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ÉDIPO @ Chapitô

Um clássico reinventado.

A Companhia do Chapitô traz-nos a sua mais recente criação a partir de 19 de Janeiro. Uma reinvenção de um clássico grego adaptado à contemporaneidade. A história trágica de Édipo, a quem o Oráculo previu (com sucesso) que se casaria com a mãe e mataria o pai.

Jorge Cruz, Marta Cerqueira e Tiago Viegas trazem a história de Édipo desde o seu nascimento até ao clímax, à descoberta da terrível verdade, num trabalho que aposta num toque de simplicidade conjugado com um humor refinado.

Após os reis de Tebas descobrirem que o seu filho seria responsável pela morte do pai e se casaria com a mãe, decidem mandá-lo para as montanhas e ordenam que este seja morto. Mas não é isso que na realidade acontece.

Num outro reino, Corinto, os monarcas daquele território anseiam por um filho que lhes é negado pela vertente biológica. E eis que Édipo lhes chega aos braços, trazido das montanhas por um mensageiro do reino. Os novos pais dão-lhe o nome que haveria de marcá-lo até à actualidade e ajudam-no a crescer.

O tempo passa. Uma criança cresce. Um homem constrói-se. Uma viagem para Tebas. Mortes e lutas pelo caminho. Uma esfinge derrotada. Uma paixão ardente. Uma praga que ameaça destruir completamente Tebas e que espalha o terror. A necessidade de se descobrir um segredo para solucionar um problema aflitivo. Uma descoberta terrível e arrebatadora. Um suicídio. Ficar sem os olhos que não foram capazes de ver a verdade à primeira. Um final trágico segundo a boa tradição grega.

A tragédia toma corpo nos três actores, que interpretam vários papéis em mudança constante. Um trabalho de personagens exigente mas que é atractivo para o público, fixando a sua atenção. A isto se junta uma simplicidade cénica, sem qualquer adereço, compensada pelo trabalho corporal e expressivo dos artistas.

Apesar da tragédia latente, o humor é um ingrediente forte desta peça encenada por John Mowat, tanto ao nível do texto como da expressão corporal. Um humor simples e cativante para quem assiste e que se diverte com a acção, quase esquecendo que se trata de uma tragédia. Um dos pontos fortes acontece quando se descobre o incesto praticado (involuntariamente) por Édipo e sua mãe, discutindo-se quais seriam afinal as relações de parentesco entre os vários membros da família.

A adaptação da Companhia do Chapitô desta clássica tragédia grega está em cena até 11 de Março, de quinta-feira a Domingo às 22 horas.



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