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Destiny 2 Beta | Primeiras Impressões

Um dos jogos mais aguardados do ano.

No dia 18 de Julho às 18:00 foi disponibilizada, para quem já tinha efectuado a pré-reserva na PS4/PS4 Pro, a versão BETA de uma das sequelas mais aguardadas do ano: Destiny 2. Quem não efectuou a pré-reserva do jogo poderá experimentar o looter shooter da Bungie durante este fim de semana (de 21 a 23 de Julho), praticamente mês e meio antes do seu lançamento nas consolas agendado para 6 de Setembro. De relembrar que, ao contrário do que aconteceu com o primeiro Destiny, esta sequela terá uma versão para PC, cuja versão Beta apenas vai ser disponibilizada no final de Agosto.

Neste texto não irei focar-me em detalhe no “produto final” e em tudo o que podemos esperar de Destiny 2. Deixo-vos apenas o video da apresentação do jogo para quem estiver mais curioso.

Estas “primeiras impressões” estão mais orientadas para todos aqueles que tiveram a oportunidade de jogar Destiny. Gostaria de deixar bem claro que joguei bastante o primeiro Destiny e algumas das mais importantes componentes do jogo não podem ser julgadas por esta versão. O Destiny demarca-se de todos os outros Shooters pela sua natureza híbrida e pelos modos de cooperação. É impossível alcançar o End-Game sem jogar determinadas atividades (PVE – Player Vs Environment e PVP – Player vs Player) em modo cooperativo e é claramente nessas actividades que o jogo brilha e onde é capaz de criar momentos fantásticos para quem o joga.

Na versão Beta de Destiny 2 temos a possibilidade de jogar uma missão (provavelmente uma das primeiras do jogo), uma Strike (chamada de Inverted Spire) e dois modos PVP, o conhecido Control e um novo modo que a Bungie classifica como mais competitivo e que tem o nome de Countdown.

O que me parece mais importante realçar em Destiny 2 é que o jogo continua a ter o mesmo look & feel do primeiro. Embora graficamente mais aprimorado com bastantes mais pormenores visuais, a jogabilidade continua a ser fantástica para um shooter de consola. Tal como no primeiro Destiny, temos 3 classes à escolha: Titan, Hunter e Warlock. Cada uma destas classes tem 2 sub-classes disponíveis e até à data não se conhecem os planos da Bungie relativamente à terceira sub-classe que fazia parte do primeiro jogo.

Homecoming

Este é o nome da missão que temos possibilidade de jogar nesta versão Beta. A Torre (local onde os guardiões se juntavam no Destiny 1 e o local que lhes serve de protecção, a última cidade segura na terra) está a ser atacada e completamente destruída pela Legião Vermelha, facção Cabal, uma das raças de inimigos que nos foi dada a conhecer no primeiro Destiny. O objectivo deste ataque é retirar-nos o bem mais precioso e a fonte da luz que nos permite sobreviver e lutar contra as mais maléficas raças do Universo: “The Traveler”.

A destruição da torre e o arranque de um novo Destiny sem “luz” foi a forma que a Bungie arranjou para separar claramente os dois jogos e, desta forma, não suportar a migração de personagens e armamento. Era importante que o Destiny 2 tivesse um “novo começo” porque, para além das consolas da Sony, o jogo vai estar disponível para PC e desta forma arrancam todos em pé de igualdade.

Para quem passou horas da sua vida na torre a abrir engramas, comprar materiais, naves, armas ou até mesmo apenas parado, a descansar, neste espaço social, é aterrador e ao mesmo tempo emocionante jogar esta primeira missão. As cutscenes que acompanham toda esta missão são fantásticas e o tamanho da mesma é suficiente para conhecer as novas sub-classes e as novas dinâmicas e atributos das classes, bem como experimentar algumas armas. Cada uma das classes terá ao seu dispor uma arma exótica e diversas armas lendárias.

Todo o sistema das armas e armaduras foi alterado em Destiny 2 mas deixarei essa análise para a review completa do jogo. Para já, basta dizer que temos mais variedade ao nível das armas, todas têm os mesmos perks mas existem mods e shaders que as vão tornar únicas. Quanto às armaduras, a Bungie simplificou o, mais ou menos, complexo sistema existente no primeiro Destiny mas só quando analisarmos o jogo completo é que teremos uma opinião mais consolidada.

Strike

A Strike que se encontra disponível na Beta do Destiny 2 – Inverted Spire – tem a estrutura de uma clássica Strike de Destiny e é o primeiro contacto que temos com um novo mundo, designado de Nexus, controlado pelos Vex (uma das raças inimigas em Destiny). Embora não tenha uma mecânica especifica demasiado elaborada, a strike é suficientemente difícil para se tornar interessante. Para além de termos que lidar com vagas de inimigos de diferentes espécies, existem curtos puzzles de saltos e muitas surpresas visuais de cortar a respiração. No final temos um boss, sempre acompanhado por bastantes inimigos, que requer alguma coordenação entre os 3 jogadores para alcançar a vitória.

É importante, contudo, indicar o que nos parece que poderá ser melhorado. Em primeiro lugar a drop rate de Power Ammo – utilizada em lança-granadas, lança-rockets, snipers, etc – terá que ser aumentada porque é quase ridículo termos uma arma que não podemos utilizar porque não temos munições. Uma segunda nota para os cooldowns das habilidades e para o exagerado tempo que demora a encher o nosso “super” (acontece o mesmo em PvP). Para tornar uma strike mais divertida e bem mais dinâmica é necessário que esses tempos de cooldown sejam mais curtos. Lançar uma granada e ter que esperar um eternidade para ter uma outra, torna a experiência mais chata. O mesmo acontece em relação à utilização do Super. Para quem não sabe, cada sub-classe tem um “poder especial” que pode ser utilizado quando uma barra especifica está cheia. Acontece que nesta versão Beta, a barra demora um eternidade para encher e durante cerca de 30 minutos de Strike provavelmente só se consegue utilizar por três vezes esse “Super”, o que mais uma vez retira muita diversão ao jogo.

PvP

Não me querendo alargar muito em relação ao PvP porque provavelmente será uma das áreas que levará um maior número de tweaks até a versão final, gostaria apenas de realçar dois aspectos que me parecem bastante importantes. Em primeiro lugar, a tentativa da Bungie em dar prioridade ao confronto directo com armas, sem a utilização de habilidades. Ora, como indiquei em cima, os cooldowns das habilidades são muito longos e a energia “Super” demora uma eternidade a adquirir. Sendo assim, 90% da ação em PvP são “apenas” tiros. É bom? Por um lado sim mas, por outro, claramente é um exagero. Na grande maioria dos casos, mesmo tendo uma boa prestação durante o jogo, apenas se consegue ter o Super disponível no último minuto do mapa e praticamente ao mesmo tempo que todos os outros jogadores. Ora, como devem imaginar, quando 8 jogadores têm finalmente o Super cheio e falta pouco tempo para terminar, é um festival de Supers e instala-se o caos. Não me parece que esse seja o objectivo da Bungie, por isso, claramente este aspecto irá ser modificado de alguma forma na versão final.

Em relação à jogabilidade, não tenho praticamente nada a apontar. Continua a ser o mesmo Destiny a que estamos habituados e a adaptação às novas armas e formas de jogo serão rapidamente assimiladas. “Countdown” é o novo modo de jogo apresentado e é o clássico modo de “colocar bomba/defuse”. Joga-se de 4 para 4, como todos os modos PvP em Destiny 2 e faz-se acompanhar por um sistema de eliminação (quando se morre apenas se regressa ao jogo se algum companheiro de equipa efectuar o revive).

As Classes / Sub-Classes

Destiny 2 mantém as 3 classes já conhecidas do primeiro jogo embora tenham sido substituídas algumas das suas sub-classes. Para o Hunter, em vez do Bladedancer existe agora o Arcstrider, uma versão muito semelhante à que existia anteriormente mas que parece um pouco mais frágil nesta versão Beta, nomeadamente ao nível do movimento e resistência.

O Gunslinger mantém-se com muito poucas alterações, sendo que a principal é a possibilidade de utilizar 6 tiros da Golden Gun. A nova habilidade intrínseca da classe é a possibilidade de executar um dodge que pode, consoante a nossa preferência, efetuar o reload da arma ou automaticamente regenerar a energia do melee (que no caso do Gunslinger continua a ser a throwing knife)

O Warlock perdeu, para já, a possibilidade de efectuar um auto-revive mas ganhou uma sub-classe chamada de Dawnblade. Esta nova sub-classe destaca-se pelo seu Super mas também pela possibilidade de efectuar um dodge enquanto se estiver no ar. Claramente, é uma classe dedicada a todos aqueles que gostam de passar algum tempo no ar.

O Voidwalker também se encontra disponível, com alguns tweaks que não são muito relevantes, para já.

O Titan é a classe em maior destaque nesta versão Beta. O Striker, embora já não consiga matar apenas com uma “carga de ombro”, viu o seu Super a ganhar uma maior dimensão. A nova sub-classe chamada de “Sentinel” (o guardião fica parecido com o Capitão América, com direito a poder lançar um escudo e tudo) parece claramente Overpowered porque, para além do novo Super, ainda é possível utilizar a bolha do Titan Defender do Destiny 1. A nova habilidade intrinseca é a possibilidade de gerar um escudo que pode ser grande ou mais pequeno.

Loot

Sendo um dos principais aspectos do jogo este é um sistema que não podia ficar esquecido na Beta. Ao completar qualquer actividade, vamos recebendo novas armas e novas peças de armadura. Contudo, não vale a pena fazer grandes análises às armas lendárias porque podem ser bastante alteradas. O único aspecto a realçar é o notório balanço entre as diferentes armas mas mesmo assim as Pulse Rifles e as Hand Cannons disponíveis parecem ser as mais potentes.

 

 

Resumindo, a Beta do Destiny 2 é uma pequena amostra do que podemos esperar do jogo. Claramente que o modo de história terá um papel fundamental e será com certeza melhorada em relação ao Destiny 1. Não esquecer que este jogo, quando foi lançado, recebeu reviews bastante modestas muito devido ao modo de história e a Bungie não vai querer que o mesmo aconteça com a sequela. Obviamente que num jogo que recebeu diversos DLC’s e dezenas de updates, uma avaliação no seu lançamento não deixa de ser redutora. O Destiny não é um jogo comum porque se encontra em constante mutação mas esta pequena amostra não deixa de ser positiva. Esperemos agora que a Bungie tenha em consideração o feedback da comunidade para que no dia 6 de Setembro possa distribuir o melhor jogo possível.



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