“Eu Não Sou Um Cromo” | Jim Smith

“Eu Não Sou Um Cromo” | Jim Smith

A cromice é o novo estado cool

Recuem uns anos atrás no tempo e tentem lembrar-se, nos primeiros anos de escola, daquele miúdo que transformava a vida de muito boa gente num inferno, e muito provavelmente também a vossa. Pois bem, para Barry Cromo, a sua vida escolar, bem como o seu estado fixóide permanente, caíram a pique desde que Darren Darrenofski, um arrotador gordo com cara de crocodilo, fez dele o seu projecto pessoal de sacanice.

Em “Eu Não Sou Um Cromo“, da autoria de Jim Smith, navegamos em águas tão cristalinas quanto as de “O Diário de Um Banana”, onde as atribulações da vida de Barry são acompanhadas a preto-e-branco e num traço simples. Barry é a pessoa mais fixóide do planeta, pelo menos é o que diz em jeito de auto-proclamação. E, quando esse estatuto se vê ameaçado por Darren Darrenofski, não lhe faltam ideias para recuperar o bom astral, seja andar sobre umas andas gigantescas ou usar um nariz falso, feito de lã, a imitar o rapaz-formiga – o herói de toda a gente miúda, sempre bem acompanhado pelo seu parceiro, o pássaro não.

Para além de Barry e da sua mãe, que o trata carinhosamente por coisinha fofa, outras personagens habitam o universo da cromice: Bunky, o seu melhor amigo, que apesar dessa ligação sentimental não deixa de entrar em modo de apupo quando é o próprio Barry que está debaixo de fogo; Tracy Pilchard, líder das miúdax fixes – juntamente com Sharonella e Donnatella -, que acabam todas as frases em 2zasso; o S`tor Hpdgepodge, vesgo e com um dedo torcido; Dona Cara de Corneta, a pessoa que Bunky e Barry mais gostam de chatear com uma cadência diária.

Quando surge a notícia de um concurso de talentos, Barry vê a sua grande oportunidade de passar definitivamente de cromo a fixóide, decidindo fazer a sua imitação de uma máquina de venda automática. Porém, há coisas que não se podem prever, sejam as tropelias causadas por um alçapão ou o facto de a cromice poder ser considerada o novo e desejável estado cool. São tantos os cromos que, virada a última página, ficamos com vontade de começar a preencher uma caderneta imaginária.



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