Gravity Rush – Remastered

Gravity Rush Remastered | Análise

Agora não há mesmo desculpa para deixarem escapar a emocionante aventura de Kat!

No dia 13 de Junho de 2012 chegou à PlayStation Vita Gravity Rush. A história emocionante, acompanhada por uma arte conceptual de excelência e uma jogabilidade muito peculiar só ajudaram a que este fosse aclamado por muitos como um dos melhores títulos que a portátil da Sony alguma vez recebeu. Só que, apesar de tudo isso, o facto de ser um exclusivo desta consola fez com que, inevitavelmente, passasse ao lado de muitos jogadores. Uma lacuna que foi corrigida no início deste mês de Fevereiro quando os jogadores de PS4 passaram a poder adicionar à sua biblioteca aquela que pode ser considerada como a versão definitiva de Gravity Rush.

Gravity Rush Remastered chegou assim à nova geração e escusado será dizer que foi recebido de braços abertos, tanto por quem já tinha jogado a versão original, como por quem só agora o ficou a conhecer. Como não tive na altura, nem tenho agora uma PlayStation Vita, faço parte do último grupo e, por isso,  quando me chegou a oportunidade de analisar a chegada de Gravity Rush Remastered para a PS4 não pensei duas vezes.

Sem qualquer memória que lhe indique o como e o porquê de ter chegado à cidade flutuante de Hekseville, a nossa protagonista vai enfrentar os Nevi (uma raça de monstros) e também uma enorme e, tão ou mais, perigosa tempestade gravitacional que assola a cidade. O perigo é constante e o desaparecimento de distritos está a levar os habitantes de Hekseville ao desespero por nada saberem sobre o que aconteceu aos seus familiares e amigos. Foi no meio de tal catástrofe que esta misteriosa rapariga deu por si a cair na cidade flutuante. Sem saber como nem porquê, depressa se vê acompanhada por um misterioso gato preto (de nome Dusty). Com ele a seu lado, Kat – que é como lhe passarão a chamar – repara que possui o poder de manipular a gravidade. O futuro de Hekseville está nas suas mãos mas Kat terá de se lembrar de quem é se quiser ser bem sucedida.

É seguro dizer que, salvo algumas novidades (já lá vamos) este é, sem tirar nem por, o mesmo jogo que podíamos encontrar na PlayStation Vita. A história, permanece inalterada só que agora de “cara lavada” ao trazer um grafismo digno da nova geração. E por digno quero mesmo dizer fantástico, sobretudo a espectacular arte conceptual que acompanha de forma exemplar todo o desenrolar da história ao estilo de banda desenhada.

A busca pelos distritos perdidos de Hekseville e o desvendar dos segredos do passado esquecido de Kat vão levar-nos a uma série de encontros com personagens –  algumas delas bem peculiares como o misterioso velhote que se declara como o criador deste mundo – e até criaturas. Ao progredirmos na história, ou completar desafios e missões secundárias, vamos receber jóias especiais com as quais podemos evoluir os poderes de Kat.

Enquanto que para alguns a jogabilidade deste título foi algo confusa, no meu caso jogar com Kat acabou por resultar numa experiência incrível. Admito que inicialmente o controlo de gravidade foi algo confuso e como tal, teimava em deslocar-me de um ponto da cidade para outro a correr. Em combate contra os Nevi, corria até eles para lhes bater com uma sequência de pontapés, o que não era muito interessante, pois não explorava devidamente as capacidades de Kat. Por isso, às tantas resolvi entregar-me por completo aos poderes de Kat e depressa me habituei a eles. Talvez porque ao contrário do que acontecia na Vita os respetivos sensores de movimento incorporados trazem a esta versão de Gravity Rush um nível de controlo mais adequado. O facto é que com o hábito, raras foram as vezes em que voltei a por os pés no chão de Hekseville. Dei por mim a realizar os mesmos trajectos numa questão de segundos em vez de minutos, quando os percorria a pé. Já em combate, passei a levitar-me e a lançar-me contra os meus inimigos com um poderoso pontapé, e outra vez, e ainda mais outra (quando necessário) até os derrotar.

O facto de podermos manipular a gravidade, significa que podemos levitar e projectar-nos no ar, praticamente ad eternum quando decidirmos investir neste poder de Kat. E acreditem que vale bem a pena! Como se de um open-world se tratasse, toda a cidade e digo mesmo toda – até podem explorá-la virada do avesso e descobrir segredos – está aberta à exploração.

Claro que à excepção do refinar da jogabilidade ao tirar proveito das capacidades do Dual Shock 4, nada do que falei será novidade para muitos de vós mas há de facto novidades na chegada de Gravity Rush à PS4. Saibam que, por exemplo, os 3 pacotes de DLC estão agora incluídos neste título. Cada pacote adiciona uma missão dividida em dois episódios. Completem o primeiro episódio e podem desbloquear um novo fato para Kat. Há novos desafios e há também agora um modo, ou uma galeria se preferirem, onde podem a vosso bel prazer percorrer cerca de 600 ilustrações de arte conceptual da exclusiva banda desenhada de Gravity Rush.

Kat não podia ter aterrado de melhor forma na nova geração. Gravity Rush está mais deslumbrante do que nunca na sua versão Remastered, a jogabilidade está mais refinada e é seguro dizer que esta é mesmo a sua versão definitiva. Agora não há mesmo desculpa para deixarem escapar este impressionante título de Aventura com elementos de RPG.



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