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Dead Island: Definitive Collection | Análise

Dead Island está de volta, desta vez na versão definitiva!

A filha chega a casa com a cara inchadíssima e a mãe pergunta:

– Mãe: Então querida? O que te aconteceu, só foste pescar de barco com o teu pai!

– Filha: Pousou uma vespa na minha cara…

– Mãe: Oh! E ela picou-te, foi?

– Filha: Não… O pai não deixou, acertou-lhe com o remo…

A passear pela ilha fictícia de Banoi, onde decorre a acção de Dead Island, sempre que calho a ter um remo nas mãos, lembro-me desta piada. Quando aparece à minha frente uma Zombie em biquini, então… É logo de caras! “Espera querida, tens uma coisa na cara, não te mexas, está bem? Deixa que eu tiro!” Alvo de muitas críticas, se havia ponto assente é que o sistema Melee de Dead Island é extremamente satisfatório. Assim o era e… Assim o volta a ser!

Dead Island, o jogo que brinca com o formato de filmes de Zombies de série B, voltou para assombrar as nossas casas, desta vez na sua versão… Perdoem-me, “colecção definitiva”. Dead Island: Definitive Collection consiste, portanto, numa colecção que abrange todo o conteúdo adicional lançado para Dead Island, incluíndo a expansão Riptide e ainda a adaptação para o formato 16 bits, Dead Island Retro Revenge.

Lançada no dia 31 de Maio, foi agora que, em pleno verão, nos surgiu a oportunidade de desfrutar do clima tropical de Banoi e dos horrores que a assolam. Efeitos de luz mais refinados e um maior grau de detalhe em termos de grafismo, cenários e modelos – Zombies também, claro – convidam os veteranos a regressar à ilha de Banoi mas, uma vez que a aventura em nada difere da versão original de Dead Island e Riptide, esta colecção dirige-se sobretudo a quem ainda não conseguiu experimentar o jogo original.

Na manhã que se segue a uma festa de arromba, os quatro protagonistas (doravante referidos como “sobreviventes”) – o rapper Sam B.; a recepcionista do Hotel e espia ao serviço do governo Chinês, Xian Mei; o anterior estrela de futebol americano, Logan Carter; e a ex-agente policial, Purna – acordam ao som de uma voz no comunicador de emergência. Esta urge que fujam do hotel mas, ao fazê-lo, descobrem que grande parte da população foi alvo de uma praga contagiosa, das quais as vítimas acabaram por se tornar Zombies.

Dead Island não vingou pelo seu enredo aliás não foi a isso que se propôs. Acima de tudo, a verdadeira experiência de jogo assenta sobre a jogabilidade e a progressão da nossa personagem que dela advém. Logo a início a história do jogo larga a nossa mão e coloca à nossa disposição toda uma ilha para percorrer. É vasta na sua dimensão e toda ela está aberta à exploração. Quando acharmos conveniente, podemos avançar na história principal ou ajudar outros sobreviventes ao fazer parte de missões secundárias. Estas missões mais servem de desculpa para que fiquemos a conhecer os vários pontos da ilha, todos eles cheios de Zombies para derrotar. Enquanto que a narrativa principal e também as quests secundárias podem cair um pouco na repetição, ao insistir no formato “vai ali buscar isto e trás de volta”, a jogabilidade, apesar de algo trapalhona no que toca às armas de fogo, continua irrepreensível no que ao melee diz respeito. Neste aspecto, Dead Island continua a oferecer uma das experiências de jogo mais satisfatórias.

 

A isso ajuda o vasto leque de armas que vamos encontrar à medida que exploramos o mapa e derrotamos e desbravamos as incansáveis hordas de Zombies e o robusto sistema de crafting que nos permite reparar, melhorar ou criar as armas que vamos empunhar. O sistema de progressão, que se alia a este FPS, permanece inalterado conferindo um ponto de talento a cada nível que alcançamos, o que acaba também por ajudar a distrair a nossa atenção e a contrariar alguma da repetição que o jogo possa oferecer. Quanto maior for a nossa distribuição de pontos de talento mais variada pode ficar a jogabilidade de Dead Island.

Nada disto é novidade para os veteranos. O facto é que este é o mesmíssimo jogo só que agora transportado para a actual geração. Actualização essa que permitiu ao jogo desfrutar do motor gráfico de Daylight. Banoi surge, assim, como nunca antes foi vista e claro que estes elogios se estendem para Riptide. Cenários cheios de detalhe com paisagens de cortar a respiração que tiram o máximo partido do novo efeito de luz. As personagens e Zombies como disse também desfrutam também desta actualização. Há alguns problemas que regressam do jogo original, como algumas quebras de Frames, que se notam mas que nunca comprometem a experiência de jogo. O ocasional Zombie encalhado entre vasos ou mesa, também não me faz espécie. É um Zombie… Se vir um neste estado, é tirá-lo da sua miséria. A não ser que seja um flutuante, aí o caso é mais desafiante mas também se resolve.

Dead Island é um jogo que tem como propósito entreter os fãs de Survival-Horror e aqui entre nós consegue-o muito bem. Isto, sobretudo se tiverem amigos com quem partilhar a experiência de jogo pois todas as missões são passíveis de ser realizadas online, com amigos ou desconhecidos. Com esta Definitive Collection a verdadeira novidade para os veteranos acaba mesmo por ser o Retro Revenge, uma adaptação de 16 bits cuja personagem se parece muito com Jack Black e que tem como missão salvar o seu gato. A acção é de deslocamento lateral e há que saber coordenar os movimentos da personagem de acordo com o tipo de Zombie que surge no ecrã. É engraçado durante uma horas enquanto é novidade mas depressa cai na repetição.

 

O destaque desta colecção definitiva assenta sobretudo no facto de convidar novos jogadores, ao mostrar que esta é a versão que devem adquirir. Se estiverem há procura de uma história mais envolvente, talvez queiram pensar duas vezes antes de adquirir Dead Island: Definitive Collection. Tal como fazia na versão original, também na sua versão definitiva Dead Island prima pela sua jogabilidade variada e pelas horas de entretenimento que é capaz de proporcionar. Sempre em jeito de paródia com os filmes de terror de Série B assentes na temática Zombie, Dead Island assume uma postura descontraída mas capaz de fazer as delícias de qualquer fã do género Survival-Horror. Agora se me permitem… Olha uma Zombie em biquini!!! “Espera, querida…”



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