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Fernando Galrito

Fiquem a saber tudo sobre a edição 2009 do mais antigo festival de cinema da capital numa entrevista exclusiva com o seu director, Fernando Galrito.

O festival de animação de Lisboa está de regresso. Aqueles que aguardavam ansiosamente pelo mês de Maio podem parar de o fazer pois este ano A MONSTRA irá decorrer bem mais cedo, entre 9 a 13 de Março.

A data mudou mas a dedicação continua sempre imaculada. A MONSTRA sempre se destacou por querer levar o cinema de animação mais perto das pessoas apostando, para além das habituais sessões cinematográficas, na formação, nas exposições e na interactividade entre o público e os autores e entre a animação e outras formas de arte.

Como é habitual, o festival tem sempre um país como convidado e este ano o escolhido foi a Suíça.

A Rua de Baixo teve a oportunidade de estar à conversa com o director deste festival, Fernando Galrito, que promete ter muitas surpresas.

A MONSTRA surgiu em 2000. Fale-nos um pouco sobre o seu processo de criação.

Este projecto teve início na realidade ainda antes de 2000. Saiu da cabeça de um grupo distinto de pessoas onde se incluia um artista plástico, um antropólogo e eu, mais ligado ao cinema.

A nossa ideia era a de tentar agitar um pouco as coisas ao nível artístico, essencialmente ao nível de uma arte que pudesse também ser um bom suporte para as questões transversais que andavam um pouco nas nossas cabeças, e o cinema de animação naturalmente que foi o suporte ideal para materializar estas ideias. Através de um contacto com o Teatro Taborda dirigido pela Mónica Almeida que aceitou o nosso projecto, começámos, em 2000, a pôr em prática os conceitos básicos que estão na sua base: um país convidado, transversalidades, formação, exposições e filmes. O Brasil foi o primeiro país convidado, o que fazia sentido, uma vez que estávamos no ano do “achamento”, comemoravam-se os 500 anos da descoberta do Brasil. Durante todos este anos já tivemos entre nós 8 países diferentes com grandes diversidades, mas também com um suporte idêntico que é o de utilizar a animação como uma matéria-prima artística de transmitir histórias, sensações e informação.

Como tem sido a evolução dos participantes ao longo do festival?

O festival, como costumam dizer os ambientalistas, tem-se consolidado de uma forma sustentável, o que quer dizer que começámos com cerca de 1500 espectadores no 1º ano e fomos subindo gradualmente. Não houve até hoje um ano em que descêssemos e o ano passado tivemos cerca de 10.000, o que nos tem dado a entender que o trabalho está a ser feito de uma forma consolidável, ou seja, aparentemente ao longo dos anos temos vindo a consolidar e ganhar novos públicos para esta aventura, que é a de juntar o cinema de animação não só no ecrã, mas também aquele que ultrapassa o ecrã porque entra em diálogo com a música, com a dança, com a performance ou com as artes plásticas. Portanto este diálogo artístico é o leitmotiv para este encontro.

Este crescimento tem-se registado de uma forma geral em todos os festivais que têm surgido na zona de Lisboa. O que poderá contribuir para este aumento? E sendo a MONSTRA o mais antigo da zona de Lisboa sentem que incentivaram outros a seguir este percurso, como por exemplo o Indie Lisboa, o Motelx, entre outros?

Não sei se levámos outras pessoas a organizarem-se. De qualquer modo, já haveria alguma coisa dentro delas. Nós começamos e com o tempo o festival gradualmente se consolidou começando a haver espaços para outros festivais se instalarem e penso que todos os outros neste momento já andam na casa dos 12, ou seja, já temos em Lisboa praticamente um festival por mês. Acabaram assim também por tentar também ocupar uma espécie de nicho de mercado, o que eu acho que pode ser mau para o cinema de grande público, que pode perder público para os festivais, mas pode ser óptimo para o cinema de autor e independente porque acaba por trazer ao contacto com o espectador olhares diferentes que normalmente os mainstream e as salas de cinema mais comerciais não passam por várias razões, sejam elas questões económicas, estéticas ou porque também não lhes interessa.

Quanto ao crescimento deve-se provavelmente ao aumento de interesse do público pelos festivais, pois por um lado há mais e por outro há também uma hipótese de ver filmes que não se encontram em outros circuitos.

A MONSTRA este ano desenrola-se mais cedo, qual a razão?

A ideia de mudar o festival teve a ver essencialmente com o facto de haver muitas actividades a acontecer no mês de Maio. Nós nascemos em Maio, mas entretanto começaram a surgir neste mês o Indie, o festival das marionetas e o Alcântara de dois em dois anos. Como começam a aparecer festivais que têm uma dimensão muito maior em vários aspectos, nomeadamente em termos de forma de chegar ao público, e como nós temos esta nuance, digamos assim, de trabalhar um pouco com as franjas daquilo que é o cinema, ou seja o cinema de animação ainda não é tido como um grande cinema pela maior parte do público, decidimos alterar a data.

Como já foi mencionado, todos os anos um país é destacado no festival. Este ano o escolhido foi a Suíça, foi por alguma razão em especial?

Sim, a Suíça tem dois grandes aspectos que nos interessam destacar. Por um lado, passam-se 100 anos sobre o manifesto futurista, o manifesto marioneta, por outro lado passam-se 90 anos sobre a primeira aula de uma escola de referência, que esteve também ligada a muitos precursores da animação, pelo menos da mais experimentalista, que foi a Bahaus e depois no meio de isto tudo também estamos, mais ou menos, a comemorar os 90 anos do dadaísmo. Ora o dadaísmo nasce em Zurich na Suíça com o Cabaret Voltaire e então nós gostaríamos imenso de preconizar dentro daquilo que são os nossos diálogos e propomos esta questão do Cabaret Voltaire como suporte interessante para este diálogo entre artistas.

Além disto, a Suíça corporiza esta temática do cinema de autor, do cinema experimental e trata-se de um cinema que tem muitas características a ver com o nosso, é um cinema de animação que começou um pouco tardiamente e que está muito alicerçado em autores e não numa indústria.

Pode adiantar-nos alguma coisa sobre em que vão consistir os espectáculos do Cabaret Voltaire?

O Cabaret Voltaire vai ser um espaço relativamente interactivo a partir de várias propostas. Vamos ter 2 grupos convidados, os !Calhau! e os Lauro Palma, e a todos fizemos a proposta de a partir daquilo que é a sua estética de trabalho, que se mistura muito entre as artes plásticas e a música, juntar uma terceira estética que é a da imagem em movimento, não direi obrigatoriamente, mas especialmente ligada ao cinema de animação Suíço ou ao realizado pelos estudantes das escolas um pouco por todo o mundo que nos enviaram filmes para a competição. Eles aceitaram a proposta e vão ser uma espécie de iniciadores de cada uma destas sessões que vão acontecer essencialmente mais para o final da semana. De qualquer modo, nessas noites o espaço vai ser tal e qual como o de uma tertúlia e tal como o Cabaret Voltaire vai ser um espaço aberto onde qualquer outra pessoa com à-vontade e com capacidade de interagir com estas propostas artísticas que estão a ser feitas pode e deve fazê-lo de uma forma livre.

Além das exposições já mencionadas ao longo desta conversa, sei que também vai haver um bloco dedicado a relembrar a memória de alguns artistas, por exemplo o Jorge Varanda.

Exactamente. Vamos fazer uma sessão dedicada ao cinema de animação português e vamos fazer uma espécie de passado e presente que de certa forma não deixa de ser futuro ao mesmo tempo ou ao futuro que não deixa de ser presente e vamos ter também seis estreias em paralelo com esta homenagem.

O Jorge Varanda era essencialmente um artista plástico que enveredou a partir de certa altura pelo cinema de animação e era um autor relativamente sui generis. Era um homem com umas características muito fortes no seu trabalho e muito pessoais e transportava isso também para os seus filmes. Infelizmente há poucos meses deixou o mundo dos vivos, mas deixou esta obra que é bastante interessante e bastante forte que nós vamos homenagear de duas formas. Por um lado, fazendo uma pequena exposição retrospectiva de algumas das suas obras plásticas, de alguns dos originais dos filmes e vamos também passar alguma da sua obra, que se reveste de um carácter muito abrangente, pois ele tanto fez coisas para a Rua Sésamo, dirigido a um público essencialmente infantil, mas também coisas para adultos que nos deixam a pensar de uma forma muito profunda sobre o que é esta nossa relação com o mundo.

E o que nos pode adiantar em relação a estas seis estreias que decorrem em paralelo a esta homenagem?

Logo na abertura do festival e antes que algo aconteça, vamos estrear o filme “28” do José Xavier que é uma espécie de homenagem ou de viagem do Fernando Pessoa pelas suas memórias, que não são escritas, e dos autores que lhe foram contemporâneos, ou seja, no fundo há aqui uma espécie de reminiscência do futurismo português. Não vamos apresentar o filme na sua versão cinematográfica mas numa versão generativa, ou seja, vamos fazer um bulco de várias partes do filme e percorrê-lo várias vezes e de várias maneiras acompanhados por uma música que está a ser feita expressamente para este momento pelo compositor António Sousa Dias, que é um compositor contemporâneo que vai criar uma composição também ela generativa. Algo que se vai recompondo a cada momento e de cada vez que nós revisitarmos as imagens não vamos revisitá-las com a mesma banda sonora, tentando aqui também encontrar um espaço de mistura e reencontro entre as mesmas imagens e os novos sons tentando criar quase uma espécie de novos filmes por causa desse reencontro.

Vamos estrear também mais cinco filmes portugueses, “Smolick” de um jovem estudante, o Cristiano Mourato; “Um Degrau Pode Ser Um Mundo” o primeiro filme do Daniel Lima que é baseado num conto do Almada Negreiros; “O Diário De Uma Inspectora De Livre Recordes” de Tiago Albuquerque com argumento de João Paulo Cotrim, que é também um autor de banda desenhada e membro do júri internacional; “Mi Vida En Tus Manos” uma co-produção portuguesa e espanhola do Nuno Beato que é um filme muito bonito sobre as performances dos toureiros e a tourada como pano de fundo e vamos ter o último filme daquele que é um dos mais importantes autores de cinema de animação português o José Miguel Ribeiro chamado “O Passeio de Domingo” de quem vamos fazer também uma estreia dos originais, das marionetas e dos cenários, no museu da marioneta a acontecer durante o festival e que se vai manter até 12 de Abril.

Vai ser um encontro entre o cinema de animação português de um público nacional e internacional, e ao mesmo tempo não só homenagear estes autores mas quase deixar uma prova de vitalidade e de qualidade daquilo que são as obras de animação portuguesas, dado que, penso que temos neste conjunto de filmes, não diria apenas do melhor que se faz em Portugal, mas de certeza do melhor que se faz na Europa e no Mundo, por isso penso que será uma sessão muito interessante onde vamos compilar este olhar português sobre o cinema de animação contemporâneo.

O que podemos esperar destas novas parcerias, como por exemplo com o museu do Oriente, de Etnologia ou da Marioneta do qual já se falou?

Acho que há duas coisas que nos interessam explorar de ambas as partes nestes encontros. Por um lado no museu do Oriente tem havido uma descoberta mútua, penso eu, daquilo que é um outro olhar sobre a arte e especificamente sobre o que o cinema de animação pode trazer de novos olhares para a arte mais contemplativa que normalmente tem muito a ver com a arte oriental e este ano fizemos um desafio ao museu que foi o de convidar uma realizadora japonesa, a Maya Yonesho, não só para fazer uma retrospectiva das suas obras mas também para fazer um workshop que eu penso que será relativamente sui generis. A Maya vai com um conjunto de jovens autores fazer um filme de animação que tem como tema de base, por um lado o Oriente e aquilo que o Museu os pode inspirar mas depois por outro a cidade de Lisboa. A ideia é que os desenhos que as pessoas vão fazer e animar sobre papel venham a ser filmados sobre ambientes da cidade e conseguir criar um diálogo entre aquilo que é no fundo a nossa memória oriental mas também aquilo que é a nossa memória actual de Lisboa que tem muito a ver com esta nossa saída e com esta nossa relação com os outros, com o que está para lá e com o desconhecido.

Relativamente ao museu de Etnologia, é um museu que tem um património com uma riqueza cultural muito forte e que tem muitas coisas escondidas, sensações, imagens e histórias. O primeiro encontro com este museu vai ser no sentido de fazer qualquer coisa com as crianças, mas o próximo passo é o de fazermos coisas em conjunto para que no próximo ano o resultado seja ter por exemplo as máscaras e os objectos do museu a saltarem para fora daquelas paredes e a ganharem outra vida, porque os olhares que os novos animadores lhes vão dar serão de certeza uma vida diferente daquela que eles tiveram quando ligados à sua cultura original.

Algo que a MONSTRA sempre teve como objectivo foi chegar a um público mais jovem, através do programa da MONSTRINHA. Este ano podemos esperar algo de novo em relação a isto?

Sem dúvida! Nós temos uma coisa que é a MONSTRA durante o ano e que leva o cinema de animação essencialmente às escolas com workshops, filmes e conversas. Nos últimos anos temos feito uma coisa que são os cadernos da MONSTRINHA que não só apresentam o nosso programa mas também dizem aos professores como é que sem meios nenhuns na escola também podem fazer cinema de animação seja com flip books ou com os antigos jogos ópticos que foram a essência do cinema e que esteve na génese da ilusão do movimento sobre o ecrã, etc.

Além disso anualmente também fazemos durante a MONSTRA muitos workshops e muitas sessões não só para as crianças das escolas mas também para as famílias, naquilo que nós chamamos as “oficinas de animação e fascinação para pais e filhos” e a ideia é a de pôr a família toda a criar em conjunto.

Este ano vamos juntar a todo este leque de actividades o Kit MONSTRINHA, que é um objecto constituído por três partes. Tem um DVD interactivo constituído por cerca de 30 filmes só de autores portugueses para crianças e jovens. Este Kit vai ter também um livro onde não só se apresenta a exploração de cada um dos filmes, a ficha técnica, mas também um trabalho de suporte teórico para os professores. E depois, penso que será pela primeira vez na História do cinema de animação mundial, vamos fazer um flip-book interactivo. Por norma quando as pessoas compram uma caixa com um kit para fazer filmes de animação em casa com jogos dá-se um flip-book e depois dá-se um livro em branco onde terão de desenhar o seu flip-book. Como todos nós já nos vimos perante uma folha branca para escrever o nosso livro e nunca mais escrevemos nada, ninguém costuma fazer o seu. A nossa proposta desta vez é dar um meio acabado, ou seja, já tem alguma animação mas ainda é rudimentar, não está acabada, então propomos de um lado do flip-book a animação acabada e do outro a mesma animação mas com falhas para que cada uma das pessoas possa lá criar, pintar e completar o seu traço e, digamos assim, individualizar o seu flip-book.

Como é de costume vai existir o espaço para a competição. Este ano vamos ter uma competição de curtas-metragens para estudantes?

Há uma coisa que temos vindo a reparar ao longo dos anos e que temos vindo a dar muita atenção que é aos filmes realizados em escolas e universidades que por vezes são filmes mais interessantes do que alguns realizados por adultos. Além de uma retrospectiva com filmes de escola decidimos fazer uma competição também, uma vez que ela passou a ter uma riqueza tão grande. Dos cerca dos 420 e tal filmes que recebemos um pouco por todo o Mundo escolhemos à volta de 4 horas, o que equivale a cerca de 50 filmes de 12 países diferentes, incluindo Portugal onde teremos algumas estreias de obras muito interessantes e não ficaria espantando se o júri desse o prémio a um português, pois há um ou dois mesmo muito interessantes.

E neste conjunto de filmes a nossa ideia também foi não só dar um espaço às escolas que têm muitas capacidades tecnológicas e fazem filmes muito bem acabados, mas que por vezes quando se espremem dizem menos coisas, mas também dar uma diversidade de filmes que passam por técnicas diferentes e que ousam experimentar. Este espaço demo-lo de uma forma muito alargada a esses jovens autores.

E em relação à competição para longas-metragens?

Em termos da competição de longas foi um ano muito difícil pois recebemos muitas inscrições e o problema além da quantidade era de que todas elas têm uma qualidade muito grande e penso que vamos poder ver pela primeira vez em Portugal obras não só de uma enorme diversidade estética e narrativa mas também de uma personalidade muito forte. Eu gostava aqui de destacar o “Sita Sing The Blues” da Nina Paley que é uma reinterpretação de um épico Indiano sobre a história de um rapaz que vive os seus medos, o que faz parte da nossa infância. É um filme feito de uma forma muito ternurenta e muito forte. Infelizmente ela cancelou a sua vinda mas vamos poder ter o Nik Phelps que foi um dos autores da banda sonora.

Paralelamente vamos ter também o “Fear(s) of The Dark” um filme realizado por seis autores de renome internacional da Banda desenhada do qual destacaria, talvez por ser dos mais conhecidos, o Lorenzo Mattotti e que é um filme que não só explora o medo, as fobias e os pesadelos numa linguagem a preto e branco mas que explora também as possibilidades da linguagem não narrativa do cinema de animação. Por vezes temos momentos em que não há propriamente o contar de uma história mas há uma dramaturgia, ou seja, nós temos sensações tão ou mais fortes como se nos estivessem a contar uma história e inclusivamente podemos recontar a nossa própria história a partir de imagens que nem sempre são muito figurativas.

Depois gostava naturalmente de destacar o “Max & Co” que é um filme que vamos estrear cá e que depois irá sair nos cinemas, realizado por Samuel e Frédéric Guillaume, dois irmãos do nosso país convidado que fazem filmes de animação há muitos anos em marioneta e são realmente uns autores magníficos.

Gostava também de destacar uma co-produção chinesa e dos Estados Unidos “Thru the Moebius Strip” um filme em 3D inspirado no autor de Banda Desenhada, Moebius.

Também vamos ter um filme em stop motion “$9,99” um filme Australiano da Tatia Rosenthal sobre o significado da vida de uma enorme sensibilidade e riqueza plástica. Vamos ter também um filme nunca antes estreado na Europa, “Edison & Leo” a primeira longa-metragem em stop motion realizada no Canadá.

E para terminar queria referir que vamos ter também uma co-produção francesa e espanhola “Nocturna” que trata a história de um rapaz que acaba por materializar os seus sonhos.

Achas que o cinema de animação português se encontra no bom caminho?

Acho! Sou um optimista por natureza e no nosso país estrearem seis filmes, não me parece nada mal. Tudo junto temos uma hora e tal de animação que tendo em conta os nossos estúdios e animadores são à volta de 4/5 anos de trabalho. Há aqui alguma vitalidade/qualidade neste cinema.

O filme, por exemplo, do Daniel Lima que tem 18 minutos, “Um Degrau Pode Ser Um Mundo”, para um primeiro autor é um filme do ponto de vista cinematográfico que tem muito interesse e que nos deixa como portugueses muito orgulhosos e o mesmo se pode dizer do filme do José Miguel Ribeiro.

Sobre os troféus este ano houve mudanças, além de ser um troféu diferente há uma surpresa?

O troféu é novo e feito pela Rute Gomes que criou duas coisas para nós. Por um lado um boneco com várias características engraçadas pois pode então ser manipulado para contar histórias para adultos mas também pode ser um brinquedo para crianças.

O troféu é um cilindro espelhado e que reflecte a relação egocêntrica do autor, pois quando ele olha para o troféu vê-se a si próprio, mas quando o levantar terá uma surpresa que só revelaremos quando forem entregues.

Fotografia de Verônica Volpato. Um especial agradecimento à Cinemateca Portuguesa pela cedência do espaço.



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