disso os dj’s tomam conta da noite. Gonzalez, Teki Latex, Justice, Busy P e Uffie foram alguns dos nomes que já animaram os dançarinos.

Colette só há uma, mas já por duas vezes a loja viajou até outros continentes. Em Dezembro de 2004 instalou-se na Comme des Garçons em Aoyama, Japão e em Setembro de 2008 foi a vez da flagship store da Gap, em Nova Iorque. São as chamadas pop up store, lojas que surgem durante um curto espaço de tempo, com produtos exclusivos e de edição limitada. O objectivo é despertar a urgência da compra no consumidor. Um fato de banho feito em colaboração com a SPEED e um trench coat edição limitada by Junya Watanabe são exemplos de alguns produtos criados propositadamente para estes eventos.

Na selecção da colette os preços variam entre o exorbitante e o baratinho e ninguém se sente excluído. Durante as semanas de moda de Paris as filas para entrar são intermináveis – há quem visite a loja não para comprar, mas para saber o que está na berra… A loja chega a ser utilizada como ferramenta de pesquisa e barómetro social.

A colette foi e continua a ser um fenómeno.



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