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Espaço Campanhã

Da especulação conceptual à produção de rendimento mínimo.

Contrariando a centralidade da Rua Miguel Bombarda e longe geograficamente da instituição Serralves, o projecto Espaço Campanhã, iniciado em 2008, situa-se numa zona socialmente problemática da cidade do Porto. Numa área onde parte substancial da população vive de reformas, do rendimento mínimo e de outros subsídios, instalou-se o mais recente espaço independente de arte contemporânea. De Dezembro de 2008 a Julho de 2009, José Maia programou um impar ciclo de exposições que funcionaram como importante ponto da situação da produção e dos criadores daquela cidade.
O espaço, agora expositivo, integra-se num conjunto de armazéns alguns desactivados outros que funcionam como pequenas fábricas ou garagens. Neste conjunto de armazéns iniciaram-se á décadas atrás as hoje vulgarizadas redes de distribuição.

Foi no final dos anos 90 que no Porto se iniciou um determinante movimento colectivo que alterou a apática situação da criação contemporânea existente naquele contexto e que durante vários anos se afirmou como o mais estimulante pólo de criação independente no país. A cumplicidade geracional que se iniciou durante o percurso na Faculdade de Belas Artes foi determinante para a afirmação colectiva. Muitos projectos depois e alguns anos mais tarde, muitos deles voltaram-se a encontrar neste conjunto de exposições que o Espaço Campanhã apresentou ao longo deste ano. O seu mentor, organizador e comissário – José Maia – foi um dos protagonistas fundamentais desta história que contribuiu para dar visibilidade pública a um conjunto de obras e autores que se tornaram singulares no contexto da criação de arte contemporânea em Portugal.

Em pleno inverno chuvoso e húmido, nos finais de 2008, a primeira exposição acontecia reunindo um conjunto de três artistas todos eles responsáveis pela criação e programação de outros espaços independentes: Renato Ferrão (Salão Olímpico), Mauro Cerqueira (Uma Certa Falta de Coerência) e André Sousa (Mad Woman in the Attic e Uma Certa Falta de Coerência). Essa confluência de “activistas” e “artistas” é um retrato fiel da última década relacionada com a criação contemporânea no Porto. O ritmo de exposições apresentadas só pode surpreender quem não conheça a dinâmica criativa destes colectivos da cidade, ou queira estoicamente afirmar a sua estratégica ignorância.

José Maia, comissário e artista que se assina Manuel Santos Maia, fecha agora com a exposição A Mula Ruge o ciclo de exposições que ali comissariou, deixando o encargo da futura programação do Espaço Campanhã ao responsável pelo espaço Miguel Pinho, com que trabalhou durante estes oito meses de produção intensa.
Nesta entrevista José Maia descreve-nos o contexto em que o seu trabalho se desenvolve e o modo como pensou as exposições e o programa para o Espaço Campanhã.


O Espaço Campanhã surge num contexto de grande deserto cultural na cidade do Porto, seguindo uma tradição de outros espaços independentes aos quais também estiveste indirectamente associado. De que modo pensaste a programação para este espaço e como se enquadra ele nesse contexto de que falei antes e no contexto cultural da cidade?

Desde 1999 até ao presente ano, mais de três dezenas de artistas entre os quais tu, Mauro Cerqueira, André Sousa, Susana Chiocca, Isabel Ribeiro, Carla Filipe, Eduardo Matos, Renato Ferrão, João Sousa Cardoso, Mafalda Santos, Rita Castro Neves, Cristina Mateus, Miguel Carneiro, Marco Mendes, Inês Moreira, Nuno Ramalho, Alexandre Costa, Carla Cruz, Isabel Carvalho, António Lago, Catarina Felgueiras, Maria Mir, Jonathan Saldanha, André Alves, Marta Bernardes, Carlos Pinheiro, Nuno de Sousa, Francisco Eduardo, Mariana Caló, Francisco Queimadela, Pedro Nora, têm dinamizado espaços, concebido exposições, projectos de intervenção no espaço público e diversos eventos onde apresentam, com regularidade, a criação de mais de uma centena e meia de artistas. Com programação dinâmica e diversificada que contempla as artes plásticas, a banda desenhada e ilustração, o design, a arquitectura, as artes performativas, o cinema, a música e a edição de publicações. Espaços como: “W.C. CONTAINER”, “IN. TRANSIT”, “PÊSSEGOpráSEMANA”, “Salão Olímpico”, “Mad Woman in the Attic”, “Uma Certa Falta de Coerência”, “a Sala”, “Apêndice”, “o Senhorio”, “Extéril”, “Maus Hábitos”, “Artemosferas”, “Caldeira 213”, “Ateliers Mentol”, “Projecto fig. – Nova Delux”, “umdiapositivopravôce”, “Wasser-Bassin”, “Oficina 201”, “Matéria Prima – Print Project Wall”, “555”, “CLAP (Clube de Arte do Porto)”, entre outros, têm contribuído para uma maior oferta cultural numa cidade que despreza os artistas e a arte e à semelhança do que se reflecte no país, constata-se a ausência de uma politica cultural.

O Espaço Campanhã inscreve-se neste contexto, juntando-se a espaços que se encontram ainda em actividade. Reunidos compõem um outro mapa cultural da cidade, possibilitando que todos os que necessitam de (con)viver com arte possam realizar um outro percurso.

No que respeita à programação, entre Dezembro de 2008 e Julho de 2009, o Espaço Campanhã apresentou nove exposições e um significativo número de obras, que dão conta das diversas práticas artísticas contemporâneas como a pintura, escultura, desenho, banda desenhada, edição de publicações de artistas, instalação, vídeo, performance, som, música, entre outras, realizadas por jovens artistas, artistas emergentes e artistas com percurso iniciado nos últimos vinte e trinta anos.

A programação contemplou: duas exposições colectivas temáticas[1] que pela reunião de um conjunto de obras, de diferentes artistas, proporcionaram o confronto com múltiplas perspectivas do tema abordado, quatro exposições individuais[2] que propõem um diálogo entre os novos trabalhos realizados para o Espaço Campanhã e trabalhos realizados em anos anteriores, exposições de projectos[3] criados especificamente para o Espaço Campanhã e duas mostras organizadas por colectivos de artistas[4], cujo corpo de trabalho contempla para além da criação, o pensamento e a investigação artística contemporânea. Paralelamente às exposições, foram apresentadas outras criações do mesmo artista ou de outros artistas[5], bem como conversas, debates ou conferências intituladas Conversa de Café [6] que permitiram empreender e ampliar o campo de criação e reflexão artística e acompanhar o pensamento contemporâneo. Simultaneamente às exposições, foram apresentados concertos e outros eventos[7] organizados pelos artistas.

A expressão política de grande parte dos trabalhos apresentados nesse espaço colide com uma linguagem institucional consensualmente mais neutra e esteticizada, parece-te existir discursos opostos ou um afastamento natural da instituição do discurso crítico? A afirmação na arte contemporânea internacional desse discurso é muito significativa, o que justifica internamente esse desvio ou uma apropriação que muitas vezes resulta num aproveitamento oportunista e pontual?

Se na concepção da programação tivermos em conta a situação geográfica do espaço, o seu passado, as suas características físicas, o contexto local e nacional e o contexto artístico em que se enquadra, se atendermos que surge no final da primeira década do novo século, num enquadramento político, social e cultural muito particular; dificilmente a programação não será política. A não ser que seja imposta ou displicentemente concebida.

Se conhecermos a realidade de grande parte dos artistas nacionais e as dos artistas que colaboram com estes espaços, se reflectirmos sobre a arte em Portugal, o sistema artístico nacional e considerarmos o que os diversos agentes artísticos nacionais com responsabilidades fizeram e o que não fizeram e, ainda, o que há para fazer, se conhecermos e observarmos as obras realizadas nos últimos anos pelos artistas que continuam a trabalhar de forma empenhada, determinados em realizar o seu trabalho e dar continuidade ao seu percurso, com ou sem apoio, com ou sem visibilidade e ou reconhecimento por parte dos agentes artísticos; certamente a programação será política, porque muitas das obras interpelam as políticas culturais, sociais, económicas ou outras, podendo ou não os artistas ter um corpo de trabalho que revele um empenhamento político. Isto não significa que ao criar, comissariar ou programar arte política o artista, o curador ou programador faça política.

Mas, contudo, o programador, o curador, o director artístico pode fazer politica, pode sustentá-la ou ser conivente com as políticas municipais, regionais e nacionais ao conceber uma programação apolítica, ao apresentar exposições e obras que não questionem, comprometam a acção dos governantes e responsáveis políticos, apoiando directa ou indirectamente as políticas seguidas ou a ausência destas, glorificando-as e perpetuando a agonizante situação cultural e artística em que se encontra o município, a região, o país.
Seguindo estas linhas de reflexão e ancorado na obra de pensadores, escritores, músicos e artistas plásticos, como é o teu caso, concebi, a exposição está a morrer e não quer ver. Nesta exposição colectiva que reuniu trinta e dois criadores, pretendi reflectir a presença ou ausência de imagens e as visões de ontem e de hoje do Porto e de Portugal, de Portugal na Europa, da Europa em Portugal, de Portugal no Mundo, do Mundo em Portugal, da Europa e de Portugal no Porto e do Porto em Portugal e na Europa.

As outras exposições apresentadas também reflectiam o presente devolvendo-nos imagens que dão conta da nossa existência, da nossa inquietude, preocupações e descontentamentos. A exposição individual de Carla Filipe constitui um dos exemplos. Partindo da presença de marcas de ruralidade, da proximidade da sede da CGTP de Campanhã, concebeu um conjunto de obras para o Espaço de Campanhã nas quais inscreve em narrativas abertas, o indivíduo, o(s) grupo(s) e colectivo(s), os momentos, acontecimentos e histórias nacionais que dão conta de ensejos e desassossegos individuais, de conjuras artísticas, de enfermidades culturais, de mal-estares sociais e de indisposições políticas.

Em Portugal, toda a obra de arte política tem sido ignorada, menosprezada por parte de curadores, programadores, directores e responsáveis artísticos de espaços dedicados às artes plásticas. O mesmo acontece com os mais variados comentadores críticos que a omitem. Mesmo quando numa instituição ou evento apoiado pelos poderes políticos, é apresentada uma obra com tais características, na abordagem e leitura desta, em termos estéticos, é analisada, observada a componente formal e contornada a componente conceptual. Para termos uma imagem real do que estou a referir, basta ler o que está escrito, sobre a tua obra, a de João Tabarra, mas também a de Pedro Costa, a de Manoel de Oliveira entre muitos outros. Poderemos questionar porque não se escreveu, porque não se refere, porque não está inscrito como diz José Gil. Isto quando se escreve, porque o comum é não se escrever e ignorar. É mais confortável, não se comprometem, não se implicam…

O Espaço Campanhã pela sua escala e condições apresentou um tipo de exposições mais elaboradas e complexas que outros espaços expositivos independentes. Quais foram os critérios e quais são as diferenças que estabeleces em relação a outros espaços, quais são as especificidades – de montagem expositiva e de conteúdos – que estabeleceste para o Espaço Campanhã?

Ateliers dos artistas, apartamentos, um quarto de banho, uma arrecadação, as salas de apartamentos, uma loja de um centro comercial, outra no centro histórico do Porto, o salão de bilhar de um café têm sido alguns dos espaços que, cedidos ou arrendados com rendas comportáveis para artistas que vivem, na sua maioria, com dificuldades económicas, acolhem os projectos artísticos dos seus responsáveis e dos seus colaboradores.

Se analisarmos cada um dos espaço verificamos que cada um soube desenhar o seu programa, o seu projecto e que envolvendo alguns deles os mesmos artistas, todos são distintos, singulares.

As características físicas dos espaços, os intuitos e as motivações dos seus responsáveis artísticos bem como o campo de acção destes, determinam os propósitos dos projectos e os objectivos dos espaços. Estes, são atingidos quando desenhada uma programação com artistas – que compreendam o projecto e cuja obra e áreas artísticas de intervenção adoptadas – considere as características do espaço podendo ou não dialogar com este. Pretende-se ainda que a obra a ser criada ou a selecção de obras a apresentar se ajuste ao espaço e tenha em conta tanto as sua limitações como o seu potencial. Neste sentido, tanto o programador como os artistas, deverão dialogar entre si arquitectando a exposição que irá inteirar a programação.

Enquanto programador do Espaço Campanhã segui esta linhas de orientação.

No que respeita às temáticas das exposições e aos conteúdos conceptuais das obras apresentadas, no momento da selecção dos artistas e das obras, estas deverão enquadrar-se, nas linhas gerais definidas no programa, não se confinando a estas, podendo-as redesenhar, dilatando o tema e aprofundando os conteúdos.

Em termos de montagem, se revermos todas as exposições apresentadas, constatamos que todas elas são radicalmente diferentes, contribuindo cada uma com uma nova interpretação do espaço.
Um espaço com tantas limitações em termos de segurança, de possibilidades de montagem, de iluminação, com grandes variações de temperatura e humidade ao longo do ano e durante o dia, amplo, com paredes irregulares, condiciona as possibilidades de intervenção. Mas, porque os artistas são persistentes, são seres humanos de grande dádiva, auto-dedicação e entrega incondicional, porque a programação é heterogenia, com exposições individuais de artistas distintos, com exposições colectivas que abordaram diferentes temáticas e colectivos de artistas com projectos singulares, as respostas foram diferentes e o resultado surpreendente.

Louvo o empenho dos artistas. Ainda mais se tivermos em conta que o Espaço Campanhã não conta com apoios institucionais, contando apenas com uma equipa mínima de colaboradores como a Carla Filipe, o Mauro Cerqueira, o Pedro Magalhães, o Diogo Oliveira, a Ana Catarina Farinha entre outros, que apoiam com o seu trabalho, o seu tempo, com dádiva incondicional, voluntariado intrínseco, na produção, no transporte, na montagem e desmontagem, no registo fotográfico, na divulgação e no design dos cartazes, folhetos informativos e folhas de sala. No entanto importa referir, que muitas das exposições não teriam sido realizadas sem o apoio do responsável pelo espaço, o Miguel Pinho, sem o apoio de algumas instituições artísticas do Porto como a Culturgest e o Museu de Serralves, sem o apoio do IPJ, de estabelecimentos de ensino e de empresas.

O Espaço Campanhã está fora do eixo da Rua Miguel Bombarda, como caracterizas esse micro cosmos da arte portuense em contraponto às iniciativas de carácter mais independente e experimental? Como vês a passagem dos artistas do espaço independente para o espaço da galeria?

Em termos geográficos o Espaço Campanhã encontra-se fora do eixo da Rua das Galerias, no lado oposto a Serralves, distante da Culturgest, distante no tempo do eliminado espaço expositivo do Teatro Campo Alegre e do nulificado espaço da Galeria do Palácio, situado na abandonada e menosprezada zona oriental da cidade do Porto, num armazém de uma rua particular com acesso pela rua Pinto Bessa, em Campanha, próximo da nova plataforma de transporte ferroviário e do novo edifício anexo á estação de Campanha, que materializa a tímida vontade municipal na reestruturação urbana, vizinho do Cace da Rua do Freixo onde se concentram criadores de diferentes áreas, vizinhos do Estúdio Zero das Boas Raparigas, próximo mas desviado da remota Casa-Museu António Carneiro e do reservado Museu Militar.

Enquanto artista e cidadão faço questão de conhecer a cidade, deambulo por ela procurando manifestações criativas contrárias às não artísticas e tenho o cuidado de (re)visitar os poucos espaços dedicados à arte e em especial à arte contemporânea.  Não me incompatibilizo com os espaços expositivos sejam eles quais forem e tento reconhecer nos que não o são, potencialidades expositivas que possam acolher as minhas obras e as obras de muitos artistas que vivem e trabalham nesta cidade e de muitos outros artistas que de cá não são e fazem questão de partilhar o seu trabalho com os que cá vivem e com os que nos procuram e por cá se passeiam. Como artista plástico e organizador de exposições tanto apresento o meu trabalho e o trabalho de outros artistas em espaços expositivos institucionais e comerciais como em espaços dinamizados por mim, por outros artistas ou outras pessoas que se sintam motivadas e empenhadas em o apresentar.

Muitos dos artistas que colaboram com o Espaço Campanhã, e com outros espaços, apresentaram, apresentam e apresentarão o seu trabalho em espaços expositivos de instituições como museus ou centros culturais bem como em espaços comerciais, como são as galerias. No meu entender, se a recepção da obra no espaço estiver garantida, se esta se cumprir e se apresentar íntegra, este facto não constitui qualquer problema.

Verifica-se também que alguns artistas preferem trabalhar com espaços não institucionais e não comerciais por vários motivos, alguns dos quais: o facto de desejarem dar continuidade a um percurso artístico liberto de coações, de constrangimentos, de opressões, de exigências burocráticas institucionais, apartado de imposições e divorciados de possíveis pressões directas ou indirectas do mercado, desviados de modelos e opções estéticas padronizados vigentes em muitos dos espaços, arredados de mal-estares que caracterizam muitas das relações entre os diferentes agentes do sistema da arte que habitam os referidos espaços e que em muitas situações desconsideram as criações, abusam da capacidade de dádiva do artista e ou o ofendem intelectualmente com os cegos interesses e cedências de mercado.

Em contraste com os espaços institucionais e comerciais, no que respeita à acção do artista; nestes espaços, os artistas reúnem-se formal ou informalmente, podendo actuar de forma individual ou colectiva realizando um determinado projecto, evento, exposição, mostra ou apresentação das suas criações, ou simplesmente poderão debater ou trocar impressões sobre o seu trabalho, apresentar investigações realizadas e partilhar as linhas conceptuais que norteiam o seu processo de trabalho.

Muitas das criações desenvolvidas e apresentadas nos espaços não institucionais e comerciais, revelam necessidade de experimentar, de concretizar e de firmar. Para quem acompanha a programação nas diversas galerias da cidade facilmente constata que trabalhos em vídeo, cinema, instalações multimédia, intervenções e instalações sonoras, intervenções de artistas plásticos no espaço público, criações digitais realizadas ou não para o espaço da Web, criações realizadas no campo da música por artistas plásticos, performances, acções de rua, murais, publicações de artistas, banda desenhada e ilustração, bem como espaços de discussão e de debate, raramente ou nunca integram a programação dos galeristas e constituem grande parte da programação dos espaços geridos ou programados por artistas. Sabendo que as galerias não se interessam pela totalidade da sua produção, muitos dos artistas optam por criar ou colaborar com os espaços não institucionais e comerciais mantendo a colaboração com as galerias. O envolvimento e acção destes artistas, no campo da arte enquanto artistas comissários, programadores, responsáveis por espaços expositivos, investigadores, etc., não se separa da sua actividade artística e do entendimento que têm do que é ser artista no Porto, em Portugal, na Europa e ou no mundo hoje.

O empenho e motivação destes artistas, sendo individuais, implicam na sua actuação num colectivo ou grupo informal e, com excepção de uma ou outra situação e ou pessoa, nunca se coloca a questão de estar contra ou a favor do mercado ou das instituições. A forma voluntariosa que implica entrega, dedicação, investimento de tempo e investimento económico, capacidade de realização aliada à crença no seu trabalho e no dos outros, ancorado na necessidade que todos sentem e na constatação das falhas no campo da arte em Portugal; faz com estes artistas se comprometam com a construção de uma realidade comum.

[1] antes de chegarem palavras de André Sousa, Mauro Cerqueira e Renato Ferrão e Está a morrer e não quer ver com Ana Deus, André Cepeda, André Sousa, António Caramelo, António de Sousa, Arlindo Silva, Beatriz Albuquerque, Carla Filipe, Carlos Noronha Feio, César Figueiredo, Cristina Regadas, Der Fehler, Eduardo Matos, Fidalgo de Albuquerque, Francisco Eduardo Roldão, Isabel Ribeiro, Israel Pimenta, João Marçal, José Almeida Pereira, Luís Figueiredo, Manuel Santos Maia, Marco Mendes, Mauro Cerqueira, Miguel Carneiro, Nuno Ramalho, Paulo Mendes, Pedro Magalhães, Rita Castro Neves, Samuel Silva + Bolos Quentes, Sónia Neves, Vera Mota, Teixeira Barbosa.

[2] THESE THINGS TAKE TIME de Carla Filipe, Lição nº2 de Mauro Cerqueira, alheava _ reconstituição de Manuel Santos Maia e ANCOR (2004 -2009) de Cláudia Ulisses

[3] Olha lá III _ Travelling de Diana Rio , Francisco Eduardo, Francisco Queimadela, Helena Menino, Mariana Caló, Mónica Baptista

[4] [EMBANKMENT #6] de Colectivo EMBANKMENT de Aida Castro, Jonathan Saldanha e Maria Mire com os Convidados: Dayana Lucas, Eduardo Brito e Frederico Duarte e A MULA RUGE do colectivo A Mula de Miguel Carneiro e Marco Mendes

[5] performance de Carla Filipe, Mauro Cerqueira, e André Sousa, Lançamento das publicações “Está a morrer e não quer ver” de Mauro Cerqueira e “Qu`inferno” do colectivo a Mula, Concerto “Hinos para a Europa dos 27” por Marçal dos Campos e Intervenções de Frederico Duarte, Eduardo Brito e Frederico Duarte

[6] Conferência: Micro práticas espaciais por Inês Moreira e “Uma mudança de vida” por Ana Cristina Assis, Conversa com os membros do atelier de design Bolos Quentes e apresentação da SL Fundação V/5 de e por Silvestre Pestana

[7] Concerto dos Mental Liberation Ensemble & Carlos Zíngaro e de João Peludo Churrasco Dançante com o DJ GoldenShower



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