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Father John Misty | “Fear Fun”

Um folk americano, mas com um twist

Father John Misty é o nome com que Josh Tillman, ex-baterista do Fleet Foxes, se apresenta em projecto a solo. Querendo de certa forma distanciar-se de alter-egos, Tillman diz várias vezes que sentiu a necessidade de exteriorizar pensamentos, e por isso pegou em pouca coisa e começou uma roadtrip. Dessa viagem percebeu que não se queria apresentar artisticamente como J.Tillman, queria algo que o distanciasse e fosse suficientemente forte para aguentar com o humor sarcástico e real das letras que escreveu. Nasce assim Father John Misty, finalmente o projecto a solo com visibilidade, apesar das várias investidas ao longo dos anos por parte do seu mentor.

“Fear Fun”, o nome do álbum lançado em Maio de 2012 pela SubPop, apresenta uma sonoridade algo próxima da banda com que tocou quatro anos. O facto de ter trabalhado com o produtor dos Fleet Foxes ou de Band of Horses – Phil Ek – poderá ter ajudado ainda mais para essa proximidade. Ainda assim é um folk americano, mas com um twist… e é esse twist que é difícil de explicar. Uma certa ligação à religião, à música country, mas com toques de humor e uma voz que se aproxima algumas vezes de Roy Orbison, dá-lhe o tal twist que vale muito a pena explorar. Uma espécie de música retro/vintage, mas com substâncias actuais…

O primeiro single – «Hollywood Foverer Cemetery Sing» – pretende chegar ao maior número de pessoas possível e assim catapultar este nome para outras realidades, cenários maiores de mais valorização. E merece realmente.

Este álbum compõe-se por doze faixas, em que há sempre um balancear entre a realidade e o sentido de humor. Músicas com excelentes harmonias, e uma voz algumas vezes monocórdica, tornam-se boas bandas sonoras para espaços vagos na mente mais ocupada, sem ter de recorrer a aditivos (Father John assume que fez isso por nós enquanto escreveu o álbum).

Vale realmente explorar o álbum por completo e deixó-lo em loop pelo menos duas vezes. Não que seja necessário para se gostar (nada de estranha e depois entranha porque facilmente entranha), mas para acompanhar melhor as letras. Músicas como «Now, I’m learning to love the war» ou «Everyman needs a companion» são bons exemplos disso.



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