Crysis 3

“Crysis 3” | Análise

Visualmente brilhante

Produzido pela Crytek e publicado pela Electronic Arts, chega-nos “Crysis 3“, o mais recente título de uma das mais aclamadas séries de acção em first-person. Aquando do seu lançamento, “Crysis 2” sofreu fortes críticas por parte dos jogadores em geral devido à falta de uma boa história e em especial por parte dos jogadores de PC devido às limitações gráficas implementadas pelo facto de este ter sido lançado também para as consolas. Será que “Crysis 3” vai conseguir superar os títulos anteriores?

Resgatado pelo seu antigo companheiro de armas, Psycho, Prophet está de volta a Nova Iorque em 2047, vinte anos depois dos eventos de “Crysis 2”. Prophet descobre que Psycho faz agora parte de um grupo de rebeldes contra a Cell Corporation, o mesmo grupo que o torturou e lhe tirou o Nanosuit e que enclausurou a dizimada Nova Iorque numa Nanodome com o fim de recolher a tecnologia alienígena que nela se encontrar. Prophet ainda tem o seu Nanosuit e Psycho espera que este seja o elemento que vai virar o jogo contra a Cell Corporation. No entanto, Prophet tem a sua própria missão. Enquanto esteve em cativeiro o nosso protagonista foi atormentado com visões que lhe mostravam o fim do Mundo, visões essas que lhe foram transmitidas pelo alienígena Alpha Ceph que jaz adormecido debaixo de Manhattan. Prophet terá de lutar para evitar os eventos que levarão à extinção da humanidade.

A Nanodome transformou a cidade de Nova Iorque numa autêntica floresta, repleta de árvores, pântanos e rios. A natureza junta-se assim ao urbanismo e oferece-nos cenários e ambiências com um nível de grafismo e detalhe simplesmente brilhantes. Os cenários são tão preenchidos como vastos e as ruínas de prédios, árvores, rios e pedras, proporcionam-nos as mais variadas formas de enfrentar os nossos inimigos.

A história está sem dúvida melhor (e nota-se o esforço que foi feito para melhorar) do que nos títulos anteriores mas, verdade seja dita, é a jogabilidade que interessa aos mais ávidos jogadores da saga. “Crysis 3” não desilude, de todo. Com a capacidade de costumizarmos tanto o Nanosuit como as nossas armas, sempre que quisermos e da forma que quisermos sem nunca precisarmos de aceder a um menu de pausa de jogo, um novo arco pode ser disparado com o sistema de Cloaking (camuflagem) activado e várias armas alienígenas extremamente poderosas, Prophet está agora mais letal do que nunca. Todos estes factores contribuem para um vasto leque de formas de abordarmos os nossos inimigos. É também por isso que, se forem já veteranos da saga “Crysis”, vos é recomendado jogar numa dificuldade mais avançada. Apesar da inteligência artificial ser superior à dos títulos anteriores, se forem mestres das várias nuances que o Nanosuit oferece vão ser como faca e manteiga ao enfrentarem os vossos inimigos numa dificuldade Normal.

“Crysis 3” é sem dúvida um dos jogos mais deslumbrantes a nível visual. No entanto, a sua impressionante fidelidade gráfica é algo prejudicada quando passamos para o modo Multiplayer. Contudo, a jogabilidade segue incólume.

Este modo não difere muito do título anterior com os seus 50 níveis, em conjunto com um sistema de progressão e de conteúdo desbloqueável. Apesar de o sistema gráfico ser afectado no sistema Multiplayer, os cenários são na mesma detalhados e bastante bem desenvolvidos. Temos também agora um novo (e provavelmente o mais aliciante) modo, Hunter. Neste modo temos duas equipas de jogadores. De um lado estão os Hunters (caçadores), apenas com dois jogadores, ambos com Nanosuit camuflado. Do outro lado estão os soldados da Cell Corporation. Cada jogador do lado da Cell Corporation que for morto passa para a equipa dos Hunters até que fique apenas uma pobre alma a disparar freneticamente para o nada, adiando o inevitável.

Em suma, “Crysis 3” é um jogo visualmente brilhante e com uma jogabilidade fantástica que nos permite imediatamente adaptar às mais diversas situações que nos forem surgindo. A sua campanha de seis horas está também mais trabalhada (apesar de ainda não ser perfeita) e dá-nos uma razão para toda a matança que vamos espalhando pelos cenários. Temos portanto um jogo capaz de nos oferecer óptimos momentos de adrenalina e que nos poderá fazer voltar para experimentar tácticas diferentes e talvez ainda mais arrojadas.



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