Dead Combo @ Clube Mercado

Clube Western

O mote para a passada noite de sábado, 20 de Maio, foi “Vol.2 – Quando a Alma não é Pequena”, o mais recente disco da dupla Dead Combo e um dos mais fundamentais discos nacionais dos últimos meses. O cenário foi simples, com instrumentos, amplificadores e algumas flores de fundo a embelezar o palco do Clube Mercado. O ambiente, esse, foi de verdadeiro delírio quase Western versão Sérgio Leone transportado para Lisboa, século XXI, 2006, quase Verão, noite assumida, por entre um copo, um cigarro e uma conversa. 

Demasiadas conversas, até. Para uma banda como os Dead Combo, que exige um silêncio sagrado para se entrar na sua verdadeira atmosfera quase fadística, tornou-se complicado para quem não estava nas primeiras filas absorver por completo a música da banda. Mas, para os que fizeram por entrar na dinâmica da coisa, valeu bem a pena.

O alinhamento foi mais ou menos o esperado, prato central no disco novo, pontuais passagens pelo primeiro disco, e uma ou outra versão, mais ou menos esperadas, com destaque maior para «Temptation» (de Tom Waits), enorme momento. Tó Trips e Pedro Gonçalves estão em forma, sente-se o à-vontade com que apresentam as suas canções, a confiança levada para cima do palco. A música dos Dead Combo é difícil de caracterizar, descrever. Destaca-se, ainda assim, a vincada portugalidade da banda, a densa atmosfera que percorre o repertório da banda.

Uma bela noite de rock. De fado? Talvez de pop, aqui e ali um toque meio Western. Uma bela noite, que se lixe o resto.



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