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CRICA

Mais do que uma marca de acessórios, a CRICA é amor, dedicação, afectos. Oscar Wilde diz que “Toda a arte é inútil”, Cristina Hora mostra que não, especialmente a de amar.

CRICA em português? CRICA em mexicano? Diria CRICA na língua dos porquês… O nome é no mínimo sugestivo e aberto a várias interpretações. Mas mais do que uma marca de acessórios, a CRICA é amor, dedicação, afectos.

A História da CRICA é uma história que cabe dentro de outra… numa de encantar. Tem México e sol, tem pinguins e esquilos, garças e Oscar Wilde.

A protagonista é Cristina Hora. Nasceu no Porto, e foi aí que cursou Escultura na Faculdade de Belas Artes. “Sempre fui conhecida como a mulher dos sete ofícios” e não duvidamos. Depois de acabar o curso em 2000, deu aulas no ensino público, trabalhou na Casa da Música, foi sócia da Pickpocket uma loja no espaço Bazaar, colaborou com o designer Miguel Flor em vários projectos e até desenhou uma marca de roupa para fitness.

Há um ano e meio, decidiu acompanhar o namorado e trocou a Invicta pela Cidade do México. “Costumo dizer que vim por amor”… e é aqui que começa a nossa lição de amor nº1.

A lição nº 2? “Quando cheguei ao México tentei procurar trabalho. Não foi fácil no princípio e aí pensei que o ideal seria criar algo meu”. Foi então que decidiu criar a CRICA. Devem estar a perguntar porquê CRICA, um nome que tem tanto de sugestivo como de engraçado. Cristina desmistifica: “Os meus amigos  em tom de brincadeira chamam-me CRICA, e então foi o primeiro que me ocorreu”.

Descoberta uma nova paixão, Cristina dedica-se neste momento inteiramente à marca. Nela explora conceitos, brinca com os sentidos. Vai à essência das peças e cria-as à medida do corpo. Com ainda duas colecções apresentadas (“March of the animals” e “Wilde Series”) as criações de Cristina Hora não são peças, são pedaços que escondem mensagens e segredos.

O processo de criação pode parecer simples, mas é pensado, sentido, e até impregnado de um certo humor. Primeiro descobre o tema ou temas, depois trabalha-os desde a forma até à composição: “Primeiro descubro o conceito. No caso de March of the Animals, o que é importante não são os animais, mas sim a forma como crio o padrão. Num primeiro olhar os animais nem são perceptíveis. Nesta última colecção acontece o mesmo, mas desta vez com frases. O conceito foi o mesmo. Inspirando-me em frases de Oscar Wilde crio padrões”.

As ideias, conceitos e sentimentos, que precisam de suporte físico, ganham forma naturalmente. “Quando estou em processo de desenho consigo, à partida, atribuir o material e cor que mais se adequa à peça. Para já vou continuar a explorar o acrílico e madeira”.

Toda a história em torno da CRICA faz-nos querer usar um pedaço de amor ao pescoço, no braço e ao peito. A boa notícia? É que é amor para o menino e para a menina. A má? É que está apenas, e por enquanto, disponível através do site.

E se a história terá um final feliz, esperemos que sim. Quanto mais não seja, porque “A ilusão é o primeiro de todos os prazeres” (Oscar Wilde).



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