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Final Fantasy XII: The Zodiac Age | Análise

Bem-vindos de volta a Ivalice!

Além de um novo enredo, recheado de novas personagens e lugares, cada Final Fantasy numerado faz sempre questão de se acompanhar por novas nuances ou dinâmicas, em termos de jogabilidade, que não só reforçam a distinção entre cada entrada na série mas também a sensação de novidade, pela forma como os fãs a vão jogando. Em 2006 foi a vez de o exclusivo para a PlayStation 2, Final Fantasy XII, marcar um novo passo em frente nesta tão aclamada série JRPG. O sucesso foi de tal forma tremendo que, hoje, 10 anos depois, os fãs podem novamente desfrutar desta experiência, ou conhecê-la pela primeira vez, naquela que pode ser considerada como a sua versão definitiva.

Com Final Fantasy XII: The Zodiac Age, o que já era bom, está ainda melhor, ao tirar proveito das capacidades da actual geração de consolas da Sony. A história continua a ser a mesma, bem como o leque de personagens que compõem a nossa party e as quais iremos acompanhar ao longo de toda a aventura. O combate continua a ser o que revolucionou a série na altura, com o seu sistema em tempo-real e explorar Ivalice confere ainda a mesma sensação de estarmos a jogar um MMO com elementos de Monster Hunter. Aliás, agora podemos até apressar a acção, com o simples pressionar de um botão, sempre que o desejarmos, tornando certos momentos de exploração menos aborrecidos. O grafismo, que dá vida e cor a toda a acção que decorre no ecrã, cumpre e muito bem, fazendo desta uma remasterização de grande qualidade. Mas The Zodiac Age vai mais longe.

Além do grafismo aprimorado, nesta versão o principal destaque cai sobre o sistema de profissões, o License Board. Os fãs seguramente se lembram que era aqui que, mediante o gasto de License Points (LP), era desbloqueado o acesso às várias peças de equipamento ou habilidades das nossas personagens. Pois bem, contrariamente ao da versão original que era universal para todas as personagens (uma autêntica confusão), agora o License Board surge dividido em 12 pequenos tabuleiros. A cada um, corresponde uma profissão e cada membro da nossa party pode vir a escolher um máximo de duas. Desta forma, podemos ter agora no campo de batalha, um Samurai/White Mage ou um Machinist/Black Mage, por exemplo.

Esta revisão ao License Board é sem duvida a cereja no topo do bolo. A acessibilidade que oferece, faz com que seja extremamente gratificante percorrer estes tabuleiros, à medida que vou gastando os License Points e adaptando as personagens ao meu estilo de jogo. Ainda que a jogabilidade seja a mesma, o nosso grupo pode agora surgir com um maior leque de papéis a desempenhar e, com isso, surge o desafio de saber descortinar qual a melhor altura para alternar entre os vários membros da party. Isto, de modo a que possamos responder adequadamente aos vários desafios que forem surgindo ao longo desta aventura. E se eles são vários!

A dificuldade acresce à medida que progredimos, claro, mas em The Zodiac Age muitos dos confrontos foram revistos, tornando esta versão bem menos implacável do que a original. Atenção que isto não significa que o jogo esteja mais simples. Continua a ser necessária uma avaliação prévia ao equipamento das várias personagens, bem como a feliz atribuição dos Gambits adequados (uma espécie de piloto automático ao qual podemos incluir o executar de certas e determinadas acções). Isto claro, já para não falar da decisão sobre quais os membros da party que iremos levar para o campo de batalha. As frustrações são menores, claro, mas uma má decisão continua ainda a ser meio caminho andado para um final prematuro da nossa aventura. Felizmente que a nova capacidade de Auto Save está lá para aligeirar as coisas, juntamente com os rápidos loadings que depressa nos colocam de volta à acção.

Se aquando do seu lançamento em 2006, foi impossível para mim não ficar rendido a Final Fantasy XII, o que dizer agora de The Zodiac Age? Sim, tal como acontecia na versão original, por vezes ainda é difícil descortinar para onde devo seguir, de modo a dar continuidade à aventura. Mas não obstante, a história continua envolvente e o combate surge mais aliciante do que nunca, mas há algo que para mim é muito bem-vindo. Falo das vozes originais em Japonês, pois foi a dobragem em inglês que no passado acabou por comprometer toda a minha experiência. A isso alia-se a banda sonora que, completamente reorquestrada, compõe todo o ramalhete que é este Final Fantasy XII: The Zodiac Age. Ainda que nem tudo tenha envelhecido bem, os fãs têm aqui uma nova forma de jogar uma das mais aclamadas entradas na série, ao passo que para os novos jogadores esta é a melhor forma de a conhecerem.



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