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GMR 360º | Dia 1

A organização do 360º apostou num cartaz arrojado e em que se registou um empate no número de artistas vimaranenses e convidados internacionais

A Montanha da Penha, em Guimarães, é um local caracteristicamente turístico e em que jamais se tinha ensaiado organizar um verdadeiro Festival de Verão. Não que a ideia não se tivesse já erguido, mas porque para avançar com tal projecto é preciso audácia e atrevimento. Nestes dias 29 e 30 de Junho, a Penha é o palco do GMR 360º.

A organização do 360º apostou num cartaz arrojado e em que se registou um empate no número de artistas vimaranenses e convidados internacionais. Foi seguindo esta linha que os Fragmentos foram os escolhidos para estrear o palco no dia de abertura.

Antecedendo o concerto mais aguardado da noite, o de David Fonseca, a banda de Guimarães ofereceu um concerto semelhante ao que tem vindo a ser o seu estilo. Com maturidade e sem muitos comedimentos, a banda vimaranense tocou todos os singles que lhes foram mostrando o caminho para o êxito nos últimos anos.

Em ano de estreia do novo EP homónimo da banda, o 360º acabou por se evidenciar como o melhor palco para apresentar o seu mais recente trabalho.

A longevidade do projecto e a sua perseverança contrasta cada vez mais com a abrupta necessidade evidenciada nos dias de hoje. “Fragmentos”, o EP, mostrou ser um trabalho de afirmação duma sonoridade e duma forma madura de estar no espectro musical nacional. Exemplo disso foi a reação do público ao single «A Hora De Estar Bem» que constou da banda sonora da telenovela da TVI “Doce Tentação”.

O público vimaranense sempre acarinhou esta banda, pelo que a noite de ontem não foi excepção.

David Fonseca, o calorento

David Fonseca era o mais aguardado e acreditado artista da noite. No seu primeiro concerto open air do ano, foi com o tema «Under The Willow» do novíssimo “Seasons-Rising”, que aqueceu a noite das cerca de mil pessoas que se deram ao luxo de subir a Montanha da Penha para o ver.

Num concerto em que não se limitou a “deixar tocar” o seu novo álbum, David Fonseca regalou o público com temas de outros brilhantes álbuns, como «Cry for love», «Kiss Me», «Stop 4 A Minute» e «Superstars». Terminando o concerto, foi tempo de ouvir «What life is for», um dos maiores êxitos do álbum estreado neste ano.

Com o público aos saltos e com as maçãs do rosto num vermelho-vivo, o artista da cidade do Lis não pôde deixar de regressar ao palco para o encore. «80’s» foi o tema escolhido. Boa opção, pelo menos a julgar pelo que a reação do público deixou parecer.

Enquanto começava o “desfile” da arrojada artista multimédia Cibelle, na Área Electrónica os nortenhos Tiago AZ e JUNO já arrancavam as suas actuações. Seguir-se-iam Booka Shade, Miguel Rendeiro e Rui Vargas. Todos nomes fortes e apelativos, para uma noite sem a ajuda do caldo e cozimento da chuva.

Um excelente recinto no Pio IX seria o ideal numa típica noite de Verão. Por estas e outras razões a gota, ou as gotas de água, recusaram-se a compadecer com o êxito de um primeiro dia de festival que tinha tudo para dar certo.

Hoje, 30 de Junho, os nomes fortes são Nouvelle Vague e Orelha Negra no Palco Concertos e Félix da Housecat na Área Electrónica. Será que é desta que as coisas correm bem?



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