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FMM Sines 2019 (23.07.2019)

O serão de terça-feira levou-nos a visitar o Centro de Artes local. Num primeiro acto tivemos o privilégio de viajar sem sair do lugar com os Montanhas Azuis.

Podem ler os artigos das reportagens dos restantes dias nos seguintes links: dia 24, dia 25, dia 26 e dia 27.

A tardinha em Sines ofereceu-nos a actuação da Sax Machine, que injectou uma onda de animação desde o primeiro minuto em toda a gente presente no Largo Poeta Bocage. A trindade em palco, composta por dois sopros e um MC, joga com batidas e samples, sobre os quais o saxofone e o trombone vão desfilando. As bases sonoras deslocam-se entre o hip-hop, o acid jazz, e até o house (ou não fosse o rapper RacecaR oriundo de Chicago) com um saltinho ligeiro ao trap.

O serão de terça-feira levou-nos a visitar o Centro de Artes local. Num primeiro acto tivemos o privilégio de viajar sem sair do lugar com os Montanhas Azuis. Uma jornada que exige ser sentida desde o arranque, sob pena de sermos um corpo estranho à deriva no experimentalismo alinhavado por Norberto Lobo, Bruno Pernadas e Marco Franco.

Após assinar uma passagem extremamente positiva pelo festival MIL, há escassos meses, Blu Samu retornou a Portugal para conviver mais um pouco com os seus compatriotas. A cantora luso-belga, acompanhada apenas por DJ, rápida e facilmente agitou o auditório sineense, com muita gente a levantar-se das cadeiras e a deslocar-se para as laterais, de forma a dançar adequadamente os beats em ebulição. Blu Samu mora algures entre o rap, a soul e o jazz vocal (com uma piscadela isolada ao drum n’ bass), usando a sua belíssima e elástica voz para tornar as composições bem aliciantes.

O Largo Poeta Bocage recebeu, já depois da meia-noite, os The Venopian Solitude, filhos da criatividade da enérgica Suiko Takahara. Arrancou inicialmente sózinha com o projecto, mas alinhou mais tarde uma banda para aprofundar todas as suas ideias musicais. The Venopian Solitude espalhou muita pop malaia pelo repleto largo, ora mais agitada, ora mais despida e pueril. Quando correctamente conjugada, a receita sai quase sempre interessante, algo contraposto por outros momentos mais insípidos. A mentora do grupo revelou uma forte e animada presença em palco, valendo indubitavelmente como um dos pontos fortes da actuação.

Para encerrar a noite, a brasileira Flávia Coelho repetiu a presença em palco do dia anterior, mas num registo de soundsystem.

 

Podem ler os artigos das reportagens dos restantes dias nos seguintes links: dia 24, dia 25, dia 26 e dia 27.



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