“Dragões de um Alvorecer de Primavera” | Tracy Hickman e Margaret Weiss

“Dragões de um Alvorecer de Primavera” | Tracy Hickman e Margaret Weiss

A Primavera é mesmo a melhor das estações

Criado por Laura e Tracy Hickman, o universo Dragonlance começou por ser um jogo de computador, ao estilo de um Dangeons & Dragons, tendo mais tarde dado origem a produtos licenciados – como jogos de tabuleiro -, figuras de acção e, também, a livros. Muitos livros.

Em 1984 foi publicado “Dragons of Autumn Twilight” (“Dragões de um Crepúsculo de Outono” na edição portuguesa), o primeiro romance Dragonlance que dava início à trilogia Chronicles (Crónicas de Dragonlance na versão portuguesa), o núcleo central deste fantástico mundo.

Enquanto Tracy Hickman e Margaret Weiss escreviam os livros primordiais, diversos autores contribuíram com outros livros e histórias curtas para ajudar a compor o cenário. Ao todo, mais de 190 livros usaram Dragonlance como papel de cenário, contribuindo para que este se tivesse tornado, rapidamente, num dos maiores impérios da fantasia moderna.

O mundo ficcional de Krynn, onde decorre a acção, contém inúmeras personagens, uma geografia detalhada e é composto por cinco diferentes eras, sendo os livros passados, na sua maior parte, na quarta era, nomeada de “The Age of Despair” (A Idade do Desespero).

Numa missão que os fãs nacionais de fantasia poderão encarar como sendo de serviço público, a Saída de Emergência avançou este ano para a edição da trilogia “As Crónicas de Dragonlance” que, com a recente edição de “Dragões de um Alvorecer de Primavera” (Saída de Emergência, 2013), fica agora concluída.

Krynn está em alvoroço, preparando-se para a batalha decisiva contra os servos de Takhisis, a rainha das Trevas. Sentindo que o seu poder diminuiu perante a sublevação popular, Takhisis encarrega o exército dos dragões de encontrarem Berem, um cinquentenário (aparentemente) mudo, com alma de criança e uma imaginação febril, conhecido por poucos como “o homem da pedra verde”.

Tanis, o líder eleito pela estranha irmandade que inclui elfos, anões e feiticeiros, é um homem – ou meio-homem, dado ser uma mistura de homem e elfo – dividido entre duas mulheres: a perigosa e inquietante Kitiara, que navega em águas negras, e Laurana, que lhe oferece um amor incondicional.

Será a bordo do Perechon, o navio comandado por Maquesta Kar-Thon, que Tanis irá descobrir Berem, percebendo que este terá um papel fundamental a desempenhar no futuro de Krynn (ainda que não saiba qual será). Perseguidos por dragões, Berem conduz o barco para o centro de uma tempestade, que os salva dos dragões mas os conduz ao centro de um gigantesco redemoinho.

Sentindo que a morte é certa e seguindo o seu instinto de feiticeiro negro, Raistlin usa a orbe de dragão para viajar até um outro local, acordando às portas de Astinus de Palanthas, cronista, que morreu e nasceu incontáveis vezes. A viagem deixaRaistlin a um pequeno passo da morte e este, como último desejo, pede a Astanus o acesso à sua imensa biblioteca, tentando nela encontrar algo que o faça reviver. Quanto a Tanis e amigos, entrarão em Istar, a cidade da perdição, que repousa no fundo do Mar de Sangue.

É também em Palanthas que estão Flint, Tasslehoff e Laurana, esta última com uma responsabilidade adquirida que estaria muito longe dos seus planos e vontade. Mas a guerra está à porta de todos, e não possibilidade de recusar pedidos nobres.

Repleto de encontros e desencontros, segredos e traições, “Dragões de um Alvorecer de Primavera” é um livro sobre a derradeira batalha que acontece em toda Krynn mas, sobretudo, sobre a batalha interior que se trava em cada uma das personagens, perdidas de amor, abraçando a loucura ou conquistando a felicidade. O melhor livro da trilogia, que termina com chave de ouro cravada de pequenos diamantes. Indispensável para os fãs de boa fantasia.

 

Da trilogia:

Dragões de uma Noite de Inverno



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