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Final Fantasy VII Remake | Análise | PS4

Um retorno fascinante.

“The reunion at hand may bring joy, it may bring fear. But let us embrace whatever it brings. For they are coming back. At last the promise has been made.”

 

Em 2015, foi esta a mensagem que recebemos quando, finalmente, Final Fantasy VII Remake foi anunciado para o mundo. A espera foi longa, mas este universo estava marcado para voltar e deixou o mundo dos videojogos entusiasmado pelo seu retorno.

Chegámos a 2020 e finalmente podemos ter o jogo em nossas mãos. Chegou o momento de vivermos a experiência de FF7, num remake que promete revolucionar e oferecer uma nova perspetiva deste universo. Este promete uma nova versão da narrativa, com mais caracterização do seu mundo e personagens, em conjunto com um sistema de combate renovado e mais orientado para ação.

Esta é a primeira parte deste remake, que será dividido em três partes/jogos (ou seja, uma trilogia). Uma escolha que gerou muita polémica, mas que tem como objectivo oferecer uma experiência mais completa e detalhada deste universo, sem qualquer compromisso.

Agora fica a pergunta, valeu a pena a espera?

Possivelmente, o menu mais marcante dos videojogos

// A expansão de um marco nos videojogos

FF7R (Final Fantasy VII Remake) cumprimenta-nos com uma introdução incrível, que transita de uma cinemática para gráficos em tempo real de uma forma tão natural que nem damos por ela até começarmos a jogar. Esta introdução é bastante fiél ao jogo original e existem muitos elementos perservados da narrativa do mundo, que muitos já conhecem.

Um recomeço marcante e nostálgico

A narrativa desenrola-se em Midgar, a cidade capital da organização Shinra Electric Power. Esta organização fornece energia aos seus habitantes através de “Mako”, a energia/essência do planeta. Sabendo o quão prejudicial esta operação é para o mundo e tentando salvá-lo, o grupo Avalanche desenvolve um plano para impedir o trabalho de Shinra. É aqui que entra o nosso protogonista Cloud, um ex-Soldado da organização que é contratado pela Avalanche para impedir o mal que Shinra faz ao planeta. Este é apenas o começo de uma história longa e recheada de surpresas e situações inesperadas.

No entanto, os novos elementos adicionados à existente e excelente narrativa, que deixou o seu marco na história dos videjogos, é complementada em dois aspetos, sendo o primeiro o desenvolvimento das personagens.

Neste remake, temos uma maior caracterização nas personagens (principalmente, nas secundárias), em conjunto com a adição de novas personagem que complementam o segundo aspeto, a expansão do mundo. Este foi, sem dúvida, expandido de maneiras interessantes e oferece assim uma experiencia mais rica e detalhada da nova narrativa.

Existem muitos momentos marcantes, mas o último capítulo do jogo é sem dúvida o mais marcante, consistindo numa montanha russa de ação e emoção que culmina num final surpreendente e inesperado que irá reacender a chama do mistério e emoção dos maiores fãs. Estes irão ficar ansiosos para descobrir onde este remake irá levar o universo já estabelecido e que todos adoram.

Para os novos jogadores, o final será um pouco demais e talvez confuso, mas certamente o entusiasmo e a vontade de saber mais sobre este mundo irá permanecer.

// Esplendor visual e sonoro

FF7R apresenta visuais soberbos e dos melhores que podemos ver na plataforma. Os modelos das personagens são muito realistas e detalhados. Os cenários são enormes e ricos em pormenores que transformam este mundo em algo vivo.

A população interage através de animações e falas próprias e os inimigos são creativos e detalhados, sendo que alguns incluem lutas de bosses fantásticas. As cinemáticas e as cutscenes, principalmente as de ação e combate, são um espetáculo visual e das melhores que podemos ver nos videojogos.

Os modelos das personagens são visualmente fantásticos

No entanto, existem algumas inconsistências visuais que afetam a experiência. Objetos sem texturas ou pop-ups e fundos estáticos com baixa qualidade são alguns pontos negativos na apresentação visual. Acaba por ser um pouco constrangedor quando temos uma personagem muito detalhada ao lado de objectos que parecem estar a fazer loading das suas texturas.

A inconsistência visual acaba por interromper a experiência

A banda sonora do jogo é fenomenal! Sem dúvida, este é um dos pontos mais positivos que deve ser realçado neste remake. A nova versão encaixa perfeitamente em todos os momentos do jogo, destacando as secções de combate que nos deixam completamente em ânimo.

// Deixamos os turnos, viramo-nos para a ação!

Por falar em combate, este é um dos tópicos que mais receio deixa aos fãs. A experiência clássica de combate por turnos era algo que alguns fãs desejavam que se mantivesse. No entanto, este novo sistema de combate é como uma evolução desse clássico mas com um maior foco na ação e liberdade.

Um combate de ação, mas estratégico

Cada personagem tem uma habilidade/modo especial que podem ativar a qualquer momento, mas que incentiva a sua utilização num momento estratégico do combate.

FF7R é um jogo desafiante que exige que sejamos cautelosos no nosso estilo de combate. Para pensar e melhorar a nossa estratégia, podemos ativar um modo em que o jogo pausa e selecionamos a habilidade que queremos utilizar, planeando assim o nosso próximo passo.

Podemos jogar com várias personagens, desde Cloud, Barret, Tifa ou Aerith. Estas tem o seu próprio estilo de combate que por vezes é essencial para diversas situações. Através de “Materia”, todas as personagens conseguem utilizar magia e outras habilidades/powerups, assim como Summons.

Os Summons são um espetáculo visual durante o combate

Temos também a gestão de equipamento (armas e acessórios) para melhorar os stats das personagens, em conjunto com um novo sistema de upgrades para cada uma das armas existentes no jogo. Cada uma tem um foco de combate, seja em combate fisico, magia ou algo mais equilibrado.

Em conclusão, o combate de FF7R é viciante e desafiante. Com o seu visual rico e qualidade de animações soberba, propõe uma dose de adrenalina e diversão ao jogador.

Quando este termina, temos sempre a exploração contínua dos cenários do jogo. Estes foram expandidos e há bastante liberdade, assemelhando-se a um mundo aberto. No entanto, em missões da narrativa a exploração é mais linear.

Para complementar a narrativa, temos também Sidequests e Minijogos. No entanto, as Sidequests deixam a desejar, sendo muito básicas e aborrecidas. Já os Minijogos são uma distração divertida. Ambos oferecem recompensas ao jogador.

Tiro ao alvo é um dos minijogos presentes

Temos aqui um jogo bastante completo em conteúdo, que pode rondar entre as 34/40 horas de jogo numa primeira playthrough. Após acabármos o jogo, o “Hard Mode” é desbloqueado e, em conjunto, existem outros incentivos ligados à narrativa para jogarmos novamente o jogo.

// Veredito

FF7R é uma experiência fantástica e renovada de um clássico que é adorado por muitos. Através do nível de detalhe e polimento que o jogo oferece, sentimos que o jogo foi construído com muito carinho e atenção. O que temos aqui é algo verdadeiramente especial e que tem um enorme potencial para, novamente, deixar uma marca na história dos videojogos.

Recordando a referência citada no início desta review, vamos deixar os receios de lado e confiar que o que temos aqui, nesta primeira parte, é uma mensagem (extremamente) positiva e digna de todo o seu mérito, pois algo certamente grandioso está para chegar.

Prós:

  • Uma narrativa cativante do início ao fim
  • Visualmente fantástico
  • Banda sonora marcante
  • Um combate renovado, viciante e desafiante

Contras:

  • Inconsistências visuais
  • Sidequests aborrecidas
  • O final pode ser confuso para os novos jogadores

 

N.º de Porta:­

9/10

 

 



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