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FAIL, por cá…

Depois da versão internacional, chegam agora alguns FAIL! portugueses. Demasiados para enumerar, mas divertidos de analisar: a SIC, o Cláudio Ramos, SBSR Porto e mamografias por satélite são alguns exemplos...

Já por aqui se enumeraram algumas situações que, ao longo do tempo e do espaço, não correram bem. No entanto, e quem acompanhou o primeiro tomo, poderá ser assaltado por uma interrogação pertinente. Será que os erros só acontecem no estrangeiro? Portugal é o país perfeito para casar e ter filhos? – Não (e talvez para a segunda pergunta). O povo conhecido no mundo por sentir saudades também teve os seus  momentos erróneos, onde nem a capacidade característica do desenrascanso os safou. E como tal foram seleccionadas algumas das situações, ideias e personalidades que em solo nacional, por alguma razão não conduziram a bons resultados.

SIC – O canal que nos anos 90 se mostrava líder de audiências passou nesta década para um pouco prestigiante segundo lugar. Analise-se a grelha de programação da estação de carnaxide. Todos os programas aspirantes a sucesso do canal não passam de copycats de 8ª categoria de sucessos das estações concorrentes desde 2000 para cá, sempre polvilhados de alguma provocação barata, seja esta constituída pelo uso de linguagem abusiva, ou algum erotismo (normalmente 10 a 15 segundos de footage contendo imagens de seios) em horário nobre. Inclui ainda os eternos fill ins, que demonstram o mais grave caso de pouca imaginação existente. Quem decidir sintonizar o “3º canal” à hora de jantar sabe garantidamente que pode contar com os eternos vídeos de apanhados e as gravações caseiras de noivas a tropeçarem, sempre acompanhadas daquele “1991” gerado pelo calendário interno da câmara.

Recentemente um programa tentou revitalizar esta estação, tendo conseguido apenas atrair a atenção de alguns jornais universitários demasiado preocupados com o bem-estar das pessoas de 70 anos. Numa altura em que a Time Magazine elege os utilizadores da internet como personalidade do ano, a Sic dá uma de Camões e decide recordar o glorioso passado da televisão, recorrendo a um tema já muito gasto, a exposição da vida em directo. A falsa polémica do programa “Momento da Verdade” não deu os frutos desejados e o mesmo veio a ser cancelado após apenas meia temporada de exibição. E se a televisão está a morrer, ao menos que morra em glória. Onde está a Sic que nos mostrou que os portugueses também consomem “televisão em movimento”? Volta Ediberto Lima, que estás perdoado.

Cláudio Ramos – Cláudio Ramos será possívelmente o apresentador de TV e recente cronista social mais odiado de sempre. Uma pesquisa pelo google sob a tag “Cláudio Ramos” desponta um sem fim de sites e blogs onde figuram mensagens que brotam ódio por este senhor. Os jeitos efeminados parecem não encantar os cibernautas, já que blog que se preze tem de incluir no seu curriculum um post que satirize o apresentador. Aparentemente, Cláudio Ramos falhou na sua carreira em busca do amor e compreensão dos Portugueses.

Destaca-se aqui um ponto fulcral da carreira do cronista. Numa altura em que Cláudio Ramos se encontrava sem tempo de antena na televisão, mas inserido no meio do jet set, descobriu vários segredos dos seus frequentadores, desesperando por não os poder revelar.

Ainda o youtube não existia, Cláudio Ramos achou que o local mais adequado para poder divulgar os podres dos famosos seria pelo telefone. Assim, e como o retro já se encontrava na moda, Cláudio Ramos criou a sua hotline em pleno século XXI. E apesar de conceitos como um novo filme do Indiana Jones, ou um novo disco dos Duran Duran pegarem, a hotline do Cláudio Ramos não. Além desta não oferecer prémios como seria de esperar neste tipo de serviços, a tarifa elevada também não ajudou. Ou as fofocas de Cláudio Ramos não despertavam muito interesse, estando grande parte delas já publicadas.

Felizmente, e como todos merecemos uma segunda oportunidade, foi garantido a Cláudio um lugar nos programas da tarde como comentador de revistas côr-de-pêssego.

SBSR Porto – Os festivaleiros e consumidores de concertos da velha guarda de certo guardarão saudades da época em que o cartaz do Super Bock Super Rock se dividia entre Porto e Lisboa.

O regresso a esses tempos e para grande alegria dos portuenses deu-se em 2008. Mas a alegria durou pouco. De uma lista total onde estavam incluídos alguns nomes de peso da cena musical de então, repartiram-se os actos por Porto e Lisboa. Lisboa recebeu os grandes nomes. Porto recebeu… o resto. Quando o cartaz do festival é composto por bandas de circuito de Queima das fitas, com um bilhete a um preço 10 vezes superior, é possível que alguma coisa corra mal.

O público do SBSR não se deixou convencer por esta amalga de bandas dos idos 90’s acompanhadas pelos nossos Tims e Davides de sempre, tendo assim assinado a sentença da edição nortenha. Alguns jornalistas ainda tentaram tablóides sensacionalistas nos quais se interrogavam perante o fracasso deste festival (seria do tempo chuvoso, ou da falta de vontade do povo nortenho de assistir a concertos?) mas a verdade era demasiado grande para poder ser tapada com uma capa do 24 horas. Que sirva de lição aos barões da cerveja, que nem só de festivais sudoeste vive o homem.

Concerto cancelado do Elton John – O português não será a lingua mais fácil de se entender, mas na realidade alguma falha de comunicação terá estado na origem deste problema. Muito trabalho e uma viagem de avião se poderia ter poupado a Elton John. O cantor, ao deparar com o local onde se iria realizar o concerto deu meia volta e foi para casa. Ainda foram inventadas duas desculpas “à tuga”: que Elton John se recusava a actuar numa sala de fumadores, ou que se tinha desentendido com o seu namorado.

Na realidade o manager de eventos do casino, munido da capacidade de descrever a Elton John o espaço onde pretendia realizar o espectáculo como uma espécie de festival sudoeste com lombo de novilho assado no lugar de hamburguers do Mcdonalds, terá confundido a obra do cantor britânico com a do consagrado Fernando Pereira, mas teve vergonha de admitir que por momentos sonhou em vir a ter artistas como Prince, David Bowie e Roger Waters a entreterem a refeição de duas grosas de cinquentões, já que a seu ver o casino era tão ou mais apropriado que o pavilhão atlântico para realizar este tipo de concertos.

Os frequentadores de espectáculos de casino, fãs de colectâneas da Rádio Renascença que até conhecem duas músicas de Elton John (a do Rei Leão e aquela da princesa Diana), ficaram desiludidos com o artista, já que pensavam que este era boa pessoa (os gays nos filmes são sempre discriminados e bonzinhos) e nunca lhes faria uma desfeita destas. Ficou assim Sir Elton John com a imagem manchada em solo português, mas consta que a reclamação não foi grande. A noite terminava com 50 contos a menos no bolso, mas pelo menos a comida estava boa e recompensou.

Mamografia por satéliteWe’ll end this chapter with a blast… because we saved the best for the last.
O fail que também pode ser visto como um epic win melhor que qualquer capa da FHM, tendo colocado a pacata vila de São Bartolomeu de Messines no mapa, como meca da criatividade e bom humor.

Um génio das “pegadinhas” resolveu levar os famosos telefonemas anónimos para o nível seguinte, e requisitar às senhoras de meia idade com quem entrava em contacto que se dirigissem a um local descoberto passível de tornar possível o contacto com a nova tecnologia, a fim de exibirem os seios para que fosse efectuado um suposto exame mamário.

Assim, e no decorrer desse dia, quem estivesse de passagem por estas bandas poderia ver senhoras de seios descobertos às portas e janelas de várias casas da localidade, tendo uma das vítimas subido a uma colina de modo a se expor totalmente a este milagre da ciência.

As “vítimas” crédulas de que séries como Star Trek e Battlestar Galactica não passam de simples novelas da vida real, cairam no engodo, tendo efectuado queixa quando se aperceberam de que existe uma razão para aplicar a palavra ficção perante algumas obras do cinema e da literatura. A GNR, incapaz de apanhar este outlaw do humor classificou a situação como “brincadeira de mau gosto”, mas como já todos sabemos, a brincar é que a gente se entende.



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