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Fábio Freitas

"Um dia abandonaremos o conhecido... Querendo ou não partiremos!" E assim foi. Partimos à descoberta do realizador Fábio Freitas, que se estreia na arte da realização através da curta "PARTIR".

Com apenas 26 anos, é licenciado em Audiovisual e Multimédia pela Escola Superior de Comunicação Social, e no bolso traz já sete anos de experiência como anotador na NBP, onde desenvolveu novelas, séries e talk-shows para a TVI.

Actualmente está a trabalhar como anotador na SP-Televisão numa série para a RTP mas, como isto lhe era já demasiado familiar, resolveu lançar-se na realização da história de três irmãos cujo falecimento da mãe há 7 anos os uniu numa relação que ultrapassa os laços sanguíneos. Mas, quando tudo parecia fazer sentido, alguém decidiu partir. E assim nasceu a história de uma curta que está a Competir para a Melhor Curta-Metragem no Festival Internacional de Cinema Queer, com assinatura portuguesa.

Quisemos saber um bocadinho mais sobre este conceito de abandonar o conhecido e trocámos seis dedos de conversa com o Fábio.

Como surgiu a ideia de PARTIR?

Já o meu pai dizia que: “Partir é um doce pesar tanto para quem fica como para quem vai.” Partir surge num momento de mágoa e de uma necessidade intrínseca de ganhar coragem quando as coisas não estavam bem.

Partir significa movimento, e foi nesta curta que consegui exprimir o momento que estava a ultrapassar.

Se tivesses que eleger uma inspiração, uma musa deste filme, o que seria?

Gostaria de ter uma resposta objectiva para este tipo de questões! (Risos) Na realidade amo pessoas que sejam apaixonadas pela vida. Se musas existissem, seriam sem dúvida essas pessoas que povoam o meu dia-a-dia e que me levam a perseguir sonhos e a viver experiências. Forças capazes de mover alguma coisa naquele que vê. Essas são as pessoas dos meus filmes, aquelas que quero imortalizar em palavras e imagens.

Tens algum realizador ou filme de referência?

Sou bastante eclético em termos cinematográficos. A minha forma de ver cinema altera-se de acordo com o contexto em que estou inserido. Talvez por isso tenha cultivado o hábito de ir ao cinema sozinho. Sei que a minha leitura será mais justa. Não conseguirei definir um filme de referência mas sou um grande admirador da obra de Terrence Malick. Quando for grande quero ter aquela sensibilidade estético sentimental para contar histórias em imagens. A capacidade de conseguir recriar aquilo que nós próprios não conseguimos confessar nos nossos momentos mais angustiantes.

Projectos futuros, há? Ou por agora as luzes estão todas apontadas para a estreia de dia 24 no Queer Lisboa?

Sou uma pessoa em constante movimento. Estar parado não está na minha essência. A presença no Queer Lisboa foi uma surpresa. Traduz-se no reconhecimento do trabalho de uma grande equipa que espera corresponder às expectativas. Apesar de “Partir” estar agora no início do circuito de festivais já terminei de escrever outra curta (Gênesis 2:8?!). Encontro-me numa numa fase de pré-produção, a sondar técnicos e actores. Tenho saudades de reunir a minha equipa. Aqueles que me ajudam a concretizar estes ideais. Sem eles, nada poderia existir.

Já existe data de rodagem?

Tencionamos rodar o filme no início do próximo ano. Tenho ainda um outro projecto mas que não passa pela realização. Chegou a altura de revelar o meu lado empreendedor. Não me permitem revelar muito, mas continua a ser na área do cinema. Porque talvez nos falte algo, certo?

E o que tens a dizer aos possíveis espectadores deste PARTIR? O que podem esperar da tua curta?

A sala 3 do Cinema São Jorge é bastante confortável! (Risos) Espero acima de tudo que se consigam relacionar com as personagens num espaço de tempo tão limitado. Considero que esse foi talvez um dos meus maiores desafios. Se o público conseguir compreender o percurso daqueles três jovens, e aceitar aquela realidade, eu sentirei que o meu trabalho foi bem feito. Que são 18 minutos intensos, isso eu posso garantir.

No fim, ficámos mesmo com vontade de Partir rumo ao São Jorge. Mas prometemos voltar, depois da estreia, com mais novidades.

 

Não percam no dia 24 de Setembro, às 19:15, na confortável Sala 3. Até lá, se não conseguirem partir essa curiosidade ao meio, podem-na ir matando no site oficial da curta: www.partir.pt

 



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