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David Fonseca @ TMN ao Vivo | 3 de Abril

Like a Superstar!

Emoções. Demasiadas emoções para uma noite só. O primeiro concerto de David Fonseca para a apresentação da primeira parte do seu último trabalho “Seasons: Rising” no espaço TMN ao Vivo teve casa absolutamente cheia e, como não poderia deixar de ser, foi verdadeira e absolutamente amazing. As quatro bolas de espelhos suspensas no lado direito do palco adivinhavam que a noite se transformaria numa grande festa. David Fonseca não tem nada para provar, pois o seu percurso tem sido feito de grandes sucessos, e neste concerto apenas confirmou isso mesmo. Preparem-se porque “Seasons: Rising” é dotado de canções muito fortes em que todas podem ser grandes êxitos! Há que admitir que David Fonseca tem uma capacidade de reinvenção muito grande e continua, à sua maneira, a inovar, quer seja dentro ou fora do palco.

«What Life Is For», o primeiro single de “Rising”, foi a canção que deu início ao espectáculo, passavam 15 minutos da hora prevista, e da qual se seguiu «Heavy Heart (It Won’t Go Away)» com a voz de Francisca Cortesão a ocupar o lugar da versão original interpretada por Catarina Salinas dos Best Youth. Acompanhado pela sua banda – Ricardo Fiel, Paulo Pereira, Sérgio Nascimento, Francisca Cortesão e Nuno Simões – David Fonseca deu voz e corpo às suas melodias e avisa o público que “vão assistir em primeira mão e assistir ao vivo e em directo a todos os enganos possíveis e imaginários, mas é isso que torna estes concertos especiais” confessando também que tinha saudades de tocar ao vivo tão perto do público. Com um foco de luz a incidir sobre ele, David Fonseca cantou «It Feels Like Something», pertencente a este último disco e que ao vivo tem um outro impacto tornando-se mais viva e sublime. Eis que começou a soar o reconhecível loop de palminhas que figura em «Kiss Me», uma canção antiguinha segundo o cantor, mas que todos ainda recordam e que foi o ponto de partida para a plateia se fazer ouvir em uma só voz. Entre gritos como “força David” e “és grande”, o cantor regressou aos temas do novo álbum com o hino à primavera e às provas de amor com «Under The Willow», a rebeldia de «Armageddon» e a sua mimetização da guitarra em relação a uma arma de fogo. Foi uma das canções da noite!

Porque, segundo o cantor, as pessoas mentem quando este as questiona sobre qual é a verdadeira idade dela, o próprio afirma procurar formas de perceber qual a idade através de algo que lhes provoque alguma reacção e que só elas conheçam. E, sentado ao piano, David Fonseca tocou dois pequenos trechos de séries televisas, sendo uma delas a de “Knight Rider”, mas os acordes de «The Beating Of The Drums» começaram a soar após afirmar que era a primeira vez que estava a tocar piano ao vivo com a sua banda. Temos aqui a prova de que “Rising” tem muitas cartas para dar e que ao vivo tem outro sabor, mas chegou novamente a altura de revisitar o passado. Não, não foi com canções de Silence 4, embora houvesse alguém que o tivesse pedido no final do concerto, mas o desejo não foi concretizado.

A grande motivação para que David Fonseca tenha escolhido locais como a sala TMN ao vivo para a apresentação do álbum tem a ver com o facto de “poder estar mais perto de vocês e porque assim posso passar músicas que gosto e que nunca passam num club tal como…” e começou a cantarolar e a tocar «Single Ladies» da Beyonce, cuja performance foi admiravelmente engraçada e aplaudida por todos. Mesmo que as probabilidades de David Fonseca se cruzar um dia com a Beyonce sejam poucas, parece-me que ambos são verdadeiras superstars no universo musical (ok, mesmo que sejam em universos diferentes, admito).

«A Cry 4 Love» do anterior “Between Waves”, o energético e inesquecível «Superstars», com Ricardo Fiel a tocar deitado em cima do palco como os verdadeiros rockstars, e o arrebatador «I See The World Through You» em união perfeita com «Who Are U?» dos álbuns “Our Heart Will Beat as One” e “Dreams In Colours” foram as músicas que se seguiram e que permitiram sentir toda a emoção da plateia que esboçava sorrisos e emitia uma energia bastante positiva de admiração e respeito pelo trabalho de todos os músicos. Nota-se que as suas músicas invadem o interior das pessoas e que, em alguns casos, acabam por marcar profundamente a vida dessas mesmas pessoas e é assim que se fazem os verdadeiros artistas.

Voltámos de novo a “Rising” com «We’re So Much Better Than This» e a «I Would Have Gone and Loved You Anyway» que são, na minha opinião, as mais irreverentes e bem conseguidas músicas do álbum, não sem antes de interpretar «Stop 4 a Minute» colocando a plateia aos pulos e atrevendo-se a descer do palco e a percorrer o recinto por entre a multidão. Aparte isso, houve algumas pessoas que se lembraram de gritar “e salta David”, mas o próprio disse que nunca alinha nesse tipo de coisas “com tantas coisas que podiam gritar como faz o pino ou tira a roupa, mas que também não iria fazê-lo”.

Pensávamos que o concerto iria ficar por ali, mas o público pediu mais e David Fonseca obedeceu. Ainda questionou o público sobre qual a canção que queriam ouvir, mas depressa deliberou que era ele quem decidia e decidiu bem com «Whatever The Heart Desires» e, para finalizar, o grande êxito «The 80’s», que não veio directamente dos anos 80, mas que foi fortemente popularizado numa campanha televisiva. Todavia, o concerto só ficou devidamente concluído com o regresso dos cinco artistas ao palco para interpretarem novamente «What Life Is For», cuja libertação por parte do público foi total e que por vontade deles continuariam ali durante muito mais tempo.

David Fonseca regressa à estrada já no próximo dia 4 de Abril na sala Theatrix em Coimbra e dia 5 de Abril no Hard Club no Porto. Quem gosta verdadeiramente do trabalho do cantor, não perca. Ficou a promessa de regressar a Lisboa para um novo concerto… por cá ficamos a aguardar para nos voltarmos a surpreender!



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