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Experimenter

A história de Stanley Milgram

O ser humano adora catalogar a informação que vai recolhendo ao longo da vida. Podemos não nos dar conta, mas estamos constantemente a criar caixas e colocar dentro delas pacotes de conhecimento. Quando alguém, em Cinema, decide contar a história de uma pessoa real, opta sempre por fazer um documentário ou um filme biográfico (biopic). Experimenter não cabe em nenhuma dessas caixas.

Em Experimenter somos apresentados ao psicólogo Stanley Milgram que ficou conhecido, para o bem e para o mal, pelo estudo que conduziu sobre obediência.

Experimenter não maça o espectador com uma sucessão de factos sobre Milgram, como um documentário seria capaz de fazer, nem tão pouco cria uma história ficcionada que nada tem a ver com a vida do psicólogo, algo que acontece com frequência nos biopics.

O filme foca-se em Milgram e na sua famosa experiência, mas – e aqui reside o interesse – oferece-nos também a opinião de Milgram às duras criticas que recebeu.

O actor Peter Sarsgaard interpreta o papel de Milgram de maneira brilhante. Graças a ele, é possível acreditar que o psicólogo tinha uma justificação para os meios que utilizou e que nunca colocou em causa a sua ética.

Estamos perante um filme inteligente que nos faz pensar sobre um tema que é inesgotável. O que leva uma pessoa a seguir os comandos de outra e abandonar a sua individualidade? Para Stanley Milgram, filho de judeus europeus, a resposta não era óbvia e a conclusão a que chegou é que uma pessoa ao fazer aquilo que o outro lhe exige não se sente responsável pelas suas acções. Quantos de nós é que podem afirmar que nunca se refugiaram nesse “distanciamento”?



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