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Dead Combo e a Orquestra das Caveiras

Ao vivo no São Luiz e em discurso directo na RDB.

Aquando a gravação dum dos mais recentes trabalhos da dupla Tó Trips e Pedro Gonçalves – “Lusitânia Playboys” – os Dead Combo atiraram para um DVD o concerto duplo que marcou a sua última digressão.
O DVD de nome “Dead Combo and Royal Orquestra das Caveiras Ao Vivo no São Luiz” foi o mote para uma pequena e informal conversa com Tó Trips.

A película exprime uma dupla semelhante à imagem que nos habituou; parca em palavras, independentemente do facto de não terem qualquer expectativa relativamente ao impacto que poderia advir do espectáculo em si.

Com João Cabrita no saxofone, Jorge Ribeiro no trombone, João Marques no trompete e Ana Araújo no piano, Tó Trips acredita ter sido uma das uniões mais satisfatórias que teve até à data na música. Os laços estabelecidos pela dupla com a Royal Orquestra das Caveiras, confidencia Tó Trips, “foram importantes para os Dead Combo, pois tocamos com outras pessoas e as músicas ganham outras cores e um pouco de alegria, já que em dupla as cenas são mais negras”.

De qualquer modo, a avaliar pelo filme, o negro de palco e a compenetração habitué em Dead Combo condizem numa permanente e clara fusão com a Orquestra com que conviveram no plateau.

As casualidades são uma constante na percurso de Dead Combo. Se retrocedermos na curta história da dupla, barramos no princípio da década, altura em que, após um concerto do norte-americano Howe Gelb, a que ambos – Trips e Gonçalves – assistiam, Tó Trips lança um repto a Pedro Gonçalves – acompanhá-lo no contrabaixo numa espécie de best of de Carlos Paredes. Com o recém-editado DVD, uma situação também de feliz percalço: o realizador Daniel Neves, com quem colaboram habitualmente, sugeriria, dias antes do espectáculo, a filmagem do mesmo. Como, à posteriori, a decisão do que fazer com aquele material não primava pela linearidade, na editora alguém pensou (Patrícia Gonçalves no caso) que bom seria se lançassem o conteúdo em DVD associados a um Jornal (Público).

Dito e feito. A dupla apresenta por várias salas o DVD e Trips, quando questionado acerca de um maior interesse/amplitude por parte de quem os escuta, resultante desta união, assevera que “o suscitar um maior interesse só mesmo para as pessoas que nos viram várias vezes e tenham a curiosidade de ver-nos com orquestra, mas acho também que com orquestra podemos tocar em espaços maiores”.

A gravação no São Luiz foi também “uma ideia do Pedro Gonçalves e era algo falado há algum tempo atrás”, refere.

Mais do que Trips e Gonçalves – os dois com projectos a solo e/ou paralelos – os Dead Combo são “uma dupla inseparável. O Trips e o Pedro são duas pessoas diferentes nos Dead Combo, são duas personagens com um longo passado verdadeiro e fictício”, diz.

O lado experiencial é das coisas mais evolutivas e produtivas em qualquer banda ou artista que se preze e como tal o músico acrescenta, pelos dois, que “gostávamos de experimentar tudo, é das coisas mais fixes, experimentar. Música para circo, filmes, teatro, dança, etc”.

Outra das chaves relevantes para o reconhecimento é a, ansiada por muitos, notoriedade além-fronteiras e para os Dead Combo isto não será excepção. “Sempre quisemos mas não é fácil, estamos sempre a trabalhar nesse sentido. Vamos agora a França, e para o próximo ano Estónia” informa sem esquecer de deixar um recado de cariz auto-promocional “apareçam no dia 26 de outubro no cinema são jorge para verem com os vossos próprios ossinhos ao vivo.Não se esqueçam ,de nós pois quer queiram quer não, estaremos sempre na vossa vida!(risos)”



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