Efterklang @ Lux Frágil (02.05.2013)

Efterklang @ Lux Frágil (02.05.2013)

Efterklang dão concerto intimista no Lux

Três amigos de infância juntaram-se em 2001 e deram origem ao projecto que hoje chamam de Efterklang. Depois da sua incrível presença no Vodafone Mexefest em 2012, a banda dinamarquesa voltou a Lisboa para dar mais um grande espectáculo no Lux.

Na passada quinta-feira, dia 2 de Maio, a ansiedade por assistir ao concerto de Efterklang fazia-se sentir logo na fila de entrada do Lux. Pontuais, como é boa fama dos povos nórdicos, os Efterklang subiram ao palco às 22h40. Abriram o espectáculo de imediato com o seu sucesso «Hollow Moutain», do último álbum “Piramida”.

Os Efterklang são Casper Clausen, Mads Brauer e Rasmus Stolberg, mas quando actuam ao vivo juntam-se a outros músicos reconhecidos como Martyn Heyne (piano, guitarra, voz), Tatu Rönkkö (bateria) e Katinka Fogh Vindelev (piano, voz), o que resulta numa grande panóplia instrumental.

Desde 2001 que a banda atende a inspirações muito específicas. Cada um dos álbuns produzidos explorou direcções muito diferentes, sem nunca descurar a ressonância emocional. Mas a história do último trabalho da banda dinamarquesa é muito peculiar. Tudo começou numa expedição do trio à cidade fantasma de Piramida, que fica na ilha de Spitsbergen, a uma distância de mil quilómetros do Pólo Norte. Durante esta viagem, os Efterklang recolheram mais de 1000 gravações de campo que depois foram utilizadas na produção das canções do álbum “Piramida”, o protagonista na noite de Efterklang no Lux. Os arranjos vocais de Katinka Fogh Vindelev, Martyn Heyne e do vocalista Casper Clausen foram surpreendentes, sintonizando na perfeição, e transportando-nos directamente para a nostalgia presente em “Piramida”.

Num ambiente intimista, despretensioso e muito humano, os Efterklang deram um concerto único e surpreenderam todos quando, num dos temas finais, requisitaram o público para participar com sons vocais acompanhados de estalos de dedos. Como é já conhecido destes dinamarqueses, a exploração das sonoridades é feita ao máximo, até durante os espectáculos; sonoridades essas que podem futuramente resultar em novos temas.

E, numa maré de globalização, a banda faz questão de participar neste movimento, já que durante a sua digressão se faz acompanhar de duas caixas nomeadas de from e to. É que nestas caixas viajam surpresas pelo mundo. O público do Lux teve direito a recordações vindas directamente da plateia de Santiago de Compostela, onde os Efterklang tinham estado na noite anterior. Para o concerto seguinte, que seria em Istambul, voaram memórias de um público feliz, que rasgou sorrisos de contemplação durante o espectáculo no Lux.

E como estes dinamarqueses devem ser super fãs de Portugal, vão voltar a pisar piso nacional, desta vez em Julho, no Festival Super Bock Super Rock.

Fotografia por José Eduardo Real



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