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Dragon Quest Builders | Análise

Uma fórmula muito original!

Dragon Quest é um dos maiores franchises de sempre do mundo dos JRPG’s, fruto não só dos jogos da sua linha principal, como Dragon Quest VII: Fragments of the Forgotten Past, mas também daqueles que se enquadram numa linha secundária, em jeito de “spinoff”, onde se incluem vários sucessos como Dragon Quest Heroes, Dragon Quest Monsters e o mais recente: Dragon Quest Builders. A Square Enix tem um certo jeito para ver fórmulas firmadas no mundo dos videojogos e adaptá-las de uma forma brilhante às suas próprias séries, dando-lhes uma nova vida e uma valente lufada de ar fresco. É o que acontece com este título que, apesar de à primeira vista parecer mais um clone de Minecraft, mistura também uma série de elementos de Zelda, ao mesmo tempo que mantém muito daquilo que faz com que os fãs gostem de Dragon Quest.

Ao nível da história, Dragon Quest Builders coloca-nos numa linha temporal alternativa, depois do primeiro Dragon Quest, onde o mundo pacífico de Alefgard foi mergulhado numa escuridão imensa pelo senhor das trevas Dragonlord e pelo seu temível exército de monstros. Isto claro, até o nosso protagonista chegar, o lendário construtor (traduzido literalmente de “builder”), depois de acordar com o propósito de recuperar a antiga glória daquela região. Os seus habitantes, envoltos na escuridão que os assombra há vários anos, perderam a criatividade e a capacidade de construir. Então cabe-nos a nós, construção após construção, voltar a dotá-los daquilo que esqueceram ao longo do tempo e derrotar o temível Dragonlord e aqueles que o seguem.

E é precisamente graças aos habitantes de Alefgard e sobretudo àqueles que se juntam a nós que Dragon Quest Builders não é só mais um clone de Minecraft. Assim que começamos e após um tutorial onde aprendemos as mecânicas básicas, colocamos uma bandeira que marca o regresso da esperança aos habitantes e, mal damos conta, eles começam a juntar-se a nós na povoação que vamos construindo. A princípio fazem-no apenas à procura de um sítio para ficar para, pouco depois, começarem a envolver-se a sério na recuperação daquele pequeno vilarejo, oferecendo esquemas de construção de novas casas e, ao nosso lado, começarem também eles a produzir novos materiais fundamentais para o sucesso da tua missão principal. É também através deles e das quests que oferecem que vamos explorando cada vez mais o mundo de Alefgard. Assim que completamos o primeiro capítulo, desbloqueamos o modo Free Mode que permite fazer o que o nome sugere: construir de uma forma completamente livre sem que tenhamos de estar preocupados com as missões da história. No entanto, a experiência Dragon Quest Builders não é a mesma coisa sem a história a acompanhar.

A jogabilidade funciona de uma forma bastante intuitiva e simples, controlando o jogador a personagem do “builder” numa perspectiva na terceira pessoa. Através de receitas que se vão desbloqueando à medida que avançamos no jogo, o jogador conseguirá produzir construções cada vez mais complexas. Através dos botões L1 e R1, o jogador poderá construir em linhas rectas, evitando assim construir fora do sítio, ao mesmo tempo que usando um outro botão pode construir mais em cima ou mais em baixo, respectivamente. À medida que vamos construindo cada vez mais divisões, a nossa base vai evoluindo de nível. A nossa personagem, por sua vez, não evolui ao estilo JRPG normal. Em Dragon Quest Builders, os seus criadores optaram por introduzir a fórmula Zelda em que a personagem fica mais forte graças aos novos equipamentos que vai conseguindo. No entanto, em cada peça de equipamento vemos características mais fortes ou mais fracas, ao bom estilo JRPG. Uma opção que assenta que nem uma luva neste novo Dragon Quest.

Explorar o mundo, apesar do aspecto cubico ao estilo Minecraft, também deve muito à série Zelda da Nintendo. Seja pelas missões que as personagens que habitam Alefgard nos vão atribuindo, seja pela forma como cada região do mapa tem um ar diferente ou até pelo simples barrete da nossa personagem que, apesar de todas as semelhanças, é azul em vez de verde. Um dos maiores trunfos da série Dragon Quest e que não deixa ninguém indiferente, é a incontornável arte de Akira Toriyama que regressa mais uma vez para ajudar ainda mais esta versão Minecraft de Dragon Quest a alcançar o sucesso. Também a banda sonora, com vários temas remixados de Dragon Quest, auda a que toda a experiência seja inesquecível. O único ponto fraco que por vezes condiciona ligeiramente a jogabilidade deste título é a câmara e os seus ângulos em espaços apertados. Por vezes torna-se difícil controlar a personagem e sendo este um jogo ao estilo Minecraft, é habitual andarmos por zonas mais fechadas como pequenas cavernas ou buracos que cavamos nós próprios pelo cenário. Felizmente, no menu existe uma opção de recurso para activar os contornos da nossa personagem quando entramos em zonas mais fechadas, sendo assim possível afastar a câmara e continuarmos orientados.

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O género sandbox há muito que piscava o olho aos JRPG’s e a verdadeira resposta foi Dragon Quest Builders. Um jogo cheio de boas influências numa série já com muita história no género resulta num título muito original, apesar de todas as expectativas menos boas que gerou aquando do seu primeiro anúncio. A comunidade dos videojogos parecia céptica, mas a verdade é que o estilo incontornável de Akira Toriyama assenta que nem uma luva no mundo cúbico ao estilo Minecraft, ao mesmo tempo que a narrativa e as suas personagens levam Dragon Quest Builders a um patamar de excelência e o tornam num dos títulos a ter em conta neste final de ano de 2016. Um jogo a não perder para todos os fãs de uma boa aventura Dragon Quest!



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