“Gangster Squad – Força Anti-Crime”

“Gangster Squad – Força Anti-Crime”

Uma homenagem a todos os filmes sobre gangsters e máfia

Muitos são os filmes sobre a Máfia que marcaram todos estes anos. “Godfather”, “Scarface” ou “Goodfellas” são apenas alguns dos exemplos de obras-primas extremamente bem engendradas e colocadas no ecrã para que todos tenhamos uma melhor noção de como eram os gangsters do passado.

É óbvio que depois de vermos tantos filmes relacionados com este tema, ainda por cima grandes filmes, a expectativa cresce quando nos dias de hoje se lembram de realizar um filme sobre a Máfia. O que não quer dizer que nos dias que correm não se façam bons filmes sobre esta temática. “American Gangster” ou “Eastern Promises” são disso belos exemplos.

E depois ouvimos falar em “Gangster Squad – Força Anti-Crime”. Vemos um trailer onde um conjunto de bons actores aparece e em que a época da Máfia vivida nos anos 40 nos parece extremamente bem retratada. Aí as expectativas sobem.

Foi isso mesmo que aconteceu com este filme do realizador Ruben Fleischer, que já tinha realizado o conhecido “Zombieland” e que desta vez optou por se basear no livro “Gangster Squad” de Paul Lieberman.

Num sentimento pós-guerra, podemos assistir ao retrato fiel da cidade de Los Angeles, no fim dos anos 40, rodeada de criminosos e pessoas que dominavam a cidade do crime. Neste caso Mickey Cohen, que realmente existiu e que era na altura um enorme criminoso, que lidava com negócios de droga, prostituição e casinos. Era também membro da American Mafia e da Jewish Mob. Em Gangster Squad esta personagem é retratada por Sean Penn, que mais uma vez demonstra que é um actor brilhante e que se adequa a qualquer tipo de papel. Existe um exagero notório na sua personagem, visto que Mickey Cohen não era na realidade quem dominava Los Angeles. Cometeu vários crimes, dominava a Máfia da altura, mas não era, de todo, quem comandava a cidade, mas filmes são filmes, e nem sempre retratam fielmente a realidade dos factos.

Gangster Squad é uma equipa, uma unidade, dentro da Los Angeles Police Department, liderada por John O’Mara, aqui representado por Josh Brolin, que vai tentar acabar com o crime e a Máfia que reina em Los Angeles.

O que acontece em “Gangster Squad – Força Anti-Crime” é que toda a ideia inicial, e todo o conjunto dos actores que pertencem ao filme, tinham tudo para que este filme fosse brilhante, mas a verdade é que isso não acontece. O argumento podia ser muito melhor e os diálogos podiam ser muito mais fortes, sem a componente de comédia, que neste caso não funciona de todo.

O elenco de brilhantes actores é, na minha opinião, a mais-valia de todo o filme, sendo o seu desempenho extremamente dedicado e sofrido. Ryan Gosling aparece num registo diferente do qual nos habituou, mas mesmo assim consegue brilhar, mostrando-se um actor completamente esforçado. Há um ponto que não tem sentido nenhum e quem vir o filme vai reparar automaticamente; porquê a voz fina e feminina, quando a sua personagem, Jerry Wooters, é no fim de contas um polícia duro e dedicado ao seu dever?

Por outro lado, Emma Stone consegue, com Grace Faraday, interpretar de uma maneira bastante competente, uma sedutora lady dos anos 40, com todo o seu charme e classe. Apesar da química entre Emma e Ryan não estar no seu auge, ao contrário do que todos pensávamos, os seus papéis em separado são bastante consistentes.

Nick Nolte aparece pouco, mas o suficiente para marcar a sua presença num filme em que a sua personagem vai de acordo com a sua competência natural.

Com uma direcção de arte brilhante, todo o filme ganha por pormenores de estética de câmara lenta de Fleischer e pelo sentimento pós-guerra, em que é notório o sentido de dever pela Nação, por todos os que a defendem.

“Say Hello to Santa Claus”, uma frase do personagem interpretado por Sean Penn, é de certa maneira uma homenagem a todos os filmes sobre gangsters e Máfia que brilhantemente foram realizados até ao dia de hoje.



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