Gregory Isaacs

... a reportagem!

Há muito passava da uma da manhã de 4 de Novembro quando o cabeça de cartaz Gregory Isaac subiu ao palco do armazém C2, nas Docas de Alcântara, e, perante uma plateia impaciente, começou o concerto, acompanhado pelos Live Wyna.

Comecemos então pelo princípio. Os Lyve Wyna, nova banda sensação do roots reggae, apresentaram ao público um concerto composto por originais e algumas versões conhecidas do reggae. «Welcome to Jamrock» conseguiu acalmar um público impaciente. Os Live Wyna tocam assim a versão integral e nada revisitada de Damian Marley, tendo nos originais passeado por um dub reggae mortiço, feito para ouvir em casa e poucos foram os momentos de diversão e dança da banda norte-americana, assim como poucos foram os momentos de brilhantismo, não passando de uma exibição aceitável com alguns temas mais animados. Indiscutível será concerteza o prazer que os músicos de Live Wyna manifestaram em estar em palco. Entrega genuína, mas que soube a pouco e deitou muitas expectativas por terra.

Já com o Cool Ruler a história é outra. Não tivesse sido a actuação de Gregory tão curta e o público poderia ter disfrutado mais do dinossauro do reggae, bem como os Live Wyna, agora banda de suporte, se poderiam ter redimido do insípido concerto que nos proporcionaram.

Assim, ao longo de 45 curtos minutos, Gregory Isaacs exibiu a sua, quase imaculada, voz com temas como «Strive and Go», «War blood» ou «Intercom» e, num registo suave e cadente, pôs a plateia a dançar e, aí sim, a emitir boas vibrações. Já o concerto estava quase no fim (e todos um pouco mais satisfeitos) quando Isaacs interpretou «Night Nurse», cantado em uníssono com o público… pelo menos na parte do refrão.

Para finalizar uma noite que soube a pouco ou quase nada, os pratos estiveram entregues ao soundsystem Firestarter, que, numa tentativa desesperada de agarrar a plateia, apostaram em abrir o seu set com mega-êxitos do reggae e por aí se ficaram…



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This