(Cumpli)cidades

O terceiro aniversário destas noites do Lux foi comemorado com uma grande festa, onde a Rua de baixo fez questão de estar representada.

Já passaram três anos desde que a conhecida discoteca de Santa Apolónia começou a organizar, pelo menos uma vez por mês, um encontro entre as novas tendências da música electrónica e uma cidade representativa no que diz respeito à sua produção, trazendo a Lisboa alguns dos nomes mais importantes deste género musical. Passaram pelo palco e gira-discos do Lux, nomes como Peter Kruder, Dani Siciliano, Gonzalez, Jamie Lidell, Gus Gus, Erlend Oye e muitos outros que animaram as noites de culto das quintas-feiras que comemoraram no passado dia 29 de Outubro o seu terceiro aniversário.

O facto da festa ter sido realizada numa sexta-feira marcou o carácter especial da noite que foi de facto memorável para quem esteve presente, muito devido, não só à qualidade dos artistas presentes, mas também ao “público” que marcou presença e ajudou a criar uma atmosfera festiva muito interessante.

A música electrónica em Portugal deve muito a este espaço nocturno, que com o passar dos anos tem conseguindo criar um culto, não sendo apenas “mais” uma discoteca da noite de Lisboa. Quem lá vai, sabe o que vai assistir, notando-se nas pessoas um conhecimento musical e uma postura diferente, muito importante para o sucesso destas noites.

A noite de 29 de Outubro não foi diferente. Tendo como principal tema o electro francês com a presença de Alex Gopher,Julien Delfaud e Etienne de Crecy, o convidado especial foi o canadiano (que vive em Berlim), Mocky, que regressou ao Lux algumas semanas depois de ali ter actuadono seio do divertido colectivo de hip-hop “marreta” Puppetmastaz.

Companheiro de Gonzales, Peaches, Feist e Taylor Savvy (todos canadianos a viverem em Berlim), Mocky é acima de tudo um entertainer, que faz do palco a sua casa e diverte-se a entreter os outros. Musicalmente, mistura a electrónica com o hip-hop e a canção ligeira em temas de uma grande sensibilidade pop. Englobada na “Are+Be” tour que tem andado a apresentar um pouco por todo o mundo (ainda há pouco tempo esteve na ilha da madeira), a actuação contou com as presenças sempre motivadoras de Ad Hawk, Taylor Savvy e Kevin Bleechdom, tornando-se num espectáculo muito mais para além da música servindo de excelente forma de abertura das festividades, numa noite que prometia prosseguir pela madrugada e terminar já bem de manhã.

Por volta das três, foi a vez de Alex Gopher,Julien Delfaud e Etienne de Crecy subirem ao palco e apresentarem ao vivo o segundo volume da aventura “Superdiscount” num concerto electrizante, um adjectivo mais que apropriado à música do trio. Logo à partida, quando se vê atrás do gira-discos e num mesmo palco, nomes da craveira destes franceses, só se pode esperar um grande concerto. Obviamente que foi isso mesmo que aconteceu, embora de início com meia sala, o electro contagiante do trio foi angariando cada vez mais pessoas, tendo acabado a actuação com o piso inferior do Lux completamente cheio e em total euforia. Foram muitos os pontos altos da actuação dos quais destacamos a excelente incursão pelos Kraftwerk através de uma versão de “Aerodynamic” que não deixou ninguém indiferente.

Depois desta excelente actuação, a tripla francesa tomou conta do gira-discos do piso inferior do Lux, continuando a lançar farpas de um electro actual e que prolongou a dança pela noite fora até de manhã. O bar ficou a cargo do ecletismo que dominou o ambiente do piso superior, uma variedade de estilos no que respeita ao público presente e uma diversidade musical da exclusiva responsabilidade de Yen Sung, que animou as hostes durante toda a madrugada.

Sem dúvida que foi uma noite memorável e que marcou uma data importante no que diz respeito à divulgação da música electrónica em Portugal. Esperamos que para o ano estejamos a festejar o quarto aniversário destas cumplicidades que até lá prometem trazer a Portugal o melhor da música de dança mundial.

 



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