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Fort Makers

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

Não poderia existir outro mote de sobrevivência para drescever “Fort Makers”, um grupo de velhos amigos artistas que viajam, criam, exploram e fazem arte juntos. Um “gang artístico”, onde cada um enche a alma do próximo e melhora cada característica pessoal de todos os elementos do grupo, para que todos os dias sejam pessoas melhores. Um ensinamento não somente de arte mas de amizade e vida.

O primeiro projecto nasceu da mente brilhante de Naomi Clark, a “pintora-bailarina”. Velhos cobertores de lã para acampar comprados no Ebay, em mercados artesanais e em vendas de garagem, tornaram-se na colecção “Quilt Paintings” e consequentemente, nas suas principais telas de criação.  Depois personalizam-se: recortam-se, tingem-se e cozem-se, uma e outra vez. Eis uma nova função e um novo caminho para estes velhos cobertores. “The Blacket Project” – A vida depois da morte dos seus ricos velhos trapos.

Mas mais projectos se avizinham, até porque ainda existem mais talentos por descobrir. Depois dos trapos, vem a roupa. Uma belissima conjugação de pensamentos e projectos, visto que não sobrevive uma sem a outra. “The Dress Project” faz as delicias da artista Naomi Clark, de Nana Spears, o “cerebro criativo” e de Lauren Nevada, a “menina fashion”. Três mulheres por trás de um projecto também ele feminino na sua formúla e essência. Os cobertores outrora velhos e sem destino, são substituídos por sedas e algodões tingidos à mão, que se transformam em verdadeiras obras de arte … para vestir. Verdadeiras estórias contadas através de traços abstractos e energéticas cenas desenroladas em todo o seu comprimento de tecido. Os vestidos são brutalmente cortados destas grandes composições, para que cada vestido seja unico e pessoal.

Por fim temos “Leave it to beaver set”. O projecto levado a cabo pelo unico homem da casa: Noah James Spencer. Aqui deixamos a moda para trás e começamos de dentro. “Lar doce lar”, a mente e o descanso do corpo. Em 2010, Spencer trouxe-nos “Sunday Chair”, o primeiro rebento. Uma cadeira típica de Domingo, recostada e tão preguiçosa como os nossos corpos sonoletos numa tarde solarenga de Domingo. Segunda-feira simplesmente não existe. Mas “Leave it to beaver set” não é somente constituida por uma única cadeira. Na na na! Este projecto é composto por uma completa colecção de mobilias que estabelecem uma relação entre a arte e o design, sobre um contrutivo e descontrutivo processo de construção. Confusos? Segue-se a escarificação, a serragem e demolição da peça. Processos estes naturalmente deixados a cargo dos verdadeiros castores. “Leave it to beaver set” é uma forma linear e orgânica que comporta mobilia funcional e ao mesmo tempo escultural.

Nova Iorque é a sede do seu forte, que aposto ter sido também ele construido de madeira e panos velhos tingidos em forma de tenda.



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