Grim Fandango Remastered

Grim Fandango Remastered | Análise

O regresso ao mundo dos mortos.

Originalmente a cargo da LucasArts, o intemporal clássico Grim Fandango foi agora ressuscitado pela Double Fine Productions. Para os jogadores mais veteranos certamente que este fantástico point n’click de 1998 dispensa quaisquer introduções. Já a malta mais nova (ou pelo menos grande parte dela) deve estar a questionar-se sobre o que há de tão especial neste título. Foi no dia 27 de Janeiro deste ano que Grim Fandango Remastered chegou para comprovar que o género point n’click ainda faz perfeito sentido nos dias de hoje. Aquele que é considerado como um dos melhores jogos do género pode agora ser adquirido para a PS4, Vita, PC e plataformas Linux, se não o conseguiram jogar no passado, ou se só agora ouviram falar dele, chegou agora a oportunidade de o fazer. Assim, sem mais demoras, vamos então regressar ao passado!

Para quem não conhece, a história deste título tem lugar em El Marrow ou se preferirem Mundo dos Mortos. Aqui podemos encontrar o Departamento da Morte, onde podemos trocar as boas ou más acções que cometemos em vida por pacotes de vantagens. O objectivo é chegar ao nono submundo e ao trocar as boas acções podemos lá chegar de comboio no espaço de quatro minutos. No entanto, as nossas más acções fazem com que a nossa viagem seja feita a pé, viagem essa que dura quatro anos. A nossa personagem é o simpático Agente de Viagens (Ceifador) Manny Calavera. Este é um agente do Departamento da Morte e ultimamente só lhe têm calhado clientes (ou melhor as almas que ceifa) com direito ao pior dos pacotes de viagens. À beira de ser despedido, Manny comete uma loucura. Para quebrar a onda de azar e mudar a sua sorte, decide roubar uma cliente do seu rival. Este acto desesperado vai lançar o nosso simpático protagonista numa verdadeira aventura, repleta de corrupção, intriga, mistério e… mais não digo para não vos estragar nada desta história.

Em termos visuais, podem de facto contar com algumas melhorias, mas nada que possa ser considerado como significativo. Tudo bem que as texturas estão mais polidas, os efeitos de luz estão mais refinados e os modelos estão melhorados (nomeadamente o Manny) mas apesar de uns retoques aqui e ali, visualmente não impressiona. Só que apesar de tudo isto, como em títulos como Okami, também alvo de remasterização, safa-o a sua arte conceptual única e tão fortemente inspirada na temática do Dia dos Mortos (Dia de los Muertos) do México.  No entanto, se falarmos do som a história é outra. Aqui, vamos encontrar uma banda sonora refeita, bem como as vozes e a oportunidade de jogar e ouvir os comentários de Tim Schafer (Full Throttle). Por defeito, o jogo surge no nosso ecrã com o aspecto 4:3 mas basta ir às opções e podemos alternar para o aspecto 16:9. Além disso podemos também alternar para os gráficos de antigamente.

Em termos de jogabilidade, este é um point ‘n click só que com ligeiras alterações como o facto de podermos mover a nossa personagem livremente pelos cenários em vez de clicar para onde queremos que ele se desloque. Como já é tradicional em títulos do género, os puzzles são a palavra de ordem e como tal vamos ter de carregar (ou melhor clicar) em inúmeros objectos espalhados pelos vários cenários do jogo na tentativa de os solucionar a todos. Alguns puzzles vão de facto testar a paciência dos jogadores e, para quem tem menos tempo, é pena que não haja um sistema de pistas ou dicas que nos ajudem a chegar mais depressa à solução.

Mais do que tudo a versão remasterizada deste clássico intemporal surge como a oportunidade perfeita para recordar aquele que é considerado como um dos melhores títulos do género. Apesar de em termos visuais esta edição não surpreender, o trabalho de som foi exemplarmente refeito. Se a isso juntarmos uma história tão envolvente como divertida a diversão está mais do que assegurada. Se não conheciam Grim Fandango ou se já tinham saudades de um bom point ‘n click, este é um título incontornável.



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