Festival IN – Festival Internacional de Inovação e Criatividade

Festival IN

O Festival IN acontece de 14 a 17 de Novembro na Feira Internacional de Lisboa (FIL). Assume-se como um ponto de encontro entre criadores, investidores e público em geral. A Rua de Baixo conversou com Fátima Vila Maior, da Fundação AIP, responsável pelo Festival.

[Vamos ter convites para oferecer, estejam atentos à secção de passatempos]

Como é que surge a ideia de promover um Festival dedicado à Inovação e à Criatividade?

A Fundação AIP, enquanto entidade de âmbito nacional e cujo objectivo primeiro é o de contribuir para o progresso e desenvolvimento do tecido empresarial nacional no domínio económico, organizativo, comercial, técnico, tecnológico, associativo, cultural e social, e sabendo da importância que têm hoje em dia as indústrias culturais e criativas, percebeu que havia uma lacuna em Portugal pois não temos um evento deste género. Por isso criámos o Festival IN – Festival Internacional de Inovação e Criatividade, que é o maior encontro de indústrias culturais e criativas alguma vez feito no nosso país e que vai juntar, num espaço de 40.000m2, entre os dias 14 e 17 de Novembro, empreendedores, investidores, sonhadores e criadores. Todos eles vão interagir e ter a hipótese de criar e estabelecer novos negócios e potenciar a exportação da criatividade nacional.

Qual é o balanço que faz da Conferência Internacional da Propriedade Intelectual, que teve lugar no final de Maio?

O balanço que fazemos é extremamente positivo. Tivemos, num único espaço, alguns dos nomes mais importantes nomes que são a favor e contra a propriedade intelectual. Foram abordados diversos temas, tais como a partilha de ficheiros na internet ou o registo de patentes. Tal como foi referido no final do Warm Up do Festival IN, o futuro de Portugal passa pelo crescimento da economia criativa através das suas múltiplas indústrias.

Considera que a questão da propriedade intelectual e até dos registos de patentes e ideias é algo para o qual os portugueses estão sensibilizados?

Os temas inovação e registo de patentes estão sempre na ordem do dia e as indústrias criativas são um pilar fundamental da inovação. Uns defendem que qualquer tipo de criação deve estar enquadrada na propriedade intelectual e que o registo de patentes é uma forma de proteger a criação própria contra o uso indevido e abusivo. No entanto outros defendem que tudo deve ser livre. Urge chegar a um entendimento entre este “triângulo das bermudas”.

O Festival IN foi  pensado para quem?

A Fundação AIP, consciente do seu compromisso para com as empresas e empreendedores portugueses, criou este festival para que pessoas de diversos quadrantes tenham um espaço de aprendizagem, inter-acção, networking e partilha de experiências. Durante 4 dias artistas, pintores, produtores, músicos, publicitários, designers, programadores informáticos, enfim, criadores, sonhadores e empreendedores vão estar num único local para promoção dos seus negócios e projectos.

O Festival IN propõe-se a oferecer experiências sensoriais aos seus visitantes – pode falar-nos um pouco mais dessa oferta e daquilo que podemos encontrar?

Estando o Festival IN assente nas indústrias ligadas à inovação e criatividade de sectores como a cultura, as artes performativas, cinema e vídeo, a música, o design, as tecnologias de informação e comunicação num enorme espaço, como é a FIL, e envolvendo pessoas, naturalmente que todos os sentidos vão ser atingidos pelo impulso de todos os criadores e acções que decorrerão com grande simultaneidade. Estamos a falar de espectáculos de luz, música, performance, conferências, exposições e uma variedade de acções que irão interagir com o público.

Assistimos a um movimento de “regresso ao handmade” : multiplicam-se as lojas e os espaços de venda de produtos feitos por artesãos. Estes já não abrem lojas físicas, limitam-se a construir uma página no Facebook. Temos aqui um exemplo de “casamento” entre o artesanal e o tecnológico? Podem estes “dar as mãos” sem atropelos?

Existe espaço para todos os players. O comércio electrónico em Portugal tem vindo a aumentar nos últimos tempos e todos sabemos que os custos têm de ser reduzidos no ínicio de cada projecto.  O que tem acontecido em Portugal é que muitas pessoas tentam encontrar forma de equilibrar as suas contas através de projectos próprios e que, quando percebem que está a ter resultado e que tem potencial, dedicam-se inteiramente a ele. Também há espaço para estas pessoas no Festival IN.

Considera que os portugueses têm uma tendência natural para a inovação e a criatividade?

Acho que os portugueses são, por natureza, pessoas criativas e inovadoras. O que está a faltar é organização e promoção, tanto interna como externa.



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