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Final Fantasy XV Windows Edition | Análise

Final Fantasy no PC como nunca antes visto

Haverá poucos jogadores que desconheçam a saga Final Fantasy. O primeiro jogo desta já longa série foi lançado em 1987, para a velhinha NES, e foi imediatamente um sucesso. Como tal seguiram-se as inevitáveis sequelas.

Em 2016, o 15º episódio da saga chega à PlayStation 4 e à Xbox One. Os jogadores do PC tiveram de esperar mais dois anos para poderem finalmente acompanhar a viagem de Noctis e dos seus amigos. Será que a espera valeu a pena?

Final Fantasy XV chega ao PC com a “Windows Edition”, ao mesmo tempo que uma nova edição do jogo na PS4, a “Royal Edition”. Estas versões são iguais, trazem o jogo original e todos os DLC’s lançados entretanto.

Para alem de acesso a todo o conteúdo de Final Fantasy XV de uma só vez, os jogadores de PC recebem um jogo portado das consolas, de uma forma bastante competente, e tirando partido de tudo o que as placas gráficas de topo oferecem.

O jogo está visualmente fabuloso e não notei quebras de performance ao longo da aventura.

Final Fantasy XV acompanha a viagem de Noctis, um príncipe do reino de Lucis, que vai ao encontro da sua noiva, Lunafreya. Esta viagem passa-se em Eos, um mundo dividido, em que o pai de Noctis é o soberano de uma das poucas zonas independentes. Durante a ausência de Noctis, o seu reino é atacado com graves consequências. Para não deixar os tão indesejados spoilers, o resto da história fica para os jogadores descobrirem!

O jogo baseia-se muito na viagem de Noctis por Eos, juntamente com os seus três companheiros, e a relação entre estas personagens. Para auxiliar a nossa viagem temos disponível um carro: Regalia. E vamos passar muito tempo nele! Curiosamente, mesmo o tempo passado nas viagens de carro é agradável e não senti vontade de saltar estas partes.

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Podemos ir comprando bandas sonoras (muitas de jogos anteriores) para ouvir no carro ou simplesmente ir vendo a paisagem ou ouvir as conversas das personagens. Mas como não podia deixar de acontecer em Final Fantasy, os clássicos Chocobo também estão presentes, permitindo uma maior liberdade ao viajar pelo mapa.

O jogo desenrola-se num mundo aberto, onde, para além da história principal, temos também várias side-quests espalhadas pelo mapa. Estas são normalmente do tipo recolher o item X ou matar um determinado número de inimigos. Servem principalmente para ganharmos mais experiência, mas na realidade pouco acrescentam à história do jogo. Parece-me que o mundo de Eos ser melhor aproveitado e, neste aspecto, com mais, e mais útil conteúdo.

Apesar de passarmos quase todo o jogo na companhia dos nossos três amigos, só controlamos Noctis. Mas nãos se pense que as outras personagens estão ali apenas a fazer número. Cada personagem tem a sua especialidade, cuja função se torna bastante útil para o resto da equipa.

Noctis é um especialista em pesca, e existem vários pontos no mapa em que podemos dar azo aos nossos dotes de pescador. O peixe que apanhamos pode ser usado pelo Ignis, cuja especialidade é cozinhar. Os pratos por ele feitos dão “buffs” a toda a equipa.

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Gladiolus é o especialista em sobrevivência, e quanto maior for a distância que percorremos durante o dia, mais essa habilidade vai evoluindo, permitindo-nos encontrar itens de melhor qualidade.

Prompto tem talvez a habilidade menos útil, mas nem por isso menos interessante: fotografia. O nosso amigo anda sempre acompanhado de uma máquina fotográfica e vai captando momentos do nosso dia. À noite, no acampamento podemos ver as fotos e escolher quais queremos manter.

Os acampamentos são uma parte bastante importante do jogo. Não é obrigatório passar a noite recolhido, mas até certo ponto pode ser conveniente. É que o mundo de Eos é povoado por estranhas criaturas durante o dia, que vamos conseguindo evitar, mas durante e noite é quase inevitável depararmo-nos com demónios, vários níveis acima do nosso, o que nos coloca numa situação complicada.

Ao acampar em alguns sítios específicos do mapa, passamos a noite em segurança e é nestes momentos que todos os pontos de experiência que acumulamos são “absorvidos”, ou seja, só nestas alturas é que a nossa equipa sobe o seu nível e podemos usar esses pontos para aprender habilidades novas no menu de “Ascention”.

Normalmente, perto dos locais dos acampamentos temos também as fontes de matéria prima para a magia. Como não podia deixar de ser, a magia está presente em Final Fantasy, mas temos de ter algum cuidado a usá-la, já que as fontes são escassas. Para usarmos feitiços temos de absorver os elementos das tais “fontes” existentes no mapa. Depois de absorver a magia no seu estado mais puro, conseguimos usá-la para criar ou combinar feitiços de elementos diferentes.

Em Final Fantasy XV, o sistema de combate é um pouco diferente de outros jogos da série. Quem estava habituado a um combate mais táctico, e por turnos, vai ver aqui uma grande alteração.

Infelizmente, esta alteração nos combates torna o sistema menos profundo e bem mais simples de executar. Na realidade, basta ir acertando nos inimigos e invocar as habilidades dos nossos companheiros. Quando o fazemos, Noctis é chamado a completar a acção. Para isso é preciso carregar num determinado botão na altura certa. Em batalhas mais longas nota-se mais este padrão repetitivo.

Temos de ter cuidado também com a utilização da magia no combate, já que os nossos companheiros são também afectados por ela.

Na prática, apesar de ser um sistema mais simples, requer alguma habituação. Como não tem as paragens habituais num sistema por turnos, toda a acção desenrola-se de forma bastante rápida e precisei de alguns combates até me habituar ao fluxo e ritmo das batalhas.

No que este sistema peca por falta de profundidade, compensa com a parte visual e sonora. Os efeitos gráficos e sonoros são irrepreensíveis!

Apesar de não ter combate por turnos, a Square Enix permite ao jogador escolher um modo de combate em que existem pausas – basta pararmos de nos mexer ou tirarmos o foco de um dos inimigos. Estas pausas permitem a Noctis analisar os adversários, ver quais os pontos fortes e fracos deles e usar itens se necessário.

Como não podia deixar de ser num jogo da saga Final Fantasy, também os famosos Summons estão presentes, mas não de forma totalmente controlada por nós. Não deixam , no entanto, de ser momentos absolutamente fantásticos e memoráveis!

Tal como é apresentado no início do jogo, Final Fantasy XV é um jogo para fãs e para novos jogadores. Enquanto que os jogadores antigos vão sentir-se em casa e reconhecer os elementos característicos de um Final Fantasy, os novos jogadores rapidamente vão ver-se envolvidos pela viagem de Noctis e pelo deslumbrante mundo de Eos.



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