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“Draft Day – Dia D”

Escolhe-me por favor...

Se em algum lugar do mundo o “desporto” é visto como um negócio  e gerido com o máximo profissionalismo, esse lugar é a América.

“Draft Day – Dia D” , é um verdadeiro Opus a essa visão empresarial e estrategista do desporto, no caso o futebol americano ou como eles o classificam de maneira algo arrogante , “Football“.

Hollywood sempre conseguiu captar com bastante maestria  a paixão dos americanos pelos seus jogos favoritos, sendo fácil recordar , obras tão emblemáticas como : Um Homem fora de série; Campo dos Sonhos; Duelo de Titãs; Liga de Mulheres, entre tantos outros.

Mais recentemente no entanto , Hollywood passou a produzir filmes onde o desporto profissional é retratado de uma forma mais crua e economicista dando origem a filmes igualmente interessantes como : Um Domingo Qualquer; Jerry Maguire; Moneyball.

Sinais dos tempos…

Este filme enquadra-se na segunda categoria, embora seja menos cru que “Um Domingo Qualquer”, menos irónico que “Jerry Maguire” e consideravelmente menos interessante que “Moneyball“.

No geral este “Draft Day – Dia D”, conta-nos a história de Sonny Weaver Junior (Kevin Costner),  um Diretor Geral (General Manager) de uma das equipas da NFL (National Football League), os Cleveland Brown.

Depois de algumas épocas menos conseguidas e do despedimento do seu próprio pai ( um dos treinadores mais respeitados da rica história desportiva de Cleveland), Sonny é fortemente contestado pela exigente massa associativa da equipa, ao mesmo tempo em que é pressionado pelo todo-poderoso dono da equipa, o milionário Anthony Molina (Frank Langella) e ainda por uma das suas executivas, com quem mantêm uma relação mais ou menos secreta e que está grávida do seu filho, a atraente Ali (Jennifer Garner).

Se isso não fosse já o suficiente para deixar Sonny à beira de um ataque de nervos, podemos juntar também a morte recente do seu pai e a proximidade do dia mais importante para qualquer Manager de um clube profissional : O Draft.

O Draft é um complexo processo de recrutamento de jogadores que vêm em geral dos campeonatos universitários e que contam com os seus agentes e contactos nos clubes para conseguirem ser as primeiras escolhas das equipas profissionais e assim conseguirem contratos milionários.

As primeiras escolhas têm sempre a ver com os resultados das equipas nas épocas anteriores , mas as mesmas podem  negociadas entre os clubes dentro de determinados limites.

A menos de 24h desse dia D, Sonny recebe uma chamada que lhe poderá permitir ter a primeira escolha do Draft…contudo aceitar a proposta não será tarefa fácil.

Ivan Reitman ( realizador), Scott Rothman e Rajiv Joseph (argumentistas) , construíram uma narrativa que dificilmente interessará a alguém que não possua um interesse profundo no fenómeno do desporto profissional. Aqui não existem concessões como existem em praticamente todos os filmes enumerados anteriormente ( com a excepção de Moneyball) onde o desporto ou o jogo são apenas o veículo para abordar questões profundas ou paixões avassaladoras.

Em Draft Day, apesar do levantar de algumas  questões éticas (poucas) , o essencial, o que fica da pelicula é quase um documentário acerca do futebol americano profissional.

Um dos dados mais demonstrativos do que acabei de dizer, é a presença de pelo menos três dezenas de indivíduos  – entre ex-jogadores, repórteres desportivos , comissários e dirigentes – a interpretarem-se a si mesmos.

É um prato cheio para os entusiastas de gestão desportiva e provavelmente para mais ninguém…

Por ter ritmo e bons  valores de produção, sai com um Satisfaz.



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