Golpe de Amor

“Golpe de Amor”

Uma viagem desnecessária

Pierce Brosnan  e  Emma Thompson  numa comédia romântica. O que pode correr mal?

Absolutamente tudo.

Sempre considerei as comédia românticas britânicas, muito superiores às suas congéneres do país do Tio Sam. São mais inteligentes, originais e sempre me deixaram com aquela sensação de  ter visto algo merecedor do meu tempo.

Golpe de Amor (Love Punch no original) é a antítese de tudo aquilo que aprecio numa comédia.

É extremamente previsível e insiste em todos os clichés típicos das produções americanas do género. Inclusive a tonta reverência e fascínio por Paris ,a cidade onde toda a gente come croissants e soufflés, e onde basta baixar a guarda para que o romance e a luxúria tomem conta dos incautos homens e mulheres anglo-saxónicos. Algo que normalmente os filmes europeus conseguem evitar, mas que neste Golpe de Amor é recuperado ao pior nível.

Joel Hopkins, nem é um novato nestas coisas, uma vez que cimentou a sua carreira praticamente  na totalidade como escritor e realizador de comédias românticas.

Mas aqui está uns degraus abaixo das suas outras criações.

Robert Jones ( Pierce Brosnan) é um executivo cinquentão, prestes a entrar na reforma, que tenta ocultar o vazio que ficou na sua vida após o divórcio de Kate (Emma Thompson), com relacionamentos mais ou menos superficiais com jovens mulheres pouco mais velhas que os seus filhos.

As tardes preguiçosas de golfe e  passeios no campo estão quase a tornar-se uma realidade, quando a empresa em que trabalhou toda a vida e onde estão investidas todas as economias da sua família , fecha as suas portas após ter sido comprada por um pérfido magnata francês.

Quando toma consciência da realidade em que também está envolvida, Kate decide ser parceira de Robert num esquema  criminoso e  embarcar numa viagem audaciosa em busca do dinheiro que lhes pertence.

Este é o ponto de partida para uma aventura trapalhona que poderia pelo menos ser divertida, se não fosse tão caricatural e embaraçosamente previsível….momentos há em que é apenas parva.

Custa muito ver actores como Brosnan e Emma Thompson ( e até Timothy Spall) entrarem em coisas destas, mas suponho que também eles tenham de pagar a conta da luz…

Nem eles se salvam, é tudo francamente medíocre.

Sai obviamente com um Não Satisfaz.



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