“God of War: Ascension”

“God of War: Ascension” | Análise

Sangue .... muito sangue!

Quando foi lançado, no início de 2010, o esperado “God of War III” teve uma boa recepção. Afinal, era o fim de uma saga iniciada há oito anos (sim, éramos jovens) e revelaria entretanto o esperado confronto de Kratos contra os deuses do Olimpo. Pronto, Santa Monica, devias ter parado aí! – mas nãããooo, a Sony queria mais!

A cena de fazer estes prelúdios de filmes e jogos está em grande, e o “novo” – para não dizer último (sim, John Hight, o director da Santa Monica, garantiu que podemos esperar mais) –  episódio da saga “God of War” não podia ficar de fora.

Assim que foi divulgado o teaser para “God of War: Ascension”, questionei se ainda era possível sair algo relevante. Como fã da saga, era fascinante imaginar que em breve iria ver novos gráficos, novos golpes e uma direcção de arte que não deixaria a desejar em momento algum. Já a minha parte racional não me permitia ter grandes expectativas: “Amigo, o homem já faleceu e isto já não tem para onde ir. Acabou e foi bom. Conforma-te!”

Estaria certo?

Enganado não estava, o enredo está longe de ser espectacular, as personagens não são convincentes e, além de tudo, o que me decepcionou realmente foi estar ao comando de um Kratos fraquinho. Tem toda a lógica, uma vez que ele é ainda um mortal, e carrega em si a dor de matar mulher e filha sem querer e blá blá bá. Mas não faz sentido de facto, ou faz? Para mim foi como passar de um iPhone 5 para um Nokia 3310, não havia necessidade. Cansei-me rápido… e o Kratos, coitado, também.


Respira fundo, amigão. Paciência! Ainda temos que matar muuuuitas coisas feias por aí!

ESQUECE O ENREDO. VEM MATAR COM KRATOS. (SE TIVERES PACIÊNCIA)

Por vezes, o que aparentava ser apenas mais uma simples fase do jogo estendia-se por lentos minutos de inquietação e agonia. Eram adversários difíceis de serem derrotados e, para piorar, os ângulos de câmaras distantes da personagem principal deixavam-no camuflado; era quase impossível distinguir no ecrã quem era Kratos e quem eram os opositores, tornando a luta nestas ocasiões uma incrível seca.

Enfim, depois de perder muito tempo em dois ou três combates estúpidos, era a hora dos finishers, que na minha opinião a cada iteração da saga vão ficando mais fantásticos. Este capítulo não é excepção e com um sistema de interacção com os oponentes torna-se muito mais fluido e evoluído.

Who run this world? Kratos! Who run this mutha? Kra-tooos!

Resumindo 1: É cansativo? Sim, é. Porém o jogo em si arranca logo a cem por cento, sempre com a mesma jogabilidade e mecânica dos jogos anteriores. “Uau, já começa assim a partir tudo?” exclamam vocês. “Sim, mas cedo se perde o encanto.”

Resumindo 2: “Ascension” não é um episódio merecedor de comparações com a trilogia principal. É preciso reinventar-se para não cair na monotonia no próximo capítulo do jogo. Mas, para os apreciadores do género e fãs de Kratos, duas coisas são garantidas: violência e sangue, muito sangue!



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