Ghost in the Machine

#2 (Humanize) marca o regresso às edições da banda lisboeta e pretende mostrar que não há maquinas sem humanos.

Se existem características importantes para uma banda conseguir um espaço no mundo discográfico português, as mais evidentes são a persistência, coragem e capacidade de fazerem chegar a sua música ao público. Os Ghost In The Machine são, sem dúvida, um bom exemplo da junção de todas estas características. Ensaiam na mesma sala há pelo menos oito anos, comemoraram no ano passado o seu quinto aniversário “oficial” e optaram mais uma vez pela edição de autor para lançar um novo registo de originais.

Composta por cinco amigos de infância – Pedro Henriques (voz), Tiago Dias (bateria), Henrique Caeiro (guitarra), Gonçalo Santos (baixo) e João Moreira (teclas, sampes e programações) – a banda lisboeta apresenta-se agora com um novo trabalho, que pode ser considerado como o primeiro trabalho “a sério” do conjunto, pois o primeiro registo (#1) não foi mais que uma “grande maquete” onde reuniram todo o material que tinham disponível e decidiram enviar para os meios de comunicação de forma a divulgar o seu trabalho. Voltaram às gravações, mais maduros, com uma grande vontade de trabalhar e com muita ambição.

Este segundo trabalho dos Ghost In The Machine assenta principalmente no distanciamento da banda em relação aos ambientes mais electrónicos, optando pelo lado mais humano e por temas mais melódicos. Os temas “Ocean Mirror”, “X Genes” e “The Man Who Walks Alone With A Flame of His Own” faziam parte do primeiro álbum da banda e foram de novo editados neste registo com o objectivo de não serem esquecidos e de serem apresentados àqueles que ainda não conhecem o trabalho da banda.

Os “novos” temas, embora perdendo alguma pujança devido à fuga da banda das lides mais electrónicas, encaixam perfeitamente no conceito da banda, tornando-os mais humanos e menos “artificiais”. O problema desta “humanização” encontra-se na pesada monotonia do álbum e na falta de elementos novos e diferentes de tema para tema. Elementos esses que podiam ser trazidos pelo uso de uma electrónica mais vincada e mais acentuada. Ao contrário daquilo que acontece ao vivo, a voz de Pedro Henriques aparece um pouco àquem daquilo que realmente vale, o que é uma pena e serve como aviso para próximos lançamentos.

Com um maior cuidado a nível da produção e alguma coragem na abordagem aos temas, os Ghost In The Machine poderão encontrar o seu espaço na música portuguesa. Têm músicos de qualidade e vontade de evoluir, por isso, o futuro será de certeza risonho para a banda. Não desistam e boa sorte.

Os Ghost In The Machine irão estar presentes no dia 7 de Fevereiro na Fnac de Almada e no dia 8 na Fnac do Colombo. Quem quiser descobri-los ou revê-los dê lá um saltinho porque irá valer a pena.



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