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Facebook para segunda mão

É dos 8 aos 80, p’ro menino e p’ra menina!

Facebook. A palavra não nos é estranha. Cada vez mais, até o café da esquina já tem uma página online onde podemos deixar um like. Mas há aqueles que aproveitam esta rede social para “ganhar uns trocos” e poder vender os artigos que já não lhes fazem tanta falta.

Quando a moda eram os blogs, Ana também teve um. Hoje em dia, opta pelo Facebook. Tem 21 anos, mas desde os 18 que vende e compra artigos em segunda mão. “Comecei como compradora, principalmente de livros, depois de roupa e mais tarde comecei também a vender”, afirma. Nádia Gaspar entrou neste mundo um pouco por curiosidade, e também porque eram já muitas as peças que tinha no armário apenas a ocupar espaço, “e também mais para ver como me dava neste ramo do negócio / de regatear”, acrescenta.

Obviamente, que os trocos que se consegue amealhar são sempre uma mais-valia. Ana, que já lida com este tipo de “negócio” há três anos afirma que já tem “clientes habituais”. Nádia, afirma, esta é também uma forma de combater a crise: “cada vez mais procuramos todo o tipo de soluções para combater a situação económica”.

E quando se fala em situação económica, o preço é um factor que nos deixa alerta. Na lojinha online da Ana ”depende bastante do artigo, da marca, do preço e do estado”. Nádia tem outra estratégia de negócio: os artigos mais velhos vende a metade do preço, aos novos acrescenta mais uns euros. Assim, torna-se simples: valorizar o que, para o proprietário, já não tem grande utilidade, e reaver um pouco do que se investiu naqueles artigos. O facto de o artigo já ter sido usado não incomoda quem dá uma nova casa às peças usadas. A Ana, não lhe provoca qualquer transtorno, pois “quando compramos algo na loja, aquilo também já foi experimentado por uma data de pessoas.  As lavagens resolvem tudo!”. Nádia tem algumas reservas quando adquire os produtos, mas não é o facto de os artigos já terem sido usados que a impede de também comprar peças em segunda mão. “Tenho sempre em atenção o tipo de produto que é. Ou seja, roupas, só aquelas que puderem ser lavadas a altas temperaturas e calçado que possa ir à máquina também. Não compro nem troco roupas interiores a não ser fechadas, assim como maquilhagem. Mobiliário peço sempre varias fotografias para verificar o seu estado”.

Uns trocam, outros vendem. O velho torna-se novo, e no meio de tudo isto, “só não vendem as mães”. De resto, encontra-se de tudo. E não é só a “malta nova” que recorre a esta forma de negócio. Segundo estas duas administradoras de páginas de Facebook que vendem artigos, há pessoas de todas as idades.

É dos 8 aos 80, p’ro menino e p’ra menina!



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