FIKE

Fiquem a conhecer a edição deste ano do Festival de Curtas de Évora. No Alentejo não se vêem só chaparros.

Quando se pensa que os grandes centros urbanos aglotinam toda a programação cultural portuguesa, não se pode estar mais longe da realidade. A grande Lisboa e Porto têm obviamente uma grande fatia do bolo que é a cultura nacional, mas não é por isso que o interior do país e as outras cidades não têm motivos de interesse. Um belo exemplo é o Festival Internacional de Curtas-metragens de Évora que vai já para a sua 4ª edição.

Depois do enorme sucesso da edição do ano passado, está de volta um dos eventos mais revitalizadores da cultura da cidade património mundial, que conta este ano com muitos motivos de interesse e mais de um milhar (sim é verdade) de fitas para ver. Esta quarta edição do FIKE conta com 1446 filmes inscritos oriundos de 77 países dos quais destacamos os 75 portugueses, fazendo com que o nosso país seja o mais representado de todos os presentes, um incentivo bastante importante para quem realiza e produz curtas em Portugal.

O Festival vai decorrer entre os dias 19 e 27 de Novembro no auditório da Universidade de Évora e vai ter várias secções competitivas divididas pelas áreas de ficção, documentário, animação, curta-metragem europeia e curtíssima (películas com menos de 5 minutos), no que respeita à produção internacional, distinguindo na competição nacional a melhor curta-metragem portuguesa e o melhor filme de expressão portuguesa, a ser galardoado com o Prémio Instituto Camões.

Como em qualquer festival que se preze, o público não é esquecido quando se faz o balanço final e no FIKE também vai existir um prémio do público, obtido através da votação do conjunto dos espectadores, presentes em todas as sessões do festival, obtendo-se a decisão através de um valor ponderado, em função do número de espectadores na respectiva sessão.

Para além do cinema, a música também vai marcar presença durante as noites do festival com destaque para a noite de abertura no dia 19 de Novembro, quando os Mão Morta sobem ao palco para um concerto no âmbito da digressão de Outono que estão a promover um pouco por todo o país.

Sem dúvida que esta iniciativa é de louvar e é um grande estímulo para o desenvolvimento cultural do interior, particularmente do Alentejo.



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