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Mania da Bola

“Eusébio, o Romance” de Sónia Louro / “Relato – Histórias de Futebol” de Hugo Vinagre e Tiago Beato

Todos os anos a história repete-se. Termina o campeonato, contam-se os títulos, as frustrações e as invejas, sentimento tão caro aos portugueses, e, tudo somado, as conversas sobre futebol ocupam a ordem do dia de muitos de nós.

Em ano de Campeonato da Europa, e Jogos Olímpicos, esse sentimento cresce e o desporto, direta ou indiretamente, invade-nos de várias formas. E um pouco à boleia dessa tendência, surgem nos escaparates livros que espelham essa paixão.

“Eusébio, o Romance”, de Sónia Louro, e “Relato – Histórias de Futebol” da autoria de Hugo Vinagre e Tiago Beato, ambos com selo Saída de Emergência, são dois (bons) exemplos dessa aposta.

No primeiro caso, Sónia Louro, conta, de forma romanceada, a vida desportiva do Eusébio, desde os tempos do Mufalala, em Moçambique, até à sua última aventura nos Estados Unidos da América ao serviço dos Buffalo Stalions, além de, obviamente, versar bastante sobre o percurso do “Pantera Negra” com a camisola do Benfica.

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Somos assim convidados a testemunhar todas as emoções sentidas por Eusébio e a pesquisa realizada por Sónia Louro levou a autora a vasculhar memórias diversas por entre artigos, livros e vídeos, além das indispensáveis conversas com antigos companheiros de campo do moçambicano como, por exemplo, António Simões e Toni, ambos jogadores do Benfica e que testemunharam a magia do craque, e ainda com os familiares do “King”. Apesar disso, Sónia Louro opta por nunca entrar em demasia na esfera privado de Eusébio mantendo um registo dinâmico que tona a narrativa muito atraente não só para quem gosto da figura em causa mas também de um bom livro.

Já em “Relato – Histórias de Futebol”, a dupla de jornalistas Hugo Vinagre e Tiago Beato convidam o leitor a ver os dois lados da barricada: os heróis do relvado e os fervorosos adeptos de bancada.

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Ao todo, Vinagre e Beato apresentam-nos mais de 100 histórias nascidas de momentos caricatos, atos de verdadeira coragem ou situações dignas de um filme de Hollywood. Do lado das estrelas da bola, Futre lembra os dias com a camisola do dragão ao peito e da incontornável figura de Pinto da Costa, João Vieira Pinto confessa o caricato ato negocial que foi a sua transferência do Boavista para o Benfica, Balakov brinca com a confusão que a equipa técnica do Sporting sentia sobre a sua posição em campo e António Veloso recua ao passado e fala de um certo camarada guarda-redes que sonhava ser como Julio Iglesias.

Na “equipa” dos treinadores de bancada, ou de banco mesmo, e de “loucos” por futebol, o plantel também está rodeado de vedetas. Assim, saiba como foi a primeira experiência enquanto jogador de Carlos Vidal, o eterno Avô Cantigas, quando pisou Alvalade, que memórias tem Jorge Gabriel dos seus primeiros passos enquanto treinador adjunto do Arouca, a paixão que a seleção nacional desperta em Luís Freitas Lobo ou um pedacinho das atribuladas, e perigosas, aventuras de Rui Miguel Tovar com o seu pai pelos campos de Portugal.



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