festivalalmada2018

Almada, cidade do Teatro

Já começou a 35 ª Edição do Festival de Almada. Esta frase traz uma inevitável tranquilidade às nossas vidas, o deambular de 4 a 18 de Julho pelas esplanadas da Escola António da Costa, mais do que o tempo e as cerejas, anuncia o Verão àquela comunidade que depende do teatro para perceber melhor a sua vida. No entanto este ano, um ano horrível para o teatro em Portugal, o Festival esteve por um fio.

Bigre, pela companhia francesa Le Fils du Grand Réseau abrirá o festival. É o espectáculo de honra, escolhido pelo público no Festival do ano passado.  Este é um aspecto muito característico do Festival de Almada e que o vincula de uma forma muito especial ao público. Em relação ao público, e tal como tudo o que rodeia o espectáculo teatral, provavelmente o espectador comum do Festival não verá a olho nu as consequências do drama e da quase tragédia que se abateu este ano sobre a actividade teatral por causa das questões relativas ao mais recente concurso público de apoio às artes (cortes no financiamento, nalguns casos totais, atrasos de muitos meses nos procedimentos do concurso.

No entanto um olhar mais próximo, perceberá certamente que os cortes de 25% no financiamento à CTA e que se traduziram num corte de 45% no financiamento ao Festival, afectaram significativamente a programação desta edição do Festival que acabou ainda assim por ser salva por um reforço de emergência do apoio dado pela Câmara Municipal de Almada.

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O Festival apresenta 24 produções, nove portuguesas, quinze estrangeiras. Pelos palcos de Almada ou dos vários Teatros associados ao Festival, passará o trabalho de criadores como Joel Pommerat, Paolo Magelli, Emanuel Demarcy-Mota, Pep Tosar, Pierre Guillois, Ivica Buljan, Ignacio Garcia, só para referir em primeiro lugar aqueles que já têm ligações no passado à programação do Festival de Almada. Mas também Serge Aimé Coulibaly do Burkina Faso, Jan Lawers, Jean Bellorini, Pascal Rambert, Rafael Spregelburd, dramaturgo argentino, Pippo Delbono, Michéle Noiret e Hajo Shuler ( que dirige o espectáculo dos Familie Floz) .

Nestes espectáculos há uma supermacia clara das redes internacionais de teatro ligadas ao eixo francófono, França e Bélgica representam assim quase metade das produções estrangeiras apresentadas. A Croácia, a Eslovénia, a Itália, Espanha  e a Alemanha são outros países europeus representados. De fora da Europa, da América Latina, que já foi um dos polos mais fortes do Festival de Almada, chega um espectáculo, do México.

Nos espectáculos portugueses destacamos Colónia Penal, um texto inacabado de Jean Genet inédito em Portugal, uma encenação de António Pires, com filmes de João Botelho, e a participação, entre muitos outros, de Luís Lima Barreto, Hugo Mestre Amaro, Gio Lourenço e Nada de Mim, de Arne Lygre, dos Artistas Unidos, encenação de Pedro Jordão, com, entre outros, Carla Bolito e Pedro Caeiro, Lulu, texto de Wedekind encenado por Nuno M. Cardoso,  Carmen, encenação de Diogo Infante sobre as memórias de Carmen Dolores, num monólogo interpretado por Natália Luiza, A última estação, de Elmano Sancho e a Meio da Noite, de Olga Roriz, que dirige também o Sentido dos Mestres, uma iniciativa de formação do Festival que tem contado com criadores nacionais e estrangeiros e que decorre entre 9 e 12 de Julho na Casa da Cerca. Referência muito especial também para a homenagem que a CTA faz a Romeu Correia, com a encenação por Rodrigo Francisco de Bonecos de Luz, obra do escritor e dramaturgo almadense e aos Melodramas de Horror, recital de poesia alemã que traz Manuela de Freitas aos palcos, acompanhada ao piano por Nuno Vieira de Almeida.

O Festival de Amada apresenta ainda um conjunto muito importante de actos complementares que vão desde as exposições que José Manuel Castanheira concebeu, nomeadamente O pomar das romãzeiras para Yvette Centeno e CTA: 40 anos em Almada (Parte III: A Festa) , os espectáculos de rua, a música na esplanada ( espectáculos gratuitos), os colóquios na esplanada com vários dos criadores que passam pelo Festiva e que numa parceria com a Associação Portuguesa de Críticos de Teatro serão moderados por um conjunto de críticos de teatro portugueses e os Encontros da Cerca, onde, “Sob o Signo da castástrofe (ecologia e politica do nosso tempo” se reunirão Fréderic Neyrat, Giovanbattista Tusa e António Guerreiro .

FESTIVAL ALMADA 2018

Em seguida, uma seleção de alguns espectáculos internacionais e nacionais que provocaram a nossa curiosidade.

KALAKUTA REPUBLIK

Conceito e coreografia de Serge Aimé Coulibaly

FASO DANSE THÉÂTRE (Bobo Dioulasso / Burquina Faso) & HALLES DE SCHAERBEEK (Bruxelas / Bélgica)

ALMADA ESCOLA D. ANTÓNIO DA COSTA Palco Grande

KALAKUTA REPUBLIK

KALAKUTA REPUBLIK

ARIZONA

Texto de Juan Carlos Rubio Encenação de Ignacio García

TEATRO DE BABEL (Cidade do México / México) Co-produção: Instituto Nacional de Bellas Artes (México) e Centro Dramático Nacional (Espanha) Colaboração: National Arts Fond (México) e Embaixada de Espanha no México

ALMADA FÓRUM ROMEU CORREIA Auditório Fernando Lopes-Graça

 

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Arizona

A REUNIFICAÇÃO DAS DUAS COREIAS

Texto de Joël Pommerat | Encenação de Paolo Magelli

GAVELLA DRAMA THEATRE (Zagreb / Croácia) Co-apresentação: Teatro Nacional D. Maria II Ponovno ujedinjenje  dviju Koreja

LISBOA TEATRO NACIONAL D. MARIA II Sala Garrett

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A REUNIFICAÇÃO DAS DUAS COREIAS

 

O QUARTO DE ISABELLA

Direcção de Jan Lauwers

NEEDCOMPANY (Bruxelas / Bélgica) Co-produção: Festival d’Avignon, Théâtre de la Ville (Paris), Théâtre Garonne (Toulouse), La Rose des Vents  (Scène Nationale de Villeneuve d’Ascq), Brooklyn Academy of Music (Nova Iorque) e welt in basel theaterfestival Colaboração: Kaaitheater (Bruxelas)

ALMADA ESCOLA D. ANTÓNIO DA COSTA Palco Grande

 

PHILIP SEYMOUR HOFFMAN, POR EXEMPLO

Texto de Rafael Spregelburd | Encenação colectiva

TRANSQUINQUENNAL (Bruxelas / Bélgica) Co-produção: Kunstenfestivaldesarts e Théâtre Varia, Théâtre de Namur,  Théâtre de Liège e Mars – Mons arts de la scène | Colaboração: Centre des Arts Scéniques Apoio: Fédération Wallonie-Bruxelles, Wallonie-Bruxelles International

ALMADA ESCOLA D. ANTÓNIO DA COSTA Palco Grande

 

ESTADO DE SÍTIO

Texto de Albert Camus | Encenação de Emmanuel Demarcy-Mota THÉÂTRE DE LA VILLE (Paris / França)

Co-produção: Les Théâtres de la Ville de Luxembourg, Théâtre national de Bretagne (Rennes) e Brooklyn Academy of Music (Nova Iorque) | Apoio artístico: Jeune théâtre national | Apoio artístico: Jeune théâtre national | Co-apresentação: Teatro São Luiz Mota

LISBOA TEATRO SÃO LUIZ Sala Luis Miguel Cintra

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ESTADO DE SÍTIO

ACTRIZ

Texto e encenação de Pascal Rambert

STRUCTURE PRODUCTION E C.I.C.T. – THÉÂTRE DES BOUFFES DU NORD (Paris / França) Co-produção: Théâtre National de Strasbourg, TNB Théâtre National de Bretagne (Rennes), Célestins Théâtre  de Lyon, le phénix scène nationale Valenciennes pôle européen de création, Bonlieu scène nationale Annecy, Théâtre de Gennevilliers CDN, Le Parvis Scène Nationale Tarbes-Pyrénées e L’Apostrophe – Scène nationale  Cergy-Pontoise & Val d’Oise | Apoio: Instituto Francês de Berlim e Instituto Francês da Finlândia Apoio: Instituto Francês de Berlim e Instituto Francês da Finlândia Co-apresentação: Teatro Nacional D. Maria II

LISBOA TEATRO NACIONAL D. MARIA II Sala Garrett

 

COLÓNIA PENAL

Texto de Jean Genet | Encenação de António Pires  Tradução de Fátima Ferreira e Luís Lima Barreto

INTERPRETAÇÃO: Luís Lima Barreto  João Barbosa Hugo Mestre Amaro Rafael Fonseca Gio Lourenço Igor Regalla David Spínola  João Maria Francisco Vistas Christian Martins FILMES : João Botelho VÍTIMAS: Márcia Breia Francisco Tavares Jaime Baeta  Carolina Campanela Guilherme Alves

AR DE FILMES / TEATRO DO BAIRRO (Lisboa / Portugal) Co-apresentação: Teatro do Bairro

NADA DE MIM

Texto de Arne Lygre Encenação de Pedro Jordão

ARTISTAS UNIDOS (Lisboa / Portugal) Co-produção: Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana Co-apresentação: Artistas Unidos Nada de mim

INTERPRETAÇÃO:  Carla Bolito Pedro Caeiro Elisabete Pinto Tiago Matias

LISBOA TEATRO  DA POLITÉCNICA

NADA DE MIM

NADA DE MIM

CARMEM

TEATRO DA TRINDADE INATEL (Lisboa / Portugal) Co-produção: Teatro Meridional | Co-apresentação: Teatro da Trindade Carmen A partir de Vozes dentro de mim, de Carmen Dolores Dramaturgia e encenação de Diogo Infante

INTERPRETAÇÃO:  Natália Luiza

LISBOA TEATRO DA TRINDADE Sala Principal

 

A MEIO DA NOITE

COMPANHIA OLGA RORIZ (Lisboa / Portugal) Co-produção: Teatro Municipal de Bragança, Teatro Municipal de Vila Real e Teatro Nacional São João A meio da noite Direcção de Olga Roriz

INTERPRETAÇÃO:  André de Campos Beatriz Dias  Bruno Alexandre Bruno Alves Catarina Câmara  Francisco Rolo Rita Calçada Bastos

ALMADA ESCOLA D. ANTÓNIO DA COSTA Palco Grande

 

BONECOS DE LUZ

INTERPRETAÇÃO:  André Alves André Pardal Carlos Pereira João Farraia  Manuel Mendonça Pedro Walter Rui Dionísio Vanda Rodrigues

COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA (Almada / Portugal)

ALMADA TEATRO MUNICIPAL  JOAQUIM BENITE Sala Experimental

 

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LULU

Texto de Frank Wedekind Encenação de Nuno M Cardoso

INTERPRETAÇÃO:  Afonso Santos António Afonso Parra Catarina Gomes Daniela Cruz João Cardoso João Melo Mafalda Lencastre Nuno Cardoso Nuno M Cardoso Sara Garcia Vera Kolodzig

TEATRO NACIONAL SÃO JOÃO (Porto / Portugal)

ALMADA TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE Sala Principal

 



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