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É como diz o Outro

Conversa com Frederico Pombares e Henrique Dias.

No mesmo dia em que estreou no Casino Lisboa, na Sala do Oceanos, a peça “É como diz o Outro”, escrita pelos guionistas Frederico Pombares e Henrique Dias, falámos com os autores a propósito do lançamento do livro com o mesmo nome pela Editora Cego, Surdo e Mudo do mentor Fernando Alvim.

Um desafio proposto por Fernando Alvim para a rubrica do “5 para a meia noite” permitiu aos guionistas criarem um sketch alternativo, encarnando dois colegas que trabalhavam frente a frente, ligados aos seus computadores pessoais, envolvidos na sua nuvem de fumo provocada pelos cigarros de cada um.

Ao longo de sete anos de parceria em vários trabalhos conjuntos – como recentemente na peça “A Casa da Fama” representada por João Baião, Ana Brito de Cunha e Mané Ribeiro – criaram-se as condições para o desenvolvimento de uma relação de confiança ao ponto de saberem como cada um iria reagir após a escrita de cada fala, e como poderiam representar.

O processo criativo durante o sketch “É como diz o Outro” consistiu numa adaptação das respectivas falas a um modelo simples, em que ambos representavam o guião no seu gabinete de trabalho entre os outros trabalhos que tinham em mãos, sendo filmado no tempo necessário para a realização do respectivo sketch.

Após a saída de Fernando Alvim do “5 para a Meia-Noite”, a continuidade do sketch deixou de fazer sentido para os guionistas no formato actual, como também com a ausência do seu mentor no respectivo programa, continuando a ligação à Speaky Tv seguindo-se o lançamento do livro “É como diz o Outro” (transcrição das suas falas de todos os episódios) pela recente editora de Fernando Alvim – Cego, Surdo e Mudo Edições.

Sendo autores de muitos dos textos de Marco Horácio no programa “Levanta-te e Ri” em 2004, vêem a mudança do humor português a partir desse momento de um método mais fechado e standardizado para uma proliferação de criatividade, sem censura e com diferentes formas de fazer rir os portugueses.

Um verdadeiro laboratório que permitiu o nascimento de novos artistas, tanto na representação no “Levanta-te e Ri”, como também na influência indirecta dos novos talentos, possibilitando uma evolução do humor português, mantendo a crítica e a malícia característica dos portugueses.

Num futuro a dez anos, esperam que haja novos formatos a romper com o vigente e novas possibilidades de nos rirmos de nós próprios.

A Cego, Surdo e Mudo Edições é a editora de Fernando Alvim que nasceu em Dezembro de 2010, com o lançamento de dois títulos – “Não atires pedras a estranhos que pode ser teu pai” e “No dia que fugimos tu não estavas em casa”. Prepara-se para novos lançamentos de novos autores com iniciativas que possam potenciar o humor português. Para autores que pretendam enviar os seus escritos podem utilizar o email: cegosurdoemudo@gmail.com



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