Conferência de Domingos Rego

Dia 26 de Outubro na Arte Ilimitada.

Actualmente, o mercado mundial da arte prolifera em formatos rebeldes e instituições diversas. As disciplinas artísticas já não são compactas, favorecedoras de fronteiras ou resistentes a invasões. As doutrinas são, hoje em dia, irrevogavelmente mais livres. A investigação do impacto, que tal característica de mercado tem na sociedade, é um dos principais papéis em que se revê a Arte Ilimitada, escola de arte.

Esta instituição, localizada na Calçada da Estrela, abriu as suas portas em 1995, fruto da iniciativa do Pintor Filipe Rocha da Silva. A formação que aplica baseia-se nas vertentes práticas e teóricas da Pintura, apresentando-a, perante as constantes mutações artísticas, como um instrumento de expressão abrangente e flexível. Organiza também ateliers especificamente para crianças, tanto na própria escola como no Museu do Chiado.

O corpo docente da escola é constituído por licenciados na respectiva área, com actividade artística profissional e experiência pedagógica reconhecida. São regularmente convidados pensadores para integrar os cursos teóricos e ciclos de conferências, dinamizando o espaço e oferecendo, ao público em geral, uma excelente oportunidade para aprofundar temas intelectualmente desafiantes.

A próxima conferência será no dia 26 de Outubro, 5ª feira, às 18h45. O tema escolhido aborda a influência do tempo na performance artística e o confronto da natural subjectividade desta profissão com a velocidade do dia-a-dia. As novas tecnologias, agora de acessibilidade rápida e eficaz, confundem presentemente as relações que o Homem estabelece com o espaço, o tempo e a matéria. Certos autores contemporâneos já encarnam a realidade temporal urbana, incluindo-a como matéria-prima no seu próprio trabalho. Outros mantêm uma atitude de serena crítica, distanciando-se da sua constante imposição.

Domingos Rego, o convidado conferencista, nasceu em Castelo Branco nos anos 60.
Ao longo destes anos, tem construído um invejável perfil estudioso que o coloca numa posição de destaque na reflexão pública do estado da arte. O seu Curso de Arquitectura de Interiores e Mobiliário foi realizado na Escola Superior de Artes Decorativas da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva. Licenciou-se na FBAUL em Artes Plásticas/Pintura, tendo concluído, este ano, no mesmo local, o Mestrado. Os mesmos dois organismos receberam-no, posteriormente, como docente e coordenador.

A sua carreira expositiva tem-se desenvolvido, regularmente, desde 1994, através do seu trabalho de desenho e pintura e, mais recentemente,  fotografia, cruzando práticas e concepções contemporâneas com a herança conceptual e os modos de se exprimir dos mestres do passado. A Galeria Palmira Suso já recebeu muitos dos seus trabalhos de direcção criativa.

O tema formal que pretende lançar na Arte Ilimitada é: “O tempo como tema na produção artística contemporânea”. Questão que, com certeza, lhe surgiu nas sessões criativas, ambicionando agora lançar o desafio aos seus semelhantes. O objectivo é pensar e discutir, em conjunto, questões de natureza inspiracional e metódica, invertendo, ao mesmo tempo, a tendência isoladora dos artistas de profissão. Será o relógio, para o artista, uma peça fundamental?



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