Dishonored

Dishonored: Death of the Outsider | Análise

Este mundo steampunk nunca nos desilude...

Este é o terceiro jogo na série Dishonored, tendo desta vez como protagonista Billie Lurk, a capitã da embarcação Dreadful Whale, que aparecia em Dishonored 2, e o braço direito de Daud, também conhecido como o “Knife of Dunwall” e que foi o responsável pela morte da imperatriz Jessamine no primeiro jogo. Neste jogo Billie reencontra o seu antigo mentor que, momentos depois, lhe atribui uma missão suicida. O alvo é nada mais nada menos do que aquele a quem Daud atribui as responsabilidades por todas desgraças que têm acontecido em Dunwall e o responsável pelos poderes sobrenaturais das personagens de Dishonored: a entidade conhecida como o Outsider. Billie Lurk, com a voz a cargo de Rosario Dawson, é uma excelente personagem, que chega de um contexto bastante sombrio e que tudo fará para se redimir.

Dishonored transformou-se numa série conhecida pela liberdade que atribui aos jogadores para serem criativos na forma como ultrapassam os seus desafios. E se esta já era uma componente forte nos anteriores dois títulos na série, neste Death of the Outsider essa vertente é ainda mais forte. Um facto que se deve à diferente forma como a nossa barra de energia é preenchida. Se nos anteriores jogos necessitávamos de tomar poções para a encher, agora enche-se automaticamente passado apenas alguns segundos. Este pequeno pormenor permite aos jogadores experimentar muito mais com os poderes de Billie e desfrutar muito mais desta vertente, sem medo de queimar energia desnecessariamente que podia ser útil para mais tarde.

Por outro lado, Billie começa o jogo logo com três poderes: Displace, Semblance e Foresight. Estes poderes não podem ser melhorados e não necessitam que andemos a apanhar runes para os desenvolver. Displace substitui a capacidade Blink que permitia teleportar o jogador de sítio para sítio, embora funcionando de maneira diferente. Esta capacidade permite ao jogador seleccionar o sítio para onde quer teleportar-se. Antes de o fazer, há ainda tempo para se aproximar de um inimigo, atacá-lo e só depois teleportar-se para o sítio definido previamente. Foresight permite, por sua vez, parar o tempo enquanto nos deslocamos. Já Semblance permite roubar a identidade a outras personagens no jogo e entrar em zonas onde anteriormente não seria possível. O problema dos poderes de Billie não evoluírem é mesmo a falta de sensação de progressão durante o jogo, sendo que, depois de concluído, podemos repetir a história com Blink, Domino e Dark Vision – os poderes de Dishonored 2 – na opção New Game+.

Por outro lado, a omissão do sistema Chaos, baseado nas escolhas morais que o jogador assume durante a campanha e que era característico nos dois anteriores títulos, é estranha. Agora não importa se matamos toda a gente ou se não matamos ninguém. O impacto de uma outra acção não importa para nada na forma como a narrativa se desenvolve. Desta forma, Death of the Outsider perde um pouco daquilo a que os jogadores passaram a assumir como caracterítisco da fórmula Dishonored, embora isso também seja de alguma forma compensado pela profundidade das personagens e da forma como a Arkane Studios quis contar a sua narrativa. Os jogadores acabam por ter mais liberdade na forma como enfrentam cada nível, mas o mundo transforma-se menos, mediante cada uma das suas acções.

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Dishonored: Death of the Outsider é, sem dúvida, uma entrada bem diferente das anteriores na série. Com novos poderes, uma personagem diferente no papel principal e toda uma nova liberdade para abordar cada momento do jogo de uma nova forma, conforme o estado de espírito de cada jogador. Não é um ponto de entrada na série para os novos jogadores, mas os veteranos da série não vão deixar de adorar a interacção entre Billie e Daud, duas das personagens mais adoradas no mundo de Dishonored. Death of the Outsider é, sem dúvida, uma excelente desculpa para voltarmos ao mundo steampunk e criarmos o caos ou mantermos a harmonia, embora desta vez as nossas acções não tenham grandes consequências para a narrativa.



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