Docs.pt

Surgiu no passado mês de Julho a primeira revista portuguesa dedicada ao cinema documental. Fiquem a conhecê-la.

Ao longo dos anos o cinema documental tem passado por diversas fases, mais ou menos mediáticas um pouco por todo o mundo, sendo que Portugal não é excepção. Sem dúvida que o mediatismo de Michael Moore tem relançado este tipo de cinema para patamares bastante visíveis, mostrando que o cinema, para além de uma obra de arte, pode servir de “arma” de intervenção política e social.

Em Portugal, os últimos anos também têm sido bastante férteis na área documental e os festivais dedicados a esta área do cinema muito têm contribuído para a sua divulgação. Para divulgar estes festivais e a produção cinematográfica dedicada ao documentário, surgiu no mês passado uma nova publicação semestral da responsabilidade da APORDOC (Associação Portuguesa de Documentário), organização que muito tem feito pela divulgação do documentário português e do documentário internacional em Portugal, activando regularmente o Doc Lisboa (Festival Internacional de Documentário, que terá destaque numa próxima edição da Rua de Baixo) e o Doc’s Kingdom (os importantes encontros de documentário de Serpa que já foi mote para um artigo na nossa publicação).

No editorial da primeira edição da Doc.pt, refere-se o importante papel que a revista pretende ter no debate acerca do documentário em Portugal, principalmente naquele que diz respeito aos cortes financeiros e divulgação na televisão, sem deixar de ser um importante veículo na divulgação do documentário em Portugal.

O destaque desta primeira edição é o novo documentário da autoria de Maria de Medeiros, “Je T’aime… Moi Non Plus”, um filme sobre as relações entre cineastas e críticos assim como o novo trabalho de Pedro Costa, “Fogo” a ser rodado na Ilha do Fogo em Cabo Verde. Quanto a festivais, o primeiro número da Docs.pt traz-nos um texto-balanço de Luís Miguel Oliveira, sobre a história do Doc’s Kingdom.

A primeira edição desta revista tem distribuição gratuita em algumas das melhores livrarias, sendo uma boa sugestão de leitura para os interessados em cinema e em especial para aqueles que gostam de documentários. Uma iniciativa bastante importante por parte da APORDOC que possibilitará uma maior discussão sobre esta área cinematográfica tão importante no desenvolvimento humano, à qual a Rua de Baixo se associa e apoia incondicionalmente.



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