(Cumpli)cidades Report

Swayzak, Munk e The Hacker foram os protagonistas de mais uma noite de diversificação musical no Lux.

Já passava um pouco da uma e meia da madrugada de sexta-feira, 25 de Fevereiro, quando o duo David Brown e o baterista Francesco Brini, também conhecidos como Swayzak, abriram as hostilidades a mais uma noite de (Cumpli)cidades no Lux. Na bagagem traziam os seus quatro álbuns de originais e muita energia.

Não trouxeram no entanto um dos seus mais recentes membros, Richard Davis, que tem dado voz às suas actuações ao vivo e James Taylor também não participou no concerto. Ficaram-se basicamente pelo Mac, um sintetizador e uma bateria. E não foi uma má escolha. Responsáveis pela definição “tech house”, um sub-género da House Music, aquando do lançamento do seu primeiro trabalho, os Swayzak conseguiram levar um conjunto de fãs alinhados em frente ao palco ao rubro e isso notava-se pelos constantes assobios e pulos de satisfação de alguns.

Durante cerca de uma hora e meia de actuação, houve um pouco de tudo. Entre sonoridades deep-minimal house, techno, dub ou puramente electro, os riffs da bateria de Francesco Brini foram a atracção principal da noite. Com uma energia imparável e tirando partido de todo o potencial das máquinas, eram as batidas criadas por ele que marcavam o passo de um Lux cheio e rendido à dupla.

No final, houve direito a encore (como não podia deixar de ser) com a dupla a colocar o volume perto do humanamente aceitável, deixando a assistência preparada para o que deveria vir a seguir com The Hacker.

No piso de cima, Munk alegrava muita gente já por esta altura, com um set agradável, que conseguiu pôr o Lux ao rubro diversas vezes, ao passar vários hits do álbum Aperitivo. Sentiu-se no entanto a falta de uma das melhores músicas de Munk, a já famosa “Kick out the chairs motherfucker”.

The Hacker, no piso inferior, pisou no pedal e pode-se dizer que foi sempre a fundo. Para os que esperavam ouvir a vertente mais electro do DJ, foi assim que ficaram… à espera pois o set que trouxe ao Lux baseou-se no seu lado Techno e nem uma faixa do seu álbum “Mélodies En Sous-Sol” se ouviu. Um Set do princípio ao fim explosivo e bastante duro, talvez em demasia.

Ficamos realmente em dúvida, após ouvir tantos sets e albúns de The Hacker e de outros artistas ligados ao electro que já visitaram a nossa praça, terão sempre a tendência de pôr o prego a fundo em Portugal e fazerem sets mais virados para o Electro quando actuam em países Nórdicos. Será que eles pensam que estão numa terrinha e que o melhor e dar-lhe “à moda antiga?” para o caso de não compreendermos o que eles estão a passar? Fica a dúvida…



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