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Ginga Beat, Ginga Hertz, Ginga Digital: uma métrica universal!

Em Janeiro, o programa da Red Bull Music Academy Radio chegou às 100 emissões.

Composta por cinco elementos – Rui Miguel Abreu, Violet, Dj Mpula, DJ Ride e Gustavo Rodrigues – que materializam uma filosofia chamada Partilha, somam múltiplas linguagens em uníssono. Aos Sábados, na Antena 3 das 10h00 às 11h00, conquistam territórios  “jazzfunktechnohiphopdubsteprockindiefolkreggae” que nos ampliam a percepção, nos apuram o gosto e o ouv(sent)ido.

Em jeito de comemoração de um mês de Janeiro dourado e aproveitando os balanços de final/início de ano novo conversámos com Rui Miguel Abreu, Violet e DJ Mpula.

Qual o balanço que fazem desta partilha e qual foi a que mais prazer vos deu emitir?

Rui Miguel Abreu (RMA) – O balanço tem-se feito em cada uma das emissões e, no meu caso, é extremamente positivo. O espírito aventureiro do Ginga Beat permite partilhar muita música que, dificilmente, encontraria eco noutro formato e isso só aumenta a fasquia. Dou por mim a ouvir discos novos e a pensar imediatamente: isto tem a cara do Ginga Beat! De Mulatu Astake, Dâm Funk a Kyle Hall, muitos são os nomes que tenho tido o prazer em partilhar.

Violet – Não sei se consigo escolher um programa/artista em particular. Destaco, no entanto, as emissões realizadas em conjunto com a RBMA, em Londres. Estas trouxeram à rádio muita música, literalmente, acabada de fazer. Foi inspirador!

DJ Mpula – Gosto, especialmente, de programas em que passo cd’s pirata de Luanda. Composições que não estão disponíveis digitalmente ou maquetas que os artistas me entregam

Violet, uma vez que o Ginga Beat se insere na plataforma internacional da Red Bull Music Academy Radio qual o “feedback” que obtêm, a nível do panorama nacional? Como coordenam/seleccionam os novos talentos?

Violet – O feedback da RBMA radio tem sido muito encorajador. A nossa colega Emma Warren que faz o “Wandering Feet Podcast” e o “Pick N’ Mix” da RBMA tem vindo a elogiar-nos ao longo destes 100 episódios. Inclusivé já me pediu música nova portuguesa para passar nos seus programas. Os novos talentos são, quase todos, encontrados online ou através de promos que nos enviam.

A linguagem adoptada no início do Ginga Beat era, maioritariamente urbana, privilegiando o dubstep, kuduro, etc. Sentiram necessidade de explorar novas abordagens?

RMA – Acho que uma das marcas do Ginga Beat é, precisamente, a capacidade de sobrevoar os vários géneros. Podemos ter feito programas a incidir no dubstep mas no programa seguinte estávamos, provavelmente, a divulgar um novo lançamento funk ou a evidenciar uma reedição de uma preciosidade clássica brasileira. Nunca estamos concentrados numa única linguagem.

Violet – O Ginga Beat sempre foi um espelho da música relevante que se faz pelo mundo inteiro. Quem ouvir os nossos programas vai, facilmente, perceber que estilos como o dubstep ou o kuduro representam uma fracção do universo Ginga Beat.

DJ Mpula – Por proximidade, tenho uma atenção especail a Angola mas não me preocupo muito com estilos sejam estes étnicos ou urbanos. Idealmente tem os dois lados. Quanto mais abertura, melhor!

Sentem o vosso trabalho reconhecido como importante veículo de novas apresentações?

RMA – O que importa é reconhecer a qualidade da música e dos artistas que fornecem a matéria prima. Acredito que aí, sim, há um reconhecimento.

Violet – Sim! Várias pessoas (as mais inimagináveis) já me vieram pedir detalhes sobre este ou aquele novo artista que evidenciámos no programa.

DJ Mpula – Os artistas conhecem o programa e associam-no a uma janela que promove as novas produções.

A Ginga Beat “crew” já tinha alguma ligação à rádio? Quais são as vantagens deste formato de comunicação digital/hertz?

RMA – Já tinha ligação à rádio, nomeadamente à Antena 3. A vantagem é que deixa de haver fronteiras. Emitindo em FM permite-nos chegar às pessoas de uma forma tradicional, mas a internet maximiza o sinal e leva os espírito Ginga aos quatro cantos do globo.

Violet – O Rui Miguel Abreu e o Mpula já têm uma carreira admirável nestas lides. O Ride, o Gustavo e eu só tínhamos estado em ambiente de rádio como artistas/entrevistados/sets, etc. A rádio tem um poder de divulgação incomparável.

DJ Mpula – Faço rádio há 18 anos. Acessibilidade é a vabtagem. Qualquer pessoa pode ouvir em qualquer lugar, mesmo que acidentalmente. Gosto de imaginar alguém a sintonizar, sem intenção, e ser surpreendido por algo que não procurava.



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