(Cumpli)Cidades

No segundo ano desta iniciativa, o Lux traz-nos uma edição de luxo a não perder.

Começou o segundo ano (Cumpli)Cidades no Lux. São duas semanas seguidas entre Berlim e Brasil que começaram com actuações ao vivo das Chicks on Speed e de Angie Reed, mais dj sets dos Psychonauts e dj Naughty na quinta-feira, dia 30 de Outubro.

No dia 7 de Novembro, uma edição de luxo. A noite começa com DJ Dolores a abrir as hostilidades, seguida do bem conhecido DJ Marky, acompanhado por XRS e Stamina MC. Segue-se depois Dinis (Pressure Force) e Henrique Amaro (Antena3). Uma noite com todos os ingredientes para ser de deleite.

Para os mais interessados fica aqui uma biografia dos principais intervenientes desta noite de 7 de Novembro.

DJ Marky – embora tendo apenas 28 anos, Marky é já uma verdadeira estrela no seu país, Brasil. Sediado em São Paulo, a capital da música electrónica do Brasil, Marky tem o reconhecimento de ser um dos maiores DJ’s e produtores braisleiros. Começou nos anos 90 como um dos pioneiros no som inglês de Drum & Bass/Jungle. Em 1994/95, o Jungle explodiu no Brasil e Marky ficou como um dos líderes deste movimento.

Tocou no famoso Toca Club (que acolhia 5000 pessoas todas as semanas até à data do seu encerramento), teve vários programas de rádio e o seu sucesso dessa altura culminou com o lançamento de uma compilação de Drum & Bass/Jungle através da editora inglesa Suburban Base Records. Ganhou o título de DJ do ano em 95 e 96.

Hoje, é de novo o líder da cena de dança do Brasil. É DJ residente às quartas-feiras no Bunker, discoteca do Rio de Janeiro, e no clube Lov.e em São Paulo às quintas onde foi “descoberto” pelas lendas do jungle inglês, Bryan Gee e Bulldozer, que imediatamente o convidaram para voltar à Inglaterra e actuar lá. O entusiasmo e dedicação com que Marky faz rodar os discos impressiona os “clubbers” e a indústria musical.

Em 2000 foi nomeado DJ revelação no Ericsson Muzik Awards e juntou-se ao top 10 da revista Ministry lado a lado com ilustres como Danny Tenaglia, Timo Mass, EZ e Paul Oakenfold.

Em Fevereiro de 2001, foi considerado o melhor DJ internacional no Knowledge Magazine Awards em Londres. Em Março do mesmo ano, lança The Brasil EP, juntamente com os seus conterrâneos DJ Patife e XRS. Entretanto, no Brasil é lançada a compilação Audio Architecture que vendeu 25 mil cópias no primeiro mês e a compilação The Brazilian Job que vendeu 30 mil cópias. Marky também iniciou-se na produção, tanto a solo como com o seu colaborador de longa data, XRS.

DJ Dolores – Integra a cena mangue beat desde os tempos de Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre ou Otto. DJ Dolores é o alias para Hélder Aragão e vem do Recife onde, desde a adolescência mantem uma relação íntima com a música.

Já fez projectos para o teatro, cinema, vídeo e publicidade. O seu nome vem da tia do amigo Hilton Lacerda. Além de tocar, também produz músicas e conta já com 4 albúms independentes, a banda sonora para “O rap do pequeno príncipe contra as almas sebosas” e também as peças “A Máquina” e “Mãe gentil”. Remixou ainda Otto e participou em tributos a Reginaldo Rossi e Luiz Gonzaga. Também organizou a segunda edição de “e-Brasil”, festival de música electrónica que movimentou o Recife em Outubro. Antes de lançar “Contraditório?”, Dolores participou em colectaneas como “Baião de Viramundo”, uma releitura de Gonzagão. Também fez parte do disco “Capiríssima – Batucada eletrônica”.

No seu trabalho utiliza sons tradicionais de Pernambuco adicionando-lhe sons electrónicos de dança. Já foi aplaudido por Camila Pitanga, Marisa Monte ou Adriana Calcanhoto entre outros e foi notícia no jornal “Le Monde”.



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